quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ao som do ritmo africano..


Ao som de uma coladera lembrei-me de ti. Lembrei-me da primeira vez que dançamos música africana juntos. Estávamos os dois sós num local reservado à média luz, podíamos observar toda a multidão que parecia tão distante de nós dois. Lembro-me perfeitamente quando começou tocar esta música, tu achaste imensa piada e disseste-me que esta música não tinha nexo instrumental, eu segurei-te não mão e puxei-te para dançar, ao som africano. À mediada que íamos dançando eu ia-te cantando partes da música e tu sorrias. Esta é uma das minhas músicas favoritas desde pequenino. Acabaste por gostar do ritmo da música, quanto nos voltámos a sentar eu expliquei-te qual era a diferença ente funana, coladera e mornas. Todos eles são ritmos cabo verdeamos e cada um tem a sua onda e o seu ritmo. Mais tarde fui falar com a música e pedi que passasse esta música, e aí voltei a puxar o teu corpo junto para junto do meu como se fossemos um só, dançar em plena harmonia. Comecei por te sussurrar ao ouvido um pedido de desculpas por eu não ter jeito nenhum para dançar, tu retribuíste dizendo que estava a ir muito bem. Logo de seguida falei-te de que gostava de ir um dia contigo a Bolama. Queria ir à descoberta contigo, falei-te do meu sonho de conhecer a Guiné de uma ponta a outra, lembras-te? Lembras-te das confidencias que te fiz ao som desta ultima música? Acabei por te dizer o significado que a Guiné tem para mim. Acabamos por continuar imaginar os nossos planos enquanto dançávamos, será que ainda te lembras disto tão bem quanto eu? Eu lembro-me como se fosse agora, como se ainda estivesse com o teu corpo junto do meu enquanto dançávamos fora da multidão mas ao mesmo tempo tão junto dela. Senti-me como se estivesse numa bolha que nos separava do mundo, os relógios pararam e o mundo ficou estático, era só eu e tu, dois jovens cheios de sonhos e planos. Por infortúnio do destino nada foi realizável. O destino foi cruel, ou talvez foste tu que foste cruel tal como o destino. Mas as boas memórias perduram sempre e destas espero que nunca me deixem da memória. 
Foram estas memórias que me assaltaram enquanto ouvia uma coladera desconhecida ao meu ouvido enquanto jantava. Às vezes o nosso inconsciente atraiçoa-nos lembrando-nos de coisas que pensávamos já esquecidas e assim queríamos que permanecesse. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Uma gota de assunto num mar de ideias


É isso mesmo. Porquê que nos fogem as ideias? Porquê que ficamos sem assunto quando mais precisamos? Porquê que os pensamentos se baralham? Porquê?
São tantos os "porquês" que parece que regressámos à infância em que questionávamos tudo o que víamos. Há coisas que não se explicam, simplesmente entendem-se.
Muitas vezes estruturamos uma conversa, com calma, conseguimos prever e dar a volta a qualquer coisa que falhe ao nosso planeamento mas tudo isto mentalmente.
Quando chegamos a vias de facto os nossos planos fogem, as ideias voam com o vento e as palavras ficam presas nas cordas vocais, em suma, não sabemos o que dizer. Não sabemos o porquê, apenas sabemos que acontece.
Talvez será pela pessoa nos mexer com o nível de nervosismo de tal modo que nos conseguem embriagar a lucidez do nosso pensamento. A presença da pessoa conta muito.

Há também uma certa culpa do nosso modo de olhar as coisas. Quanto mais pensamos em que não podemos ficar sem assunto e que temos de arranjar assunto para não deixar a outra pessoa indiferente à conversa, BAM! É mesmo aí que ficamos sem assunto. O nosso cérebro é um malandro que nos atraiçoa quando mais precisamos dele, já viram? Estruturamos tudo com a ajuda dele, mas quando mais precisamos ele dá-nos uma nega. Parece que faz de propósito o molho de neuróneos que temos dentro da caixa craniana, muito gosta ele de nos fazer passar por tolos ao pé de certas pessoas... Cérebros, não há quem os entenda!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Um Vazio"

Após esta minha ausência pelo blog, resolvo voltar deixando-lhes um soneto de minha autoria.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O valor do silêncio


Existem pessoas que não compreendem o real valor do silêncio e que por vezes precisamos dele para nossa companhia. Há pessoas que realmente não conseguem ficar caladas e que só sabem falar e quando aguentam nem cinco minutos em silêncio já começam os tiques as manias e a sensação que essa pessoa irá explodir nos próximos segundos.
Há situação que prefiro o silêncio para minha companhia, quando por exemplo estou a comer ou estou embebido em algum pensamento ou simplesmente quando alguém se lembra de fazer uma pergunta que só um acéfalo se lembraria de fazer.
Observando eu uma pessoa que apresenta estes sintomas dou por mim a um almoço em que essa pessoa começou a meter conversa com todos os indivíduos sentados à mesa. Visto que não obteve conversa decidiu estar menos de 20 segundos calada e após dar uma olhadela ao telemóvel virou-se para a mãe e começou a contar as mensagens que tinha tido com o namorado na noite passada. Sim como se numa mesa de 8 pessoas nós estivéssemos interessados em ouvir o que ela disse ao namorado. Mas sim a senhora mãe dela pareceu toda entusiasmada em saber que a filha tinha escrito um "pois" em resposta a um "hum" do namorado. Sim uma conversa muito instrutiva. Mas o pondo culminante foi quando a mãe desviou a atenção para um grupo de clientes que se sentou numa mesa perto, aí a miúda de vinte anos entrou numa tentativa de diálogo com a mãe dizendo "Estás com atenção ao que eu te estou a dizer?" "Estou a falar contigo" "O mãe toma atenção ao que estou a dizer" e por momentos pensei que a rapariga fosse ter uma apoplexia porque queria falar e não tinha interlocutor.

Sendo assim mais uma vez constatei que há pessoas que ganhavam mais em estar caladas, pelo menos não faziam certas figuras em frente de estranhos.
Mais uma vez digo O Silêncio vence tudo.

Já não é o que era


Tenho estado a ler alguns textos antigos para ocupar este meu tempo de férias. Com a leitura dos contos passando por variadas histórias veio-me ao pensamento a forma como se comunicava à tempos atrás.
Hoje em dia para comunicarmos com alguém nem precisamos de sair de casa. Temos a internet o telefone fixo, o telemóvel ou até mesmo o fax.
O mesmo acontece na informação. Se queremos saber o que se passa no mundo basta ligar a televisão ou ir ao computador e sabe-se logo tudo o que se passa ao redor.

Antigamente não era bem assim. Para sabermos as noticias tínhamos que comprar os jornais ou então com alguma sorte de já se ter alguma telefonia em casa para poder ouvir um leque escasso de rádios, na década de 40, não deve ter havido mais de meia dúzia de rádios em Portugal a nível nacional.
Ou seja tínhamos poucos meios para obter informação e muitas vezes chegavam-nos as notícias já bastante tarde.
Mas será que a informação era pior do que a que temos hoje?

Pois bem, aqui está uma pergunta difícil de responder. Havia menos fontes de difusão de informação, mas certamente que o padrão de qualidade era muito maior que hoje. Pelo menos não havia erros ortográficos ou até mesmo erros de informação como já detectei em alguns jornais diários portugueses.
As pessoas antigamente gostavam de ler o jornal, saíam de casa para comprar o jornal -as pessoas que sabiam ler e que tinham posses para adquirir um jornal como é obvio-. Hoje em dia já a informação chega-nos de tanto lado que tenho a impressão de que se perdeu o interesse em ir à procura da informação. Os jornais baixaram a sua qualidade de reportagens, as rádios idem e na televisão é melhor nem falar.
Meios que podiam difundir não só noticias mas também cultura curiosidades e afins, faz tudo menos isso, e quando o faz muitas vezes é com uma padrão de qualidade duvidoso.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Era Uma Vez...


Era uma vez uma criança. Ambiciosa inteligente que gostava de aprender. 
Uma vez esse miúdo na casa dos 10/11 anos, num restaurante à beira-mar passou o almoço todo a falar de vários assuntos escolares, até que o casal ao lado quando se dirigiu à dona do restaurante para pagar a conta lhe comentou "Aquele rapaz é sobredotado não é?"... Perguntas que se fazem. 
Este rapaz ouvi fazerem esta pergunta mais algumas vezes durante o percurso escolar, mas nunca foi grande aluno. Seja por falta de apoio extra-escolar, seja por ter apanhado alguns professores menos bons, ou porque simplesmente se sentia inútil. 
Envelheceu rapidamente, corpo jovem mente idosa. Ainda na idade pré-adulta os sonhos de jovem desapareceram todos. O optimismo deu lugar à cautela e à prudência. E os gostos foram envelhecendo e os estudos foram-se deteriorando. Tem vontade de mudar, mas a vontade por si só não chega. 
Ele muda, mas nada à volta muda por isso volta a ficar igual a si mesmo. 
Há mudanças que têm de ser radicais mas mesmo assim com algumas bases de apoio senão volta tudo a cair e volta tudo ao inicio. 


sábado, 13 de julho de 2013

A barreira dos mil

Hoje este blog passou das mil visualizações. Sei que para muitos mil visualizações não é nada, mas para mim era uma barreira a ultrapassar uma barreira que todos os meu leitores ajudaram a ultrapassar.
A todos que seguem este blog eu desde já agradeço a vossa paciência para os meus devaneios.
A todos um muito obrigado!
Faço votos para que continuem por cá acompanhando o que escrevo, e que vão deixando os vossos comentários.

Um muito obrigado a todos!

O primeiro do ano


Esta semana dei o primeiro mergulho dos últimos 2 anos. É verdade, tenho piscina e o ano passado nem a utilizei. Este fim de semana lá resolvi ir até a um dos terraços cá de casa apanhar sol (1ª vez em 4 anos), e lá olhei para a piscina e pensei "Esta semana venho cá dar um mergulho". E foi o que fiz tratei dos cuidados da piscina e lá me dirigi ao terraço esta semana duas vezes para dar um mergulho e apanhar sol.
E sim, a minha piscina é num dos terraços da casa, chamem-me excêntrico se quiserem mas lá em cima sinto-me seguro longe dos olhares da multidão que se fazem sentir lá em baixo no jardim.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Rádio

Sempre fui um apaixonado pela rádio. Desde muito cedo me questionava como é que uma pessoa conseguia falar e a sua voz sair em milhares de caixas para todo o mundo. Ainda me lembro da frustração que era quando não sabia "ler" estes painéis clássicos de sintonizar uma estação de rádio. Fartava-me de andar com o botão para um lado e para o outro e nunca apanhava nada!. Isto era a minha desilusão. Chegava o meu avó e num ápice, como que num gesto mágico naquele botão a rádio começava a tocar. Não sabia que números eram aqueles que apareciam nas extremidades e o que mais me indignava era que nunca ninguém se dignou a explicar-me o que era aquilo.
Depois tive a minha primeira aparelhagem a sério. Dava para por logo 6 cd's lá para dentro e ia mudando de cd quando o que estava a ser lido acabava, e imaginem, tinha 2 portas para por cassetes! Sim eu ainda tenho muitas cassetes e acho uma piada àquilo. Já dava para ligar à TV e por no modo "AUX" e ouvir o som que saía da TV nas colunas. Para mim o ecrã digital foi o melhor que me podiam ter dado, assim já via as frequências de rádio e sabia que números tinha que pôr para encontrar a rádio que queria.

Na altura sabia lá eu o que era uma frequência, ou uma onda, ou modelação em amplitude ou frequência. Os AM'S e FM's para mim eram coisas indecifráveis e olhava para os números da frequência como se fosse os números de uma porta, "Na porta 93.5 é a Rádio Voz de Alenquer".
Mais tarde descobri a maravilha de ouvir rádios estrangeiras no carro em AM, e isso ainda hoje para mim é uma brincadeira. Sim, gosto de ouvir rádios espanholas e francesas no carro! E já cheguei apanhar uma rádio árabe. Nostalgia para mim.
Agora rendido às novas tecnologias ouço rádio no computador ou no telemóvel, como já é através da internet aquele ruído característico de má recepção já não existe. O som é de grande qualidade e podemos ver na hora que música está a tocar naquele momento.

Hoje peguei no meu querido e amigo Albrecht e liguei-o após alguns meses de descanso e lá me tenho estado a deliciar durante a tarde a mudar de estações de rádio e sim, a matar saudades do ruído de má recepção. Só é pensa que este meu rádio não apanhe AM. Mas pronto, não se pode ter tudo.

Ah e só para que conste, eu já sei ler o painel analógico de sintonizar o rádio.

Ahh saudades!


Eu era um dos maiores apreciadores de água do Vimeiro. Ainda andava na escola primária e a única água que bebia (engarrafada) era água do Vimeiro a que eu vulgarmente chamava "Água com picos". Vulgarmente chegava ao pé do balcão de algum café e pedia "Queria uma água com picos sff". Era giro, eu gostava e era capaz de beber mais de 2 ou 3 garrafas de água do vimeiro numa tarde. Atenção, as garrafas que eu pedia era sempre daquela bojudas que havia que penso que deviam ter 50cl. Não me lembro bem, mas sei que eram umas garrafas gordas.
Cheguei a ouvir o senhor de um café onde costumava ir, comentar com o meu progenitor "Nunca vi ninguém a beber tanta água do Vimeiro do que este rapaz". Isto para mim foi um épico e senti-me único.
Mais tarde com o passar do tempo a Vimeiro decidiu trocar as garrafas bojudas por estas garrafinhas de 33cl pequeninas que parecem para meninos. Eu também, ganhando uma vida mais agitada, deixei de beber tanta água do Vimeiro.

Hoje senhoras e senhores, passados anos a fio sem beber uma garrafa de água do Vimeiro, decidi ir comprar uma garrafa destas de propósito. Foi um momento nostálgico para mim voltar a ter nas mãos a garrafa verde da "água com picos", e também foi com grande emoção que recordei as garrafas gordas que tanto gostava. Abri a pequena garrafa e vejo logo o som do gás a invadir-me os ouvidos, as bolhas a saírem como numa corrida dos 100m, e eis que meto a garrafa à boca e foi com um alivio que constatei que....(suspense)... O sabor da água continua o mesmo! Embora numa garrafa minúscula o sabor é o mesmo!.
Quem bem me soube aquelas gotas de água!

Aposto que as pessoas que dizem que a água Carvalhelhos, a água das Pedras ou até a Frise são as melhores águas com gás que existem.. Isso é porque nunca beberam água do Vimeiro!
Até agora a única água com gás que bebi que consegue ser parecida é a água Castelo! O resto para mim são imitações.

E pronto, posto isto, vai uma garrafinha de água com picos fresquinha? Vamos nessa!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mais um almoço.. Mais uma tortura!


Conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que fui comer a casa de outrem. Sinceramente penso que com o almoço de hoje só fui 3 ou 4 vezes comer a casa de alguém. Pelo menos que me lembro. A minha casa pelo menos nunca ninguém foi convidado a comer.

Começando pela cortesia de se estar em casa de outra pessoa, maneiras de estar à mesa, desconforto por sair da minha rotina e as conversas de circunstância.
Hoje a comida estada do meu agrado. Só desapreciei foi no fim do almoço. Começando as pessoas bebendo o seu café o dono da casa, um dos que falei no post anterior, veio-me com a conversa de "Tenho ali uma coisa para tu provares". Eu como ainda não recuperei do estômago e como decidi parar de beber álcool disse-lhe logo de imediato - hoje não, hoje não me apetece beber nada- ao qual ele respondeu "Mas isto é aguardente de mel é uma maravilha". E sem que eu desse conta já tinha um copo à frente e ele a abrir a garrafa... Bebi o pouco que tinha no copo e disse-lhe por cortesia - É boa sim senhor!- , mas na realidade achei aquilo doce de mais para mim. Ele de seguida respondeu " É muito doce não é? isto é mais para as mulheres"...
E de repente levantou-se na mesa, eu não liguei, simplesmente puxei do tablet e entreti-me pelo twitter e a pensar que já me tinha livrado de um inconveniente a querer obrigar-me a beber.
Passado uns minutos vejo-o a abrir uma garrafa de aguardente minha desconhecida, e por instinto afastei o copo de mim e disse logo - Não não, hoje já não vai mas nada, não quero mais nada- , após várias insistências dele lá me voltou a por bebida no copo. Provei a dita aguardente, esta não era má, até era bastante boa mas eu não estava com disposição. Felizmente passei o copo para o progenitor com a desculpa *deixa estar que isto dá para os dois+
E assim me obrigaram a quebrar a minha dieta, mas portei-me bem e só bebi o indispensável para a boa educação.
O resto da tarde foi a assistir a sucessivos jogos de sueca e a rezar para poder sair dali o mais rápido possível, já com internet no tablet estava a ser um tempo custoso de passar, agora imaginem lá aquela hora que passei quando a bateria se foi?...

Bom pelo menos ao jantar não bebi nada. Estou a portar-me bem!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A caminho das dietas


Não. Não vou fazer dieta de comida.
À dois dias o mandriam do meu aparelho digestivo decidiu entrar é revolta por alguma coisa que comi no dia anterior. De bebida não foi porque não tinha bebido álcool.
Aproveitando isso como desculpa comecei a reflectir, nos excessos de coca-cola às refeições e nos digestivos a seguir ao jantar, nas aguardentes e whiskys que me souberam pela vida ou nas mesmas bebidas que porventura me sabiam mal de quando em vez.
De repente notei em duas pessoas que fazem deste meu hábito uma religião para mim. Isto é, sempre que acabo de jantar vem a pergunta da praxe "Então e agora? Vai um digestivozinho?" "Então e agora vai um bagaceira?" "Então e agora...?"
Senhores lá por eu gostar de degustar algumas bebidas a seguir à refeição, é mesmo por gosto, não por obrigação ou porque sim simplesmente.
Mas parece que estes dois decidem tornar este hábito igual ao deles que passam tardes na taberna de volta das mines e depois chegam a casa com a barriga de cerveja e caso o Benfica perca já se sabe o que acontece...
Não, não sou nenhum bêbado de taberna nem pretendo ser. Apenas tenho os meus hábitos os meus gostos e não gosto que interfiram nisso.

Ponto assente. Deixei de beber coca-cola às refeições e de beber álcool a seguir ao jantar. Agora só águinnha que é bom para a saúde.
À parte disso, vou começar também a fazer exercício físico.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais Um!


Hoje foi o Exame Nacional de Matemática. Correu-me bem. Agora só espero que as expectativas se cumprem. Não o achei muito difícil, mas também não era fácil. Isto é, é o nível de dificuldade normal.
Agora só me falta o exame de inglês para a semana.

Posto isto, let's have a drink!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Oportunidade


Até que ponto sabemos dar oportunidade a um livro? E a um autor?. Até que ponde o título ou a capa de um livro nos influencia? Coisa estranha...

Venho-vos falar de Saramago, este autor português dispensa apresentações, já todos sabemos quem é.
Faz parte do Plano Nacional de Leitura darmos o Memorial do Convento no 12º ano. Para ser sincero? Não consegui passar das 15 primeiras páginas. Não gostei do modo de escrita. Não me adaptei às constantes ironias. Não gostei do realismo mágico. O mesmo não posso dizer de Eça de Queirós, adorei Os Maias e sou apaixonado pelo realismo de Eça. Pela mesma corrente de pensamentos também gosto muito de Júlio Dinis. Mas de Saramago não gostei. Eu sei que são estilos de escrita diferentes e que não é possível comparar... Mas eu comparo.

Hoje no exame nacional de português li um texto de António Lobo Antunes pela primeira vez. Achei interessante a escrita. Ao principio pensei que fosse um texto de Saramago e não nego que fiquei surpreendido quando vi o nome do autor. Acontece. Fiquei surpreendido.
Estou a pensar seriamente em dar uma nova oportunidade ao autor do Memorial do Convento e por arrasto de ideias a Gabriel Garcia Márquez e a Lobo Antunes também.
Acho que quando acabar a actual leitura vou resgatar o Memorial a alguma estante esquecida lá por casa.
Pode ser que seja desta que fique surpreendido pelas correntes literárias actuais.... ou não.

Afinal Habemus "examus"

São uns malandros. Passei a noite em claro na incerteza de haver ou não exame de português hoje.
De manhã alimentaram-me a ideia de não haver exame. Mas eu sempre desconfiei porque os professores da minha escola nunca foram muito de greves. São muito certinhos (aposto que sofriam de bulling quando eram estudantes).
E foi o que aconteceu. Cheguei à escola e cruzei-me logo com o presidente do concelho executivo que me disse logo "Bom dia! Tu é na sala 6 como nos outros anos, é tudo igual" Obrigado sr. Muito porreiro. Sim o meu exame é em condições especiais por isso vou sozinho para uma sala com dois examinadores a olhar para mim enquanto vejo o enunciado do exame no computador.
Houve exame na minha escola, marafados dos professores da minha escola decidiram não fazer greve como de costume.
E pronto lá fiz o exame e correu-me bem. Mas pronto, Ricardo Reis logo de inicio? Até fiquei almareado, eu gosto de Reis mas já não tenho português à 1ano por isso já estou desabituado a poemas muito elaborados, mas fez-se.
Agora só falta o de inglês e de matemática A.


E eu ainda acordado!


Estou a poucas horas do exame nacional de português. É amanhã às 9:30h. Já devia estar a dormir, mas o sono não vem. Deitei-me por volta das 00h, passados 15 min decidi ir ao encontro de Hipnos mas fui mal sucedido. Passado 1h ainda estava às voltas na cama até que decidi parar de tentar adormecer. Foi então que resolvi deixar a mão ao portátil e ir-me entreter para o twitter e agora a escrever este post.
Nunca me tinha acontecido ficar com insónias por causa de um exame ou de um momento de avaliação. Mas como se costuma dizer << Há sempre uma primeira vez para tudo>> e hoje foi a minha primeira vez de ficar "nervoso" antes de um exame. 
Sorte ou não, o que me sustenta a moral é que tenho isto vai ser só uma melhoria pois já passei à disciplina e respectivo exame o ano passado.
Agora só espero é que os professores não decidam fazer greve. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Almoço... ou tortura?


Maldita ideia que tal vil pessoa teve ontem quanto estava a jantar no restaurante do costume. Uma pessoa que deixou o seu grupo e se dirigiu à nossa mesa com um convite se se podia fazer uma sardinhada no jardim do restaurante no dia seguinte (hoje). Convites aceites. 
Sinceramente pensei que a tal sardinhada nunca se fosse realizar, como a maioria dos convites à moda portuguesa. 

Hoje à hora de almoço lá me telefonaram a avisar do tal almoço. E logo começou a minha tortura. Primeiro ponto, não gosto de sardinhas. Fácil de resolver, a cozinheira fez uma febra para mim. 
Segundo ponto, vou ter que comer ao ar livre, perto de um gralhador a carvão que só cheira a sardinha. Sim realmente o cheiro incomoda-me mas pronto.  Terceiro ponto, ia almoçar com gente que não tenho lá muita ligação, ou seja, ia ser uma tortura. 

Saio do restaurante desço as escadas até ao jardim. Num lado à sombra vejo uma mesa redonda de madeira e uns metros ao lado, o famoso grelhador com as famosas sardinhas. Primeira coisa a correr mal, a net 3G do telemovel por algum motivo deixou de funcionar. logo já não me pude entreter no twitter durante o almoço.  Aguardei em pé até vir a minha febra com batatas fritas. Ora como já se estava a sentar tudo à volta da mesa com sardinhas, eu sentei-me um pouco atrás -aí um meio metro da mesa- com o prato da carne no colo e a começar a comer. Lá começou a simpatia das pessoas que me irritou um pouco. Arranjaram logo um espaço na mesa para mim. Uns com a desculpa que eu estava a apanhar sol e que faz mal, outros com a desculpa que há muito espaço na mesa. O que é certo é que não pude apanhar sol - que eu gosto bastante de sol - e ainda por cima tive de ir para o meio de pessoas que comiam sardinhas. 
E o twiiter que nunca mais funciona...

À mesa ouvi conversas bastantes interessantes, desde periquitos que falam, à teoria que o sal de cozinha faz mal porque contem cloreto de sódio. Mas será que esta gente não sabe que o sal de cozinha é Cloreto de sódio? ... Bom isso também não interessa. 
Assim que pude esgueirei-me dali para fora fi-lo. 
Quando cheguei cá a cima deparo-me com as senhoras que me acusaram de não ter ido oferecer-lhes sardinhas. Ora a culpa é minha? Estive lá contrariado e ainda por cima comi carne e ainda me caem em cima por não ter ido oferecer? Ora os maridos delas que lhes fossem oferecer, não tenho nada a ver com isso.

E pronto assim se passou um almoço. Espero que não se lembrem de repetir. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

O conto abaixo

Foi com base num pequeno desafio com a Ângela, uma amiga minha, que construir o conto do último post.
Ela há tempos atrás desafiou-me a escrever um conto, com a argumentação de que gosta muito da minhas escrita. Bem, na sexta feira à noite decidi aceitar o desafio já esquecido e comecei a rabiscar o primeiro rascunho do conto. Fui escrevendo ao longo destes 3/4 dias. E hoje o publiquei. 
O conto é totalmente fictício apenas falei na primeira pessoa por uma questão de jeito de escrita. 
Espero que seja do vosso agrado e se quiserem estejam à vontade para deixarem o vosso comentário.
Pode ser que no futuro apareça mais contos aqui no blog. 

A todos os leitores que lêem o meu blog, um muito obrigado! 

Ass; Marcel Goulot. 

O conto prometido


Não. Ela não é uma diva. Nem tão pouco uma princesa. Ela remexe tudo onde passa. Ela não deixa nada nem ninguém indiferente à sua passagem. Tão depressa está embrenhada numa ternura característica e nos demostra a suavidade do seu ser, como no momento seguinte age como um chicote ziguezagueando pelo ar trocando as voltas ao que quer que se aproxime, mostra as garras e mostra a sua essência selvagem. Ela é como um furacão. Ela é uma mulher. Tem fibra, aço, doçura ternura e fragilidade, tudo dentro de um só corpo. Tudo dentro de um só coração. Tudo dentro de uma só alma. É uma mulher de armas, que não hesita em mostrar as garras e lutar pelo que quer, perseguir os seus sonhos, ou num devaneio, fazer o que lhe apetece. 

O seu cabelo castanho envolve-nos numa sensação de maturidade, confiança, entrelaça-nos a alma como se viesse de uma união entre a natureza e o Homem. O azul-esverdeado dos seus olhos oferecem-nos a sensação de conforto e ternura que alguma vez um ser-humano teve. O resto das características deixo ao critério dos leitores. 

Ao descer uma certa rua de Lisboa deparei-me com o prédio onde ela trabalha. Olhei para as janelas espelhadas e comecei a divagar sobre em qual janela estaria ela por detrás, senti um impulso que lhe poderia lançar uma pedrinha à janela num gesto de a chamar para abrir a janela, dizer que eu ali estava, a pensar nela. Ao mesmo tempo passava um vendedor de flores ambulante, indiano? marroquino? talvez. Senti-me tentado em comprar-lhe as flores todas, atravessar a rua, subir as escadas correndo até ela. Oferecer-lhe as flores num encontro improvisado, talvez sentido o mesmo que muitos sentiram ao entrarem à noite pela janela do quarto da sua amada na escuridão e silencio da noite para que se entregassem nas asas do amor, mas sempre com receio que alguém aparecesse e estragasse aquele segredo que só a eles lhe pertencia.
Foi assim que me senti. Queria dizer-lhe tudo. Ao invés disso, deixei ir o homem das flores sem lhe dizer nada. Caí em mim. Afinal não passo de mais um comum mortal embebido neste sentimento que é o amor. 
Continuei a descer a rua. 

Os movimentos começaram a deixar de ser tão fluídos. As pernas começava-me a doer. O telemóvel que ocupara a mão direita deu lugar a uma coisa de madeira, uma bengala reparei instantes depois. Custava-me andar direito. Tentei, mas desequilibrava-me, rendi-me à bengala. Não percebi o que me estava a acontecer. Seria um sonho? Estava no Rossio. parei. Fui até a uma montra ver-me ao espelho. No meu lugar estava um idoso magro e com as minhas feições. As costas um pouco curvas. Não sei explicar mas já me estava a encaminhar a custo até à casa havanesa no chiado. Não conseguia controlar os pensamentos e muito menos os meus movimentos tudo se descontrolara. Deixara de ter vontade própria para assumir um papel de uma marioneta. Ia em direcção ao chiado. Tudo se apagou. Fiquei amnésico. 
Senti uma mão a tocar-me no ombro e alguém a palrar umas palavras indecifráveis. O telemóvel voltou a estar na minha mão. Conseguia andar numa posição erecta, e já não tinha dores no corpo. A vista deixou de ficar turva e vi onde estava, perto dos armazéns do chiado. Como é que eu fui ali parar? Teletransporte? Não faço ideia. De novo volto a ouvir umas palavras vindas de alguém que me agarrava o ombro. As palavras clarearam, olhei para o lado esquerdo e ali se encontrava um amigo meu de longa data "Então pah? O que é que andas a fazer?" dizia-me ele. O que ando aqui a fazer? nem eu sabia como é que poderia responder? De repente uma cronologia passou-me diante dos olhos. Sei o que se passou. 
Atravesso a rua apressadamente. Ouço-o a gritar-me "Onde é que vais?" Do outro lado da rua já num passo apressado voltei-me para trás e disse-lhe Tomar decisões, meu amigo, tomar decisões! 

E foi o que fui fazer..... tomar decisões. 



Autoria; Marcel Goulot 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cuidado com os radares


Esta manhã ao entrar no carro e ligar o rádio, numa estação aleatória, dou por mim a ouvir uma das locutoras a dizer "Tenham cuidado, moderem a velocidade porque os radares andam por aí escondidos, bem escondidinhos e depois podem aparecer surpresas desagradáveis". A outra locutora respondeu-lhe algo que não me lembro, mas tudo num ambiente cheio de sorrisos, alegria e boa disposição.

O que mais me intriga, já há muito tempo, é a necessidade de as pessoas controlarem a velocidade não por uma questão de segurança, mas sim por uma questão de terem medo da multa.
Na minha opinião, sempre achei os limites de velocidade, não uma barreira para a caça à multa, mas sim um número que informa os condutores das velocidades que se deve manter para nossa segurança.
Concordo com os limites fora das Autos.estradas, tendo em conta que há muitas estradas com condições para se andar a mais velocidade mas que o sinal indica o contrário. Tirando a má sinalização concordo com limites de velocidade para a nossa segurança.
Já nas AE's, bem, aí já sou da opinião que não devia haver limite de velocidade. As auto-estradas são vias sem cruzamentos, em que os carros vão todos no mesmo sentido e são sempre a direito. Penso que aí não devia haver limite de velocidade. Mas pronto. quem sou eu para opinar.

Por isso não se esqueçam, mesmo que estejam no meio de um furacão, podem continuar com o cruise-control nos 120km/h na AE que não apanham multa, já a vossa segurança não posso opinar.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A Madrinha


Ao fim de 6 anos, mais para mais do que para menos, re-vi a minha madrinha. Penso até que última vez que a vi foi no meu baptizado à 10 anos, - sim eu baptizei-me com 9 anos. Nunca recebi uma prenda dela, nem as minhas ligações por ela foram assim muitas. Mas por incrível que pareça sempre me lembro de gostar muito dela, de a ter em conta como boa pessoa e muito simpática. 
Entrei-a na quarta cá pelo escritório, ou melhor, ela é que me encontrou a mim. Veio cá em trabalho e eu nem sabia. Sabia que provavelmente ela vinha mas nunca foi confirmado. 
Estava eu sentado, a fazer um esforço enorme para comer um belo de cozido à portuguesa, quando uma das portas do restaurante se abre e por entre elas passa uma senhora de média estatura de cabelo preto e olhos castanhos. Fiquei com a sensação de já a conhecer de algum lado. Mas fiquei com certeza de quem era quando ela se dirigiu à nossa mesa.
Era a minha madrinha que já no mínimo à meia dúzia de anos que não sabia nada dela. 
Já não me lembrava da cara dela, mas parecia-me familiar. No entanto achei curioso, por me lembrar da voz dela. Sim, a minha memória auditiva nestes 19 anos nunca me traiu, já a visual desvanece com uma certa fluidez.

Hoje a madrinha está cá de novo. Sabem que mais? É estranho vê-la duas vezes na mesma semana. Mas pronto. Que venha mais vezes 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lá é que se está bem... Diz ele


Sempre aprendi que o exibicionismo ou a gabarolice não é correcto. Isto é, o nosso valor tem que ser reconhecido por terceiros e não proclamado ou vangloriado por nós mesmos.
Seguir esta maneira de estar na vida é saber ser-se humilde.

Venho aqui dar-vos a conhecer um sujeito português na casa dos sessenta anos. Passou certa de quarenta anos da sua vida emigrado na Alemanha e à cerca de quatro decidiu retornar à sua pátria a fim de ter uma vida mais recatada e gozar de alguns rendimentos que tem.
Conheci este sujeito à menos de um mês por intermédio da empregada de um restaurante que frequento que é a actual companheira do senhor. Por alguma educação eu e o meu "grupo" das refeições temos acolhido o ex-emigrante na nossa mesa quando a situação se proporciona.
Das primeira vezes como nos estava-mos a conhecer e a falar ambos um pouco sobre o seu passado e respectivas profissões confesso que até houve alguma conversa lucrativa sobre modos de vida, cultura e afins de outros países.
Logo de inicio notei alguma vaidade pessoal do senhor pois este monopolizava a conversa conforme bem entendia, deixando os restantes membros um pouco incomodados.
Em menos de um mês tornou-se quase membro assíduo à nossa mesa nas refeições.
Com o desenrolar das conversas este sujeito cada vez que falar 2 ou 3 frases é para denegrir Portugal.
"A justiça portuguesa é muito lenta" "O governo português é só corrupção" "Já perdi x€ aqui porque é só vigaristas" . E as frases deste senhor acaba sempre com uma comparação de como são as coisas na Alemanha e de como é tão bom viver-se lá.
Ainda ontem almoçava connosco e no final do almoço proporciona-se a habitual cerimónia de os fumadores acenderem o cigarro e desfrutarem do momento à mistura com algumas bebidas espirituosas e algum diálogo descontraído.
O sujeito pseu.português tirou a sua caixa de cigarrilhas e colocou-a em cima da mesa. Extraiu uma cigarrilha e acabado de a acender comentou com o resto da mesa que estava de olhos postos na televisão "São francesas. Fui de propósito a Espanha para comprar 10 caixas. Aqui em Portugal são muito caras". Ninguém comentou. Apenas alguns anuíram com as cabeças. Eu por outro lado, como curioso, peguei no telemóvel e fiz uma rápida pesquisa na internet para comprar preços. Acabei por descobrir que o que o senhor poupa no preço das cigarrilhas é à volta de 15€, ora mais que isso gasta ele a ir lá.
Ora bem aqui está uma boa oportunidade de o senhor ter estado calado pois ninguém lhe perguntou nada sobre que tabaco fumava.

Infelizmente o que eu venho a ver nestes dias é que este é mais uma daquelas pessoas a viver das aparências e que afinal o seu pecúlio de que tanto falava não será assim tão afortunado. Ou seja, se soubesse estar calado e se fosse humilde talvez não se tornasse alvo de conversas secundárias.

Estes sucessivos episódios fazem-me lembrar uma vez, numa viagem a Bragança, quando vinha de regresso para casa, parei num hiper.mercado para comprar uns packs de águas e um pão para a viagem. Chegado à caixa para pagar a minha frente estava uma família em que o homem era emigrante em França. Chegou a vez deles para pagar e o senhor começou a falar para a a rapariga da caixa em francês, mas naquele tipo de francês de << Moi.. Je....>> A pessoa da caixa lá com alguma dificuldade lá despachou o senhor. Quando no momento de agarrar nos sacos o senhor com a familia começam a sorrir e o tal homem virando-se para o seio familiar começa a comentar qualquer coisa da empregada em português.
Ou seja falou em francês com a empregada só para a diminuir e para se evidenciar. Eu tenho o francês como segunda língua materna. Escusado será dizer que aos meus olhos o senhor só me deu vontade de rir com o seu pseudo.francês.  Mas contive-me por educação.

Relembrando este episódio é o que me faz lembrar agora este ex-emigrante português na Alemanha.
Mas neste caso só me dá vontade de encher os pulmões de ar e dizer - Se Portugal é assim tão mau, porque voltou para cá? - 
Mais uma vez, não o faço por educação. Por isso deixa-os falar. Deixa-os pavonearem-se e espalharem-se à vontade.

domingo, 19 de maio de 2013

Com os problemas alheios podemos nós bem


O titulo deste post poderá parecer um tanto ou quando egoísta mas é o que a maioria das pessoas pensa. Vendo alguém com algum problema há sempre dois tipos de pessoas. O primeiro tipo é aquele que não se liga muito à conversa e aproveita a primeira oportunidade para sair devido à falta de paciência para alimentar a conversa. Depois há um segundo tipo de pessoas. Aquelas pessoas que não fazem nada por elas próprias mas que dão mil e um conselhos a quem os precisa. Sinceramente nunca percebi este segundo tipo de pessoas. Sim, acredito que seja mais fácil queixarmos-no e dar conselhos aos outros do que levantar a cabeça e enfrentar os nossos problemas.

Foi este segundo tipo de pessoas que me fez andar um pouco afastado socialmente nestes últimos dias desde o meu regresso da minha pequena viagem. Esta viagem de 3 dias fora despertaram em mim certas emoções e fizeram renascer certas lembranças que eu as julgava à muito esquecidas. Quando regressado da jornada dei por mim a percorrer o blog e a dar mais atenção ao que uma dada personagem ia escrevendo. A nostalgia instalou-se juntamente com incertezas e medos. Como se não bastasse este turbilhão de emoções momentâneas ainda comecei a ser bombardeado por curiosos intriguistas que nos espremem num interrogatório incansável às refeições e na primeira oportunidade que apanham. Dei por mim a afastar-me da rotina diária e a entreter-me de novo com as leituras.

A ver se é desta que acabo a Maorgadinha dos Canaviais de Júlio Dinis.

sábado, 4 de maio de 2013

Saber para quê? Não vele a pena... Ou será que vale?.. Não, deixem estar

Que titulo estranho escolhi eu para este post que estou escrevendo ouvindo algumas músicas de Elvis Presley.

Bom o que estou a ouvir não é relativamente importante para o tema deste texto, mas apenas decidi partilhar convosco. Ora bem, venho partilhar com vocês o que me anda a acontecer à cerca de 3 semanas para cá. Pois bem, ultimamente tenho andado a ser mais expressivo, tentar demonstrar aos outro o meu conhecimento partilhar ideias e afins. O que acontece é que detecto algumas hostilidades por parte das pessoas com quem falo. Venho falar-vos de 3 pessoas que costumam almoçar comigo desde à cerca de 3 semanas. Vamos-lhes chamar a Maria, o José e o Alberto.
No final do almoço à sempre aquelas conversas que não interessam a ninguém mas que vão ter sempre a temas interessantes quando devidamente aprofundados. Normalmente o Alberto é sempre aquele que fala mas que "normalmente" o que ele vai de encontro às minhas ideias, por isso há sempre uma simpatia da parte dele quando intervém nas conversas. É daquelas pessoas que gosta de aprender embora já tenha por volta dos 65/66anos. José, sensivelmente da mesma idade de Alberto, é a pessoa da qual sinto mais hostilidades.
Para ele a história não interessa para nada. "O que é que me interessa saber quem é que foi o rei não sei quantos? Não é isso que me dá de comer e não vejo que interesse tenha isso para o teu futuro", é o que ele me diz quase cada vez que falo, adaptando a frase ao tema da conversa em questão.
A Maria é daquelas pessoas que diz que uma pessoa em coma não respira e que nem sabem o que foi a II Grande Guerra. Para ela uma pessoa que tenha um objecto é porque acredita no simbolismo dele e não porque gosta dele. Ideia essa que lhe perguntei que se por eu ter um copo com a cruz suastica algures nos confins lá de casa quer dizer que acredito nas ideias nazis e que sou nazi?. Ela disse "isso não. isso é diferente" ao qual eu lhe perguntei se uma pessoa que use uma dessas medalhas "para dar sorte" num fio tem que acreditar em bruxas e afins?. Ela disse que se usa é porque acredita. Eu retorqui então eu tenho um objecto com a cruz suastica em casa sou nazi!. E ela continua a dizer que é diferente.
Sim caros leitores, eu tenho um copo com a cruz suastica algures numa gaveta em casa. Mas o copo não é meu. Esse copo foi oferecido ao meu avô à muitos muitos anos -ainda no tempo do Salazar-. E o meu avô como o objecto lhe foi oferecido ele guardou-o ao longo dos anos. E pronto. Daí o objecto ainda durar nos dias de hoje. Estará certamente nalguma gaveta para o sótão.

Voltando ao tema do texto. Sou estudante. Adoro aprender coisas novas. Adoro Física, Matemática, Astronomia e coisas do género. Ao mesmo tempo adoro Filosofia, Psicologia e tudo relacionado com letras. Gosto do saber.
Cada vez que tenho falar sobre estes temas com as pessoas que me rodeiam sou sempre olhado com algum desdém. José desinteressado de tudo e que o que sei não serve para nada. Maria uma ignorante que só sabe falar mal da vida dos outros, e que tentar-lhe explicar algo é a mesma coisa que falar com uma parede pois ela em vez de tomar atenção só se ri da ignorância dela. Alberto quando intervém é só para falar algo completamente a leste do tema ou é para concordar comigo, por isso nunca enriquece muito o diálogo.

Agora analisem comigo a situação. Quando mudei de escola e no 9ºano comentei com a minha professora de físico-química que a massa dos corpos dobram o Espaço-Tempo... "teoria da relatividade", essa professora no dia a seguir falou com a minha mãe a perguntar se eu era sobre.dotado. Aliás já era a 2º pessoa a perguntar o mesmo.
Hoje em dia, se eu disser isso à mesa com as pessoas que me rodeiam, um diz que sim, o outro diz que isso não contribui em nada para o dia-a-dia nem para o me futuro, a outra mete-se a olhar para mim com cara de parva e começa a sorrir do nada e a abanar a cabeça. E mais tarde comenta "ele bem tenta explicar mas a gente não sabe por isso não podemos entender". Se eu estou a tentar explicar tentam acatar o que digo em vez de se rirem e afins.
Sinceramente cada vez mais me sinto desmotivado para ir à escola ou fazer alguma coisa relacionada com "aprender", pois toda a gente desvaloriza. Tecnicamente estou a aprender para nada, ninguém quer saber. Estou a cansar-me para o o boneco. Mas mesmo assim continuo a querer aprender. Pode ser que um dia no meio de 7 biliões de pessoas, alguma me dê o devido valor.
O que mais me custa é que a personagem a quem chamei José neste texto (nome fictício), é o meu pai, visto que ao contrário de me apoiar e de me incentivar para aprender faz o contrário. Talvez seja da idade. Mas o que é certo é que eu há uns tempos tinha bem definido o meu percurso académico e agora não tenho ideia nenhuma do que quero. E claro a média também caiu exponencialmente. Sim porque simplesmente estou mal acompanhado.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Uma experiência ao acordar


Esta noite foi uma noite para esquecer. Mal dormi. Quando preguei olho passadas 2h acordei. Quando acordei lembro-me de estar de costas para a janela. Eram cerca das 6;20h da manhã, a primeira coisa que me lembro de ver foi um feixe de luz vindo da janela. Estava de costas para a janela. Queria ver de onde vinha tanta luz mas não me conseguia mexer. O silêncio reinava na aurora. Conseguia pensar. Pensei por quanto tempo iria estar sem me conseguir mexer. queria voltar a cabeça para ver de onde vinha tanta luz e não conseguia queria mexer as pernas e os braços mas nem os sentia, era eu, a luz da aurora e o silêncio. Só conseguia pensar, ver e ouvir.
Finalmente passados uns 30/40segundos que me pareceram uma eternidade consegui mexer as pernas e logo no instante a seguir já me consegui voltar para a janela e todo o meu corpo voltara à normalidade. Peguei no telemovel para ver as horas. ainda era cedo para me levantar, mas não tinha sono.
Abri a app do Twitter para me entreter a passar o tempo. Abri também a app quiosque vodafone para ver as capas de jornais.
Paralelamente abri o safari e fui pesquisar sobre o que me tinha acabado de acontecer.

Aconteceu-me aquilo que se chama a Paralisia do sono. É nada mais nada menos que uma paralisia do corpo logo após ao acordar ou no momento antes de adormecer. Acontece quanto o cérebro acorda num estado REM, em que o nosso corpo está com o metabolismo baixo e os músculos são paralisados para evitar possíveis lesões enquanto dormimos. Ou seja, quando acordei, já estava acordado mas o meu cérebro ainda "pensava" que eu estava a dormir. Daí ter ficado paralisado uns segundos. Foi o tempo que demorou o cérebro perceber que já estava acordado e a "dar" vida de novo aos meus músculos.
Parte boa, a maioria das vezes que isto acontece as pessoas recordam como tivesse sido um sonho.

Parabéns Benfica !

Ontem o Benfica lá ganhou ao fenerbahce. Jogou bem. Não sou benfiquista mas fico contente quanto um clube do meu país faz boa figura em competições internacionais. 
Por isso, parabéns ao Benfica e que derrotem o Chelsea! 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Agradável Descoberta IV

Trago-vos hoje uma banda que eu nem fazia a ideia que existia, mas parece que já existe há 10 anos.
A banda chama-se Dead Combo e é uma banda portuguesa. É uma banda que tem por género musica fado e rock. 
Conheci-a ontem através do twitter quando alguém comentava que na antena 3 estava a ser transmitido um concerto deles. Decidi sintonizar o rádio e ouvir a banda de que tanto se comentava na minha TimeLine. 
Deixo-vos aqui umas músicas desta bela banda portuguesa. 




terça-feira, 16 de abril de 2013

O Passado, O Presente e a História


O titulo deste post faz-me lembrar o titulo do filme "O bom, o mau e o vilão". Mas não, não tem nada a ver com o filme, nem tem haver com analogias que no passado é que era bom e que no presente é tudo negativo e coisas do género. 

Há dias numa rede social vi uma pessoa a escrever um comentário com uma certa critica às pessoas que ainda chamam Ponte Oliveira Salazar à ponte sobre.Tejo que hoje vulgarmente chamamos por Ponte 25 de Abril.
Eu por minha vez respondi ao tal comentário dizendo que o primeiro nome era o nome original da dita ponte e que não via mal nenhum ao chamarem esse nome à ponte.  Surpreendentemente segundos depois recebo uma resposta onde a tal pessoa me perguntava se eu achava bem homenagear um ditador dando o nome dele à Ponte. Voltei-lhe a responder e tivemos um debate aceso de alguns minutos.

Eu de qualquer modo fiquei a ponderar e a pensar nos argumentos utilizados pelo meu interlocutor virtual. 
Eu não acho bem nem mal homenagear seja qual pessoa for. Se foi Salazar que mandou erguer a infra-estrutura porquê não lhe dar o nome dele? Foi ele que a mandou construir, não foi o 25 de Abril. Por isso parece-me mais lógico chamar Ponte Oliveira Salazar. Por outro lado, temos que ter uma certa dose de bom senso e respeitar a nossa história. A história é do nosso país, contribuiu para a nossa identidade, não podemos apagar 50 anos de história só porque alguém não gostou do tipo de governo instalado na época. Aproveito agora e demonstro o meu agrado de quando há alguma revolução há sempre a tendência de destruir -tentar apagar- os resquícios anteriores à revolução. Pois bem, acho isso mal! Não se deve apagar o passado. Para que haja história é preciso que haja imparcialidade e que se conte os factos como eles aconteceram e não como melhor convier às pessoas. 
A história é objectiva e não subjectiva. O passado já está relatado. Aconteceu. Para isso serve a história, para relatar o passado. Foi assim que aconteceu é assim que tem de ser descrito. O passado não muda aos olhos de quem o vê, por isso a história não deve ser manipulada aos olhos de quem a vê. 

"Os factos são estes. Foi assim que aconteceu. Agora cada um tire as suas conclusões" É assim que a história deve ser olhada e é assim que deve ser contada. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os silêncios da noite

É na noite que tudo acontece. É na noite que nada se passa- É na noite que há um frenesim para o convívio. É na noite que tudo pára no tempo até à aurora seguinte.
A noite é um enigma. É nos silêncios nocturnos que tudo acontece mas que aos nossos olhos há uma tranquilidade que de dia jamais será alcançada. À noite nasce outro mundo diferente.

Na noite enquanto um casal pode estar no seu leito embrenhado nos laços do amor, outro casal pode estar a ter a última discussão antes do divórcio. Na noite enquanto um empresário de sucesso chega ao aconchego do seu lar afim de repousar de um dia de negócios outro mesmo empresário de sucesso poderá estar a perder o contado sonante fruto do seu trabalho, numa mesa de casino que o poderá levar à ruína financeira. Na noite enquanto uns colegas de copos estão num bar bebendo e a desanuviar do quotidiano poderá estar a rebentar uma guerra do outro lado do mundo.

À noite, provavelmente, é quando se proporcionam as condições necessárias para estarmos connosco mesmos. Fazermos a nossa introspecção de como está a nossa vida de como correu o dia e com uma mistura de sonho e fantasia podemos imaginar algumas decisões futuras ou o que faríamos no futuro caso acontecesse aquele "impossível" que por um rasgo de sorte acontece a alguém.

É nesta altura em que a maioria das pessoas vão dormir ou outras vão dando lugar à vida social nocturna que nós ficamos sozinhos. Vemos as pessoas a irem embora a despedirem-se com uma "até manhã" e um sorriso estampado nos lábios e ali ficamos nós cada vez mais sozinhos sem sitio para se onde virar, entregues à panóplia de emoções que vão tomando contra de nós e cada vez mias desejosos que o João Pestana chegue para nos levar para um sono profundo até ao romper do dia seguinte.

Na noite todos se conhecem. De dia podem duas pessoas cruzar-se na rua e nem sequer haver uma troca de olhares, mas essas duas pessoas na noite passada podem ter estado na mesma mesa à conversa ou até mesmo a tratar de negócios megalómanos que nem nos passa pela cabeça que se estão a desenrolar, pois o melhor sitio para se falar de negócios é numa mesa de restaurante ou bar.
Enfim, na noite tudo se aproxima, mas ao mesmo tempo tudo se afasta. O crepúsculo é um desenrolar de antíteses que causa uma orla mágica em torno do mundo nocturno.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Poder da música


A música, esta actividade humana de criar um ritmo e batida com sons produzidos tanto por cordas vocais (canto) ou por ajuda de utensílios que são chamados de instrumentos musicais.
É difícil dizer-se onde tudo começou pois pensa-se que a música -ou combinação entre sons e silêncios - já acompanha o Homem desde os seus primórdios.

É interessante observar como esta forma de arte interage connosco quase como um complemento do nosso quotidiano. Se perguntarmos a alguém qual é o seu pintor ou quadro favorito provavelmente esse alguém ficará "engasgado" e lhe dirá o primeiro nome de pintor que se lembre para não parecer ignorante ou provavelmente lhe dirá que pura e simplesmente não liga muito a pintura. Claro que há muita gente que entende de pintura e que gosta, mas a maioria das pessoas sente-se pouco à vontade para falar de tal tema. Pensemos agora na música, se fizermos a mesma pergunta a alguém, provavelmente esse alguém seja um pré-adolescente seja uma pessoa da terceira idade, lhe dirá com alguma certeza um nome de um artista ou o nome de uma música que lhes seja do seu agrado, seja pelos sentimentos que despertam seja pelas memórias que lhe trazem. Mas todos nós temos conhecimento musicais e temos sempre um estilo com qual, claramente nos identificamos.

A música tem este poder sobre nós. Na nossa playlist temos sempre aquele single que nos acorda a euforia e os "donos do mundo" que há em nós. Outras nos fazem lembrar aquele momento passado com aquela pessoa que por mais esquecida e longínqua que esteja na nossa mente, ao som daquela música as memórias e os sentimentos voltam ao nosso pensamento, muitas vezes acompanhado com a saudade de não poder retroceder no tempo e voltar a reviver tudo de novo. Outras músicas conseguem nos fazer chorar seja pela melodia em si ou seja mesmo pela letra que lhe foi adicionada. E depois temos sempre aquele leque de músicas que nos servem de ponto de abrigo quando estamos com a auto-estima mais em baixo.
Enfim a música consegue nos marcar, acompanhar e complementar de uma forma tão especifica que nenhuma das outras formas de arte consegue fazê-lo. Já para não falar que cada sociedade, cada cultura tem o seu próprio estilo musical e que este varia consoante as épocas. A música acompanha movimentos/revoluções sociais e culturais e é sempre uma força de expressão em qualquer altura. Temos o exemplo do nosso Zeca Afonso que com as suas músicas de intervenção ia expressando o sentimento do povo contra o Estado Novo.
Portanto a música está presente em tudo e de uma forma particular tornou-se parte de nós de uma forma tão vincada que nenhuma outra arte conseguira até aos dias de hoje.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Depois logo vemos isso.."


No hall de entrada lá da empresa tenho um armário com variados tipos de charutos para venda. Numas das suas visita prolongadas, António - a mesma personagem do último post -, comentou uma caixa de MonteCristo nrº 4 que lá tenho no intuito que eu lhe desse um desses charutos. Como já sei que a seguir ao primeiro pedido vem sempre outros mais descartei-me do pedido dizendo "Sim, depois logo vemos isso", com um certo tom de o "logo" não se concretizar.

Há dois dias que António voltou e uma das primeiras observações que me fez foi "Da última vez esqueci-me de lhe pedir o charuto que me disse que dava". Eu  por minha vez já nem me lembrava de tal episódio e esquivei-me dizendo que também me tinha esquecido, mas rapidamente mudei de tema de conversa para não alimentar mais a história. António por sua vez, uma cavalheiro na casa dos 70's, habituado a fumar charutos e cigarrilhas disse em tom de brincadeira "Vou apontar aqui na agenda do telemovel a dizer -Cha- para não me esquecer de o lembrar" ...

António segundo ouvi dizer, viveu uma temporada em Londres, mas penso que não aprendeu muito com a cultura inglesa. Os britânicos têm um velho hábito de quando estão num grupo à mesa e que nessa mesa se encontra alguém que acabaram de conhecer, os britânicos têm a cortesia de o convidar para jantar lá a casa (há uma frase idiomática mas eu agora não me recordo). Mas surpreendentemente o convite nunca mais avança e o jantar nunca se realiza. Pois bem, eles só falam no tal convite para serem simpáticos, é uma espécie de "protocolo de simpatia" que eles lá têm para se demonstrarem amáveis. Ora bem eu quando disse da primeira vez a António que logo se via a questão dos charutos foi na mesma linha deste hábito britânico atrás descrito. Fui cortês mas não iria dar charuto nenhum. Mas parece que ele não percebeu isso.
Agora cada vez que se cruza comigo aqui no escritório me fala em "chá".
Moral da história, lá vou ter que lhe um charuto para ele se calar e para a próxima arranjo uma desculpa para não dar.
A velha desculpa de "Não sei onde anda a chave, tenho de procurar" deve ainda de funcionar, penso eu de quê.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os Quatro mais Um


Venho-vos relatar um episódio que me aconteceu agora ao jantar e que me deixou um pouco pensativo.
Ao todo éramos seis pessoas ao jantar. Os meus progenitores, eu, e mais 3 pessoas - João, António e o José-, estas últimas três personagens provavelmente dei-lhes nomes fictícios neste texto. 
O jantar decorreu na normalidade conversas paralelas e afins. Ao final do jantar João levantou-se na mesa com a desculpa de ter di ir até ao escritório porque tinha trabalho para acabar, assim se ausentou na mesa e seguiu os seus afazeres. 

Segundos mais tarde iniciou-se uma intensa conversa entre o meu progenitor e o José, que estava sentado à sua direita. Por sua vez, a minha progenitora iniciou-se num diálogo com o António, acerca dos negócios dela e do fluxo de clientes que foi diminuindo nos últimos tempos.
Eu por minha vez, senti-me deslocado naquele panorama de confraternização, preferi deixar-me a observar as conversas enquanto me entretinha no Twitter no telemóvel. 

Entre as duas conversas a que me despertou mais interesse foi sem dúvida a do meu pai com o José. Conheceram-se há meia dúzia de meses através de João, nunca tiveram negócios em comum outrora, mas conhecem as mesma pessoas sabem dos mesmos negócios feitos e afins. Têm vários amigos em comum, como se descobriu neste jantar, mas nunca ouviram falar um do outro seja num circuito de amigos ou num circuito profissional. Mas quando algum falava de algum negócio ou pessoa ou outro respondia avidamente acrescentando pormenores sobre o tema discutido demonstrando ter conhecimento do mesmo

A impressão que fiquei foi só esta --> O mundo é muito pequeno e toda a gente conhece toda a gente, embora podendo nunca se terem encontrado na vida. Há sempre alguém que conhece alguém que por sua vez conhece outro alguém... e tudo se sabe! 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A felicidade da ignorância

Escrevo este post porque à pouco me lembrei da minha infância e da felicidade que outrora tive quando na inocência da idade ia brincando e tagarelando e ia sonhando. 
A ignorância nem sempre é uma coisa má. O conhecimento é uma sede. Quanto mais sabemos mias sede temos para querer saber mais e mais e mais e mais... Alem desta fome de conhecimento vem as preocupações e os pensamentos. Desconfianças atrozes tristezas inconsoláveis desilusões dolorosas. 
Na infância vivemos iludidos com contos de grandes feitos de cavalaria que salvam os maus fracos e lutam para combater os maus. Sempre super-heróis. Confiamos em todos os sorrisos que nos são dados e queremos quem nos dê atenção e nos faça sentir "como os grandes".

À medida que vamos entrando na cruel realidade terrestre essa ingenuidade vai sendo substituída por alguma experiência que vamos ganhando e pelo algum saber. Vamos começando a preocupar-nos com as coisas e a por-mos a racionalidade e as etiquetas impostas pela sociedade à frente de quem somos na realidade. Enfim. Com o crescimento deixamos de ser nós próprios e tornamos-no um actor em que o papel a representar é o nosso quotidiano e rege-se pela educação que recebemos, pelas regras sociais e pelo conhecimento que vamos adquirir, deixando assim a nossa liberdade tão mais limitada do que nos primeiros anos de existência. 



domingo, 31 de março de 2013

Um devaneio... Um poema

Ontem à noite, chegado a casa e já com alguma abundância de aguardente de medronho no estômago foi até à janela. Recordei-me, nem sei por que razão, de uns tipos de poemas que "dei" na primária. Uns em que a última palavra de um verso era a primeira palavra do verso seguinte, outros em que cada verso começava por um número, etc... Sinceramente não me lembro de como se chamava esses tipos de poemas e também não me dei ao trabalho de procurar pelo nome dos mesmos.

A certa altura dou por mim com uma folha de papel em cima da mesa e uma caneta na mão, a escrever uns versos do segundo tipo de poema que referi anteriormente. Ao mesmo tempo que ia escrevendo ia recordando algumas memórias campestres da minha infância de quando vivia no campo. À parte disso, o poema ao qual quando o escrevi até achei certa piada hoje voltei a lê-lo e achei um pouco sem nexo, mas mesmo assim resolvi pegar na máquina e tirar um foto ao poema para o postar aqui afim de o partilhar com vocês. Não está muito poético, mas foi até onde o meu fugaz estado de alegria e inspiração poética me levaram, naquele momento ébrio do meu dia



sexta-feira, 29 de março de 2013

A Páscoa

Estamos na época da Páscoa. Sinceramente  nunca entendi bem a tradição de associar a Páscoa a ovos e a coelhos. Quando era criança quando ia a quinta dos meus avós maternos, sempre ia à zona onde a minha avó tinha os coelhos para ver se tinham algum ovo, triste fiquei quando me disseram que os coelhos não punham ovos.
Embora os meus avós maternos sejam católicos crentes eu sempre tive uma veia agnóstica. Neste momento considero-me ateu, o que às vezes choca a minha avó quando me pergunta alguma coisa sobre rezas e eu não sei e argumento que não ligo muito a isso visto que sou descrente, embora seja baptizado.
Não me lembro de ter tido almoços em família nesta época ou outro tipo de confraternização familiar.
Talvez isto tenha contribuído para este meu desapego à tradição de não comer carne na sexta feira santa.

Sim, parece que hoje é dia de dizer Não à carne. Agora pergunto-me se hoje, supostamente, não se deve comer carne também não se deverá comer peixe. Porque se formos a ver peixe é carne, só que é carne de um animal aquático. Para ser sincero também nunca percebi muito a distinção entre peixe e carne. Ou seja se forem animais aquáticos é considerado peixe (ou marisco, consoante o ser vivo), se for um animal não-aquático, já se chama carne, quer seja uma ave ou um mamífero. Portanto se hoje é dia de não comer carne devíamos só de comer verduras. Se olharmos por este prisma ninguém respeita a tradição à regra excepto vegetarianos é claro.
Posto isto, daqui a pouco vou ao restaurante do costume saciar-me com uma picanha na pedra para o almoço, que me foi prometido ontem ao jantar pelo dono do mesmo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Regresso de Sócrates


Ontem, Quarta-feira 27 de Março,  José Sócrates, voltou a dar a cara ao fim de dois anos de silêncio.
Sócrates foi convidado pela RTP para ser comentador político. 
O nosso ex-rpimeiro-ministro ontem foi entrevistado afim de fazer um paralelismo entre o governo deste e do governo de Passos Coelho, e a forma como algumas decisões contribuíram para a crise económica que se vive no nosso país. 

Sinceramente eu gostei de ouvir José Sócrates ontem. Sempre fui fã de Sócrates devido a este ser um "animal político". Sempre teve estofo para aguentar qualquer tipo de pressão política e dar a cara por pior que fosse a situação, coisa que o nosso actual PM deixa muito a desejar. 
Achei bastante pertinente também as várias criticas que Sócrates fez a alguns representantes do nosso governo e a alguns meios de comunicação social. Pena os comentadores não saberem "puxar" mais pelo nosso ex-Primeiro-Ministro sendo que foi este que conduziu toda a entrevista e não os comentadores.
Tirando isso, fico com alguma satisfação de voltar a ver o Eng. Sócrates em debates e comentários políticos, porque tenho plena consciência que este veio avivar os actuais debates/comentários que há muito estavam adormecidos e uniformizados. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Achtung!

Achtung! Há palavras que ouvimos muitas vezes e que às vezes as usamos no meio de frases mas que se nos perguntarem "O que quer dizer esta palavra?", nós ficamos atrapalhados porque na realidade não sabemos o que significa essa palavra realmente. Pois bem, aconteceu-me isso hoje.
 Sei falar alemão, não com muita fluência mas o suficiente para perceber o que me dizem e conseguir explicar o quero. Há quase 3 anos que ando intrigado com o real significado da palavra Achtung, já a usei muitas vezes e também a ouvi muitas vezes, mas só hoje fui ver o real significado da palavra. Para algum do meu espanto, esta palavra significa "Cuidado" mas também pode significar "estima". Ao fim de três anos fiquei elucidado acerca desta palavra alemã.
Contudo veio-me à memória quando no meu 5º ano eu começava a aprender inglês e pensava que "avião" em inglês era phone. Escusado será dizer que fiquei tristonho e desiludido quando descobri que afinal "avião" em inglês era airplane

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O regresso às leituras

Esta tarde encontrei por acaso, o link de um blog de um amigo meu. A mando de alguma curiosidade visitei o blog afim de ver o que ele para lá escrevia. Deparei-me com vários post's sobre música, literatura e sobretudo passagens do quotidiano. Um dos post's que me despertou especial atenção foi um sobre livros. Este meu amigo, falava como a forma que arrumamos os livros pela casa poderá retratar a pessoa que nós somos. Diz ele que quando entra em casa de alguém a primeira coisa que faz é dar uma olhada aos livros que este tem nas estantes mais visíveis, porque -segundo ele- reflete alguma da personalidade da pessoa e dos seus gostos.
Pensando nisto acabo por lhe dar uma ceta razão.

Havia outros post's que falavam de livros propriamente ditos, certas passagens de livros e até algum tipo de comentários acerca de livros já lidos.
Lendo cada artigo fui-me apercebendo do meu afastamento da cultura em geral e da literatura em particular. Constato até que estou a quase 2 meses sem ler nenhum livro. Posto isto fui dar uma vista de olhos na mesa de cabeceira e deparo-me com um livro que comecei a lêr mas que não acabei.
O livro chama-se Gladiador e foi escrito por Simon Scarrow.
O livro fala sobre o regresso de dois centuriões romanos que quando viajavam de regresso a Roma a embarcação em que seguiam foi danificada num marmoto ao largo da ilha de Creta. A embarcação como estava danificada foram forçados a atracar. Chegados a terra vêm que depois do terramoto se formou uma enorme rebelião. Durante o livro estes dois centuriões terão de enfrentar esta rebelião tentando derrotar o líder rebelde, pois corre-se o perigo de a rebelião se alastrar para todo o Império.
A história do livro parece-me interessante, por isso a ver se logo ganho coragem e retomo esta leitura já há 2 meses interrompida

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cunha no S.Pedro


Hoje de manhã enquanto ia até ao café fazer tempo para ir à escola, chovei com alguma abundância aquela chuva miudinha que se costuma chamar "chuva molha-parvos". Quando entrei no café a primeira coisa que a empregada me perguntou, seguido do "bom dia", foi se eu precisava de chapéu de chuva, visto estar a chover e eu não trazer nenhum.
Prontamente disse que não e justifiquei dizendo que não era preciso pois a distância era pouca e a chuva não era muita.
Agradado fiquei quando saí do café e reparo que tinha parado de chover, No resto do trajecto até à escola fiquei a pensar nas inúmeras vezes que me isto acontece. Quase sempre quando está a chover, quando tenho que ir a algum lado a pé, na maioria das vezes para de chover antes de eu sair. Achando piada a esta coincidência acho que tenho alguma cunha lá no S.Pedro.

domingo, 6 de janeiro de 2013

New Yaer


Escrevo este post um pouco atrasado. Queria tê-lo escrito há 3 ou 4 dias atrás, mas como se costuma dizer "mais vale tarde do que nunca".

Entrei em 2013 numa situação um pouco atribulada. Antes da meia-noite tive um pequeno ataque de Agorafobia. Ninguém reparou, mas eu refugiei-me um pouco numa divisão isolada da casa por algum tempo. O acto da meia-noite em si, passei-o no escritório em frente ao computador, enquanto lá fora se ouvia pessoas e beber, comer e a se divertirem. Por volta das 4h da manhã vejo-me envolvido numa pequena confusão. Excesso de bebida e por isso um grupo de pessoas mal-formadas decidiu dizer que não pagava a conta e ainda começaram com ameaças e afins. Chamada a PSP lá pagaram e se foram embora. Para mal dos meus pecados, só no dia seguinte tinha reparado que o mesmo grupo tinha "desviado" algumas garrafas de bebida e afins.
E pronto.. Assim foi a minha passagem de ano atribulada.
No fundo foi a primeira passagem de ano que passei fora de casa e no meio de tanta gente.

Outro ponto que queria partilhar com vocês caros leitores, é um conjunto de mudanças que tenho planeado para 2013. Infelizmente tenho a noção que algumas delas nem de longe vou conseguir mudar, pois dependem de terceiros, infelizmente, que não estão dispostos a colaborar.

1º Medida: Mudar o tipo de roupa 

O tempo vai passando e já começa a ser altura de mudar a minha roupa. Aderindo assim a um estilo mais "adulto". No outro dia estava a ver que tipo de roupa ia levar a uma reunião e acabei por me deparar com montes de roupa mas que 98% são roupas de visual "infantil" o que irá descreditar a minha imagem. Por isso, um ponto deste ano é começar a cuidar mais do meu vestuário e por arrasto, do meu visual também. 

2ª Medida: Exercício físico 

Também já há algum tempo que ando para começar a levar o exercício físico mais a sério. Pois bem, decidi que irá ser este ano, e já estabeleci que vou começar já amanhã os meus treinos. Agora é só esperar e ver no que isto irá dar.

3ª Medida: Dedicar-me mais ao lazer

Pode parecer estranho, mas eu nunca fui muito agarrado à televisão, na verdade, eu já nem vejo televisão à uns bons 3 ou 4 anos. Tenho vários motivos por não ver, mas o mais aceitável é porque eu não passo muito tempo em casa. Na verdade só uso a casa mesmo só para dormir porque o resto do tempo ando fora. Por isso decidi que este ano vou começar a ligar mais às séries que estão a dar no momento e tentar acompanha-las online visto que acompanhar na tv é-me praticamente impossível. 
Também incluo aqui na lista do lazer, o facto de pensar em renovar a minha playlist ver filmes novos e acabar as minhas leituras inacabadas. 

4ª Medida: Tecnologia 


Esta será a minha parte fútil a falar ou melhor, a escrever. 
Este ano vou apostar mais na qualidade e nas funcionalidades dos aparelhos electrónicos que irei comprar. 
Já ando há ano e meio quase, para comprar um iphone. Pois bem, este ano irei por o meu, prestável, nokia n97 na gaveta e irei comprar um iphone. Este ano, também está nos meus planos adquirir um tablet mas isso não está nas minha prioridades. 

Tenho mais algumas coisas para mudar mas estas são as que acho mais relevantes, sendo que, as outras mudanças que quero fazer dependem de terceiros, o que irá ser praticamente impossível de mudar, por isso não meto na lista. São questões que só o tempo me dirá se irá ser possível ou não.

Posto isto, Feliz 2013 aos meus leitores