terça-feira, 16 de abril de 2013

O Passado, O Presente e a História


O titulo deste post faz-me lembrar o titulo do filme "O bom, o mau e o vilão". Mas não, não tem nada a ver com o filme, nem tem haver com analogias que no passado é que era bom e que no presente é tudo negativo e coisas do género. 

Há dias numa rede social vi uma pessoa a escrever um comentário com uma certa critica às pessoas que ainda chamam Ponte Oliveira Salazar à ponte sobre.Tejo que hoje vulgarmente chamamos por Ponte 25 de Abril.
Eu por minha vez respondi ao tal comentário dizendo que o primeiro nome era o nome original da dita ponte e que não via mal nenhum ao chamarem esse nome à ponte.  Surpreendentemente segundos depois recebo uma resposta onde a tal pessoa me perguntava se eu achava bem homenagear um ditador dando o nome dele à Ponte. Voltei-lhe a responder e tivemos um debate aceso de alguns minutos.

Eu de qualquer modo fiquei a ponderar e a pensar nos argumentos utilizados pelo meu interlocutor virtual. 
Eu não acho bem nem mal homenagear seja qual pessoa for. Se foi Salazar que mandou erguer a infra-estrutura porquê não lhe dar o nome dele? Foi ele que a mandou construir, não foi o 25 de Abril. Por isso parece-me mais lógico chamar Ponte Oliveira Salazar. Por outro lado, temos que ter uma certa dose de bom senso e respeitar a nossa história. A história é do nosso país, contribuiu para a nossa identidade, não podemos apagar 50 anos de história só porque alguém não gostou do tipo de governo instalado na época. Aproveito agora e demonstro o meu agrado de quando há alguma revolução há sempre a tendência de destruir -tentar apagar- os resquícios anteriores à revolução. Pois bem, acho isso mal! Não se deve apagar o passado. Para que haja história é preciso que haja imparcialidade e que se conte os factos como eles aconteceram e não como melhor convier às pessoas. 
A história é objectiva e não subjectiva. O passado já está relatado. Aconteceu. Para isso serve a história, para relatar o passado. Foi assim que aconteceu é assim que tem de ser descrito. O passado não muda aos olhos de quem o vê, por isso a história não deve ser manipulada aos olhos de quem a vê. 

"Os factos são estes. Foi assim que aconteceu. Agora cada um tire as suas conclusões" É assim que a história deve ser olhada e é assim que deve ser contada. 

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