Ao fim de 6 anos, mais para mais do que para menos, re-vi a minha madrinha. Penso até que última vez que a vi foi no meu baptizado à 10 anos, - sim eu baptizei-me com 9 anos. Nunca recebi uma prenda dela, nem as minhas ligações por ela foram assim muitas. Mas por incrível que pareça sempre me lembro de gostar muito dela, de a ter em conta como boa pessoa e muito simpática.
Entrei-a na quarta cá pelo escritório, ou melhor, ela é que me encontrou a mim. Veio cá em trabalho e eu nem sabia. Sabia que provavelmente ela vinha mas nunca foi confirmado.
Estava eu sentado, a fazer um esforço enorme para comer um belo de cozido à portuguesa, quando uma das portas do restaurante se abre e por entre elas passa uma senhora de média estatura de cabelo preto e olhos castanhos. Fiquei com a sensação de já a conhecer de algum lado. Mas fiquei com certeza de quem era quando ela se dirigiu à nossa mesa.
Era a minha madrinha que já no mínimo à meia dúzia de anos que não sabia nada dela.
Já não me lembrava da cara dela, mas parecia-me familiar. No entanto achei curioso, por me lembrar da voz dela. Sim, a minha memória auditiva nestes 19 anos nunca me traiu, já a visual desvanece com uma certa fluidez.
Hoje a madrinha está cá de novo. Sabem que mais? É estranho vê-la duas vezes na mesma semana. Mas pronto. Que venha mais vezes

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