Que titulo estranho escolhi eu para este post que estou escrevendo ouvindo algumas músicas de Elvis Presley.
Bom o que estou a ouvir não é relativamente importante para o tema deste texto, mas apenas decidi partilhar convosco. Ora bem, venho partilhar com vocês o que me anda a acontecer à cerca de 3 semanas para cá. Pois bem, ultimamente tenho andado a ser mais expressivo, tentar demonstrar aos outro o meu conhecimento partilhar ideias e afins. O que acontece é que detecto algumas hostilidades por parte das pessoas com quem falo. Venho falar-vos de 3 pessoas que costumam almoçar comigo desde à cerca de 3 semanas. Vamos-lhes chamar a Maria, o José e o Alberto.
No final do almoço à sempre aquelas conversas que não interessam a ninguém mas que vão ter sempre a temas interessantes quando devidamente aprofundados. Normalmente o Alberto é sempre aquele que fala mas que "normalmente" o que ele vai de encontro às minhas ideias, por isso há sempre uma simpatia da parte dele quando intervém nas conversas. É daquelas pessoas que gosta de aprender embora já tenha por volta dos 65/66anos. José, sensivelmente da mesma idade de Alberto, é a pessoa da qual sinto mais hostilidades.
Para ele a história não interessa para nada. "O que é que me interessa saber quem é que foi o rei não sei quantos? Não é isso que me dá de comer e não vejo que interesse tenha isso para o teu futuro", é o que ele me diz quase cada vez que falo, adaptando a frase ao tema da conversa em questão.
A Maria é daquelas pessoas que diz que uma pessoa em coma não respira e que nem sabem o que foi a II Grande Guerra. Para ela uma pessoa que tenha um objecto é porque acredita no simbolismo dele e não porque gosta dele. Ideia essa que lhe perguntei que se por eu ter um copo com a cruz suastica algures nos confins lá de casa quer dizer que acredito nas ideias nazis e que sou nazi?. Ela disse "isso não. isso é diferente" ao qual eu lhe perguntei se uma pessoa que use uma dessas medalhas "para dar sorte" num fio tem que acreditar em bruxas e afins?. Ela disse que se usa é porque acredita. Eu retorqui então eu tenho um objecto com a cruz suastica em casa sou nazi!. E ela continua a dizer que é diferente.
Sim caros leitores, eu tenho um copo com a cruz suastica algures numa gaveta em casa. Mas o copo não é meu. Esse copo foi oferecido ao meu avô à muitos muitos anos -ainda no tempo do Salazar-. E o meu avô como o objecto lhe foi oferecido ele guardou-o ao longo dos anos. E pronto. Daí o objecto ainda durar nos dias de hoje. Estará certamente nalguma gaveta para o sótão.
Voltando ao tema do texto. Sou estudante. Adoro aprender coisas novas. Adoro Física, Matemática, Astronomia e coisas do género. Ao mesmo tempo adoro Filosofia, Psicologia e tudo relacionado com letras. Gosto do saber.
Cada vez que tenho falar sobre estes temas com as pessoas que me rodeiam sou sempre olhado com algum desdém. José desinteressado de tudo e que o que sei não serve para nada. Maria uma ignorante que só sabe falar mal da vida dos outros, e que tentar-lhe explicar algo é a mesma coisa que falar com uma parede pois ela em vez de tomar atenção só se ri da ignorância dela. Alberto quando intervém é só para falar algo completamente a leste do tema ou é para concordar comigo, por isso nunca enriquece muito o diálogo.
Agora analisem comigo a situação. Quando mudei de escola e no 9ºano comentei com a minha professora de físico-química que a massa dos corpos dobram o Espaço-Tempo... "teoria da relatividade", essa professora no dia a seguir falou com a minha mãe a perguntar se eu era sobre.dotado. Aliás já era a 2º pessoa a perguntar o mesmo.
Hoje em dia, se eu disser isso à mesa com as pessoas que me rodeiam, um diz que sim, o outro diz que isso não contribui em nada para o dia-a-dia nem para o me futuro, a outra mete-se a olhar para mim com cara de parva e começa a sorrir do nada e a abanar a cabeça. E mais tarde comenta "ele bem tenta explicar mas a gente não sabe por isso não podemos entender". Se eu estou a tentar explicar tentam acatar o que digo em vez de se rirem e afins.
Sinceramente cada vez mais me sinto desmotivado para ir à escola ou fazer alguma coisa relacionada com "aprender", pois toda a gente desvaloriza. Tecnicamente estou a aprender para nada, ninguém quer saber. Estou a cansar-me para o o boneco. Mas mesmo assim continuo a querer aprender. Pode ser que um dia no meio de 7 biliões de pessoas, alguma me dê o devido valor.
O que mais me custa é que a personagem a quem chamei José neste texto (nome fictício), é o meu pai, visto que ao contrário de me apoiar e de me incentivar para aprender faz o contrário. Talvez seja da idade. Mas o que é certo é que eu há uns tempos tinha bem definido o meu percurso académico e agora não tenho ideia nenhuma do que quero. E claro a média também caiu exponencialmente. Sim porque simplesmente estou mal acompanhado.

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