quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os Quatro mais Um


Venho-vos relatar um episódio que me aconteceu agora ao jantar e que me deixou um pouco pensativo.
Ao todo éramos seis pessoas ao jantar. Os meus progenitores, eu, e mais 3 pessoas - João, António e o José-, estas últimas três personagens provavelmente dei-lhes nomes fictícios neste texto. 
O jantar decorreu na normalidade conversas paralelas e afins. Ao final do jantar João levantou-se na mesa com a desculpa de ter di ir até ao escritório porque tinha trabalho para acabar, assim se ausentou na mesa e seguiu os seus afazeres. 

Segundos mais tarde iniciou-se uma intensa conversa entre o meu progenitor e o José, que estava sentado à sua direita. Por sua vez, a minha progenitora iniciou-se num diálogo com o António, acerca dos negócios dela e do fluxo de clientes que foi diminuindo nos últimos tempos.
Eu por minha vez, senti-me deslocado naquele panorama de confraternização, preferi deixar-me a observar as conversas enquanto me entretinha no Twitter no telemóvel. 

Entre as duas conversas a que me despertou mais interesse foi sem dúvida a do meu pai com o José. Conheceram-se há meia dúzia de meses através de João, nunca tiveram negócios em comum outrora, mas conhecem as mesma pessoas sabem dos mesmos negócios feitos e afins. Têm vários amigos em comum, como se descobriu neste jantar, mas nunca ouviram falar um do outro seja num circuito de amigos ou num circuito profissional. Mas quando algum falava de algum negócio ou pessoa ou outro respondia avidamente acrescentando pormenores sobre o tema discutido demonstrando ter conhecimento do mesmo

A impressão que fiquei foi só esta --> O mundo é muito pequeno e toda a gente conhece toda a gente, embora podendo nunca se terem encontrado na vida. Há sempre alguém que conhece alguém que por sua vez conhece outro alguém... e tudo se sabe! 

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