Tenho estado a ler alguns textos antigos para ocupar este meu tempo de férias. Com a leitura dos contos passando por variadas histórias veio-me ao pensamento a forma como se comunicava à tempos atrás.
Hoje em dia para comunicarmos com alguém nem precisamos de sair de casa. Temos a internet o telefone fixo, o telemóvel ou até mesmo o fax.
O mesmo acontece na informação. Se queremos saber o que se passa no mundo basta ligar a televisão ou ir ao computador e sabe-se logo tudo o que se passa ao redor.
Antigamente não era bem assim. Para sabermos as noticias tínhamos que comprar os jornais ou então com alguma sorte de já se ter alguma telefonia em casa para poder ouvir um leque escasso de rádios, na década de 40, não deve ter havido mais de meia dúzia de rádios em Portugal a nível nacional.
Ou seja tínhamos poucos meios para obter informação e muitas vezes chegavam-nos as notícias já bastante tarde.
Mas será que a informação era pior do que a que temos hoje?
Pois bem, aqui está uma pergunta difícil de responder. Havia menos fontes de difusão de informação, mas certamente que o padrão de qualidade era muito maior que hoje. Pelo menos não havia erros ortográficos ou até mesmo erros de informação como já detectei em alguns jornais diários portugueses.
As pessoas antigamente gostavam de ler o jornal, saíam de casa para comprar o jornal -as pessoas que sabiam ler e que tinham posses para adquirir um jornal como é obvio-. Hoje em dia já a informação chega-nos de tanto lado que tenho a impressão de que se perdeu o interesse em ir à procura da informação. Os jornais baixaram a sua qualidade de reportagens, as rádios idem e na televisão é melhor nem falar.
Meios que podiam difundir não só noticias mas também cultura curiosidades e afins, faz tudo menos isso, e quando o faz muitas vezes é com uma padrão de qualidade duvidoso.

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