Escrevo este post porque à pouco me lembrei da minha infância e da felicidade que outrora tive quando na inocência da idade ia brincando e tagarelando e ia sonhando.
A ignorância nem sempre é uma coisa má. O conhecimento é uma sede. Quanto mais sabemos mias sede temos para querer saber mais e mais e mais e mais... Alem desta fome de conhecimento vem as preocupações e os pensamentos. Desconfianças atrozes tristezas inconsoláveis desilusões dolorosas.
Na infância vivemos iludidos com contos de grandes feitos de cavalaria que salvam os maus fracos e lutam para combater os maus. Sempre super-heróis. Confiamos em todos os sorrisos que nos são dados e queremos quem nos dê atenção e nos faça sentir "como os grandes".
À medida que vamos entrando na cruel realidade terrestre essa ingenuidade vai sendo substituída por alguma experiência que vamos ganhando e pelo algum saber. Vamos começando a preocupar-nos com as coisas e a por-mos a racionalidade e as etiquetas impostas pela sociedade à frente de quem somos na realidade. Enfim. Com o crescimento deixamos de ser nós próprios e tornamos-no um actor em que o papel a representar é o nosso quotidiano e rege-se pela educação que recebemos, pelas regras sociais e pelo conhecimento que vamos adquirir, deixando assim a nossa liberdade tão mais limitada do que nos primeiros anos de existência.

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