domingo, 16 de novembro de 2014

Reviver o Tempo Perdido


Esta última semana e meia tem-me feito pensar muito. Apoderaram-se de mim vários impulsos de ler compulsivamente de devorar livros atrás de livros e a desejar que o tempo parasse por instantes para mais livros devorar, ao mesmo tempo tenho tido vontade de jogar jogos da playstation 3 de forma seguida também. Dei por mim a fazer pesquisas sobre outras consolas mais antigas e a fazer planos para as comprar uma por uma para poder jogar jogos mais antigos e para poder "completar" algumas séries de jogos. No meio destes impulsos todos parei para pensar na passada noite após acabar mais um livro. Quem eu era? Quem eu sou? O que quero com esta impulsividade toda?

Mais uma vez relembrei da minha infância, das coisas que nunca tive, será isto uma forma de compensar o tempo perdido? Penso que sim. Lembro-em que nunca tive a lembrança de ir para casa jogar numa playstation ou ter alguma coisas em comum em termos de actividades com as outras crianças. Não posso dizer que não tive infancia porque a tive apensas foi diferente do habitual.
Em termos de videojogos nunca acompanhei muito esse mercado e em termos de livros pior ainda.
Para mal dos meus pecados só li o meu primeiro livro aos 16 anos. Depois disso ganhei-lhe o gosto e agora sou um leitor assíduo. Em termos de informática e videojogos, estou a trabalhar nesse aspecto para me evoluir um pouco em relação aos meus conhecidos. 
Infelizmente o tempo não volta para trás, se voltasse teria feito coisas diferentes, ou talvez não, não me arrependo de nada que tenha feito o que é uma coisa de que me orgulho bastante.

Por isso resta-me aproveitar o máximo que posso deste presente para que no futuro não me possa queixar. O que vinha mesmo a calhar era agora umas férias e uma vontade de gastar algum dinheiro, sendo que a minha whislist posso dizer que já esteve pior. Agora a próxima aquisição será um Ipod e alguns livros. Depois o resto logo se vê.

Sempre ouvi dizer que tristezas não pagam dividas por isso há que reagir. O que passou passou, o que importa é o que queremos ser no futuro e onde queremos chegar é nesse aspecto que temos de trabalhar e não tentar remexer no passado. O passado só serve como bagagem para nos servir de suporte porque o que realmente importa é o que fazemos no presente para atingir o futuro que querermos. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O merecido descanso


Por entre exigências nestas duas semanas decidi reservar este fim de semana só para mim. Como uma limpeza de alma e revitalizaste. Para mim o fim‑de‑semana começa à quinta feira à noite e decidi aproveitar estes 3 dias para meter as leituras em dia e fazer diminuir a montanha de livros que me acompanham a mesa de cabeceira.
Para isso decidi fazer uma lista de objectivos a cumprir, folgo em verificar que entre ontem e hoje já realizei 2 deles, agora é esperar que os outros se realizem, ora cá vai a lista;


  1. Ver o filme "A Gaiola Dourada" √
  2. Acabar de ler o livro "As Cinquenta Sombras de Grey" √
  3. Ver um filme que tenho ali sobre Nixon (Não me lembro do titulo do filme)
  4. ler os 3 livros de banda desenhada que ali tenho
  5. organizar a minha playlist no disco externo (caso haja paciência) e actualiza-la
  6. Acabar o jogo "Call Of Duty 3"
Esta é a minha lista, ate agora tenho estado a manter tudo em ordem, a ver se chego a segunda feira com a lista toda concluída.. isso sim seria um fim‑de‑semana em cheio :)

Já agora, desejo-vos um bom fim‑de‑semana e divirtam-se! 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Os 3 novos amigos



Recebi à cerca de um mês três gatos cá em casa. Vão cá estar temporariamente, mas mesmo esse temporário a mim já me metia medo antes de eles chegarem. Não gosto de gatos, sempre fugiram de mim sempre me tentaram arranhar, sujam tudo de pêlo e para ter animais em casa, partilhar o meu espaço nunca lá foi grande ideia. Mas pronto, quando se trata de ajudar eu estou sempre lá e prontamente aceitei oferecer guarida aos "meninos" temporariamente.
Felizmente adaptámos-no todos bem uns aos outros.

Ao fim de um mês posso dizer que tenho outra ideia dos gatos, continuo a não gostar de gatos no geral, continuo sempre a preferir cães, mas estes gatos em particular gosto deles. São simpáticos cada um à sua maneira. O Kino é o pai, a Milly é a mãe e o Egas é um dos filhos deles. O Kino é o mais sossegado de todos, passa os dias deitado e só se levanta para comer e beber água, raramente se executa pelo espaço que tem, é pacato, simpático e tem muita paciência. A Milly é mais arisca, não tem paciência nenhuma e é muito independente. No inicio encostava-se muito a um canto e não se dava com ninguém, agora que já está habituada ao novo espaço já vem ter connosco, mas espera, podes fazer festas e brincar mas não é a abusar, se abusas levas com um sopro (tipo serpente) e ela foge logo de ti, à vontade não é há vontadinha - é o que ela quer dizer com o sopro-. A Milly é que dita as regras do jogo. Por fim temos o Egas, o mais brincalhão, está sempre pronto para a brincadeira e é o mais dado às pessoas. Só tem o problema, de tanto querer brincar torna-se chato por vezes. Mas é uma amigo brincalhão que temos ali.

Resumindo a personalidade dos três;

Kino - É como se fosse aquele nosso confidente que nos dá sempre o ombro amigo para chorar quando é preciso 

Egas - É aquele nosso amigo "estoina" que nos leva sempre para os copos e para a farra que nunca nos deixa ficar desanimados. É como se fosse daqueles filhos de pais ricos que só quer é brincadeira saídas à noite e boa vida.

Milly - É aquela amante que todos gostavam de ter. Independente dona do seu nariz e com quem temos de ter muito tacto para lidar. Ao mínimo deslize ela respinga logo, mas quando tudo corre bem é a melhor companhia que possamos ter. É ela quem dita as regras do jogo.

Por fim posso dizer que esta experiência está a ser muito interessante para mim. E já agora.. Ainda não levei nenhuma arranhadela!
Invejem-me !

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A moral de Lilith


    Quem é Lilith, perguntam vocês? Lilith foi a primeira mulher de Adão. Não esta parte não vem no livro sagrado cristão tal como muitos outros textos religiosos este não faz parte da Bíblia. Segundo consta Deus criou primeiro Adão a partir da terra e passado uns tempos disse "O Homem não pode estar sozinho" e também a partir da mesma terra criou Lilith, a primeira mulher de Adão. Lilith nunca quis ser submissa exigia a igualdade a Adão e queria ter vontade própria e os mesmo direitos que os homens. Terá sido Lilith a primeira feminista? Sim com toda a certeza que foi. Devido a estas condutas tão pouco "religiosas" Lilith foi expulsa do Paraíso, e para Adão não estar sozinho Deus criou uma segunda mulher, mas desta vez a partir de uma costela de Adão, assim ela seria sempre submissa a ele. A Lilith foi-lhe dado o castigo de uma serpente lhe comer cem filhos por dia - como se ter cem filhos por dia já não fosse um castigo. A esta Figura é-lhe atribuído a doença o infanticídio e a morte, sendo que lhe é atribuído o poder de "matar" as crianças ainda no útero materno. Segundo se diz foi Lilith quem se transformou em serpente e deu a famosa maçã à Eva por motivos de ciúmes e "raiva". Em termos gerais é esta a história de Lilith. Agora em termos concretos o que isto significa?

Por um lado esta história é uma explicação aos abortos espontâneos, ou pelo menos uma tentativa. Antes de haver ciência a explicação para os factos da natureza eram feitos através de crenças divinas. O primeiro ponto está explicado e até se compreende bastante bem a sua utilização. O segundo ponto é mais delicado pois refere-se à submissão da mulher ao homem e no castigo divino que isso acarreta. Isto é, acredita-se que a mulher tem que ser submissa ao homem senão é castigada. 
Se formos recuar até aos primórdios da civilização, éramos todos livres, não havia leis, não havia religião, e muito menos havia cidades ou vilas. Podia-se dizer que havia de vez em quando um conjunto de pessoas que faziam umas "palhotas" perto umas das outras onde havia mais alimento e também para maior auto-protecção. Foi assim que tudo começou. De livres e nómadas tornámos-nos sedentários e começámos a edificar as primeiras aldeias e como tal precisaríamos de algumas regras para vivermos em concordância todos juntos. Ora de seres livres passamos a ser controlados pelo grupo ou "sociedade" e a nossa liberdade termina quando a do Outro começa. Assim se começou a criar a cultura os costumes e os aglomerados de palhotas foram aumentando até serem cidades e grandes metrópoles.  Com esta evolução cresceu a necessidade de explicar os fenómenos naturais e a forma mais fácil que apareceu foi idealizarem que "lá em cima" haveria homens maiores que nós e com poderes sobrenaturais e muitos até são representados como tendo partes de corpo de diferentes animais.  Assim se criaram as primeira crenças religiosas que vieram mais tarde dar origem às crenças do Antigo Egipto à Mitologia Clássica e mais tarde às religiões monoteístas. Isto é os poderes que dantes pertenciam a várias entidades dividas, agora perecem a uma só entidade. O mais interessante disto tudo é que a religião não só nos tenta explicar os fenómenos naturais, como também serve para controlar a sociedade. Ou seja a religião tenta-nos dizer/ditar a forma mais correcta como devemos viver para atingir uma vida eterna no paraíso onde lá teremos a plenitude necessária e desejada, mas para isso é preciso fazer alguns sacrifícios na vida terrena. Ora isto visto assim vemos logo que a sociedade estava a ser controlada/manipulada pelas alta entidades religiosas seja ela de que religião for. A par com a política a religião controlava tudo. 

Podemos dizer portanto que passámos de pessoas livres para pessoas controladas pela "protosociedade" e mais tarde pela religião/crenças religiosas/divinas. Aqui podemos ver que ao longo da nossa história há sempre uma necessidade de satisfazer a nossa curiosidade e que tem sido sempre aliada à sede de poder e à autoridade de outras pessoas. Portanto nós só queremos poder e domínio e há quem se aproveite dos nossos medos e da nossa curiosidade para controlar isso. Portanto acho que será oportuno acabar este texto com célebre frase de Thomas Hobbes em que este diz;
"O Homem é o lobo do próprio Homem

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Um almoço de domingo


Tinha tudo preparado para o almoço de Domingo passado. Os gadgets carregados, as baterias externas carregadas. Estava tudo pronto. No fundo acabei por não usar nada.  Apenas tive sempre o hotspot da net ligado para poder abstrair-me do mundo quando necessário. Por sorte fiquei num recanto da mesa onde não apanhava muitas conversas. Apanhei algumas, mas o foco de conversa estava nas extremidades. 
Pelo menos o primeiro ponto da questão estava resolvido. Das conversas sem nexo já eu estava livre.
Depois temos o segundo ponto, a comida. A comida estava boa como de costume, enchi a barriga de tudo um pouco desde marisco, ao bitoque que foi o meu prato principal. Os outros comeram caldeirada. Nesse almoço até comi com gosto, coisa que não fazia já a algum tempo. 

O único problema foi mesmo o "calor".. Estar uma tarde inteira ao sol fez com que qualquer um perca o "equilíbrio", sendo que por momentos pensei que ia mesmo perder os sentidos de tão quente que estava. Felizmente nada como uns copos de água não resolvessem..
Para o próximo domingo dizem que há mais.. espero que não esteja tanto calor como no último. O resto pode ser igual.

sábado, 26 de julho de 2014

Dos almoços


"Domingo vamos almoçar à praia" É assim que me avisaram à dias dos planos para amanhã. Almoçar na praia. Por um lado é bom porque já vou ao tal restaurante quase à quase 17 anos. Conheço as pessoas conheço a praia conheço bem o local e já la passei bons momentos. A parte pior são as pessoas. Vou estar com 3 tipos de pessoas. Primeiro as pessoas com quem se pode ter uma conversa decente. Segundo as pessoas com quem tenho de explicar tudo e que não entendem nada. E terceiro tenho a probabilidade de apanhar os curiosos que vão andar o almoço todo a ver o que ando a fazer nos gadgets e a fazerem perguntas sobre tal.
Espero não apanhar o 3º tipo de pessoas. Gosto da minha privacidade e de não ter de explicar tudo a toda a gente, o que faço o que vou fazer o porquê de o fazer. É irritante ter sempre uma alma atrás de mim enquanto estou a responder a uma sms ou a ver um e-mail ou até mesmo a passear-me por alguma rede social. Há coisas que não entendo, uma delas é esta necessidade das pessoas observarem o que as outras estão a fazer. Haja privacidade!. Portanto, até amanha de manha vou rezar para que algumas pessoas "desistam" do almoço para ir mais descansado. Em relação aos dois primeiros tipos de pessoas, bem, é entreter-me à conversa com os primeiros e tentar não me envolver muito com os segundos. Pode ser que venha a ter um almoço descansado enquanto destilo ao sol. Ou talvez não.

Dos extremos


Por vezes nós passamos a extremos com uma facilidade tremenda. Não sabemos como arranjar um equilíbrio ou como ver as coisas de outra perspectiva menos intensa. No meu caso, a cidade que mais gostava em Portugal e onde melhor me sentia, de um momento para o outro deixou de ser a minha cidade de "sonho" e apenas passou a ser um polo de angústia para a minha pessoa. E porque, perguntam vocês? Por uma mera associação respondo eu. Ou terá sido por ter encontrado sítios melhores? Ou terá sido por me começar a sentir bem noutros locais que nunca imaginara? Há perguntas que não têm resposta. Ou pelo menos nós não a encontramos. A única coisa que eu sei é que as coisas mudam constantemente e que o tempo é um fanfarrão que poderia fazer marcha-atrás de vez em quando. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

A "desculpa" do curso


Esta madrugada enquanto conversava com uma amiga apercebi-me das inúmeras utilidades de tirar Psicologia. Temos desculpa para tudo e mais alguma coisa além de termos sempre as palavras certas para tudo ou para quase tudo. 
A conversa surgiu à volta de livros e de eu ter partilhado uma lista de livros que havia lido e outros tantos para adquirir sendo que no meio da conversa a minha interlocutora sai-se com um "Muito erotismo e muito salazar". Eu sem saber o que dizer retorqui que lia um pouco de tudo, ao que ela afirmou com um sorriso um tanto ou quanto zombeteiro "Deixa lá um psicólogo tem de perceber um pouco de tudo" - É isso! eu até nem aprecio isso mas leio com algum interesse "profissional"!-. Ou talvez não.. Descobri a desculpa perfeita para quando me "apanham". A culpa é do curso.

Fazendo uma análise pós-conversa a minha interlocutora tinha alguma razão. Os psicólogos têm de perceber um pouco de tudo porque durante a sua vida profissional vão apanhar um pouco de tudo. Alem disso quanto mais soubermos melhor para nós enquanto pessoa independentemente da área que sigamos. Portanto fazendo um breve resumo, arranjei uma boa desculpa para tudo, até já a apontei no bloco de notas do telemóvel para não me esquecer. Quando algeme me perguntar... "Isto é para ser analisado pela perspectiva do curso", é estupendo! 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vamos para o segundo

Desde que entrei no Twitter que tenho ouvido falar do famoso Tumblr. Ora seja por partilhas de fotos ora seja porque algum conhecido esteja nessa rede social. A verdade é que de tanta vez que o cântaro vai à fonte que alguma vez se parte. Pois bem, hoje foi a minha fez de me render ao Tumblr. Resolvi criar por lá um blog com um tem diferente deste e que por isso mesmo constitui um desafio para mim, agora tenho de "alimentar" dois blogs completamente diferentes. 
A partir daqui é ver quanto tempo não me irei fartar do "novo" blog. 
Embora eu não vá partilhar com vocês o endereço, mas quem quiser que comento ou mande mail para o e-mail deste blog que eu o mais célere possível lhes re-encaminharei o endereço do outro blog.

Permuta


Às vezes devia ser possível permutarmos de alma. Assim como mudamos de roupa ou de penteado ou de óculos ou de casa ou de cidade havia de ser possível de mudarmos de alma. Porque haverá a alma ser fixa? Porque temos nós de estarmos sempre com nós mesmos? Porque não podemos vaguear de corpo em corpo? Ou pelo menos poderíamos ficar sempre no mesmo corpo e podíamos era mudar de alma em alma Isso sim. Uma nova alma sempre que nos aprouvesse, um novo Eu sempre que fosse necessário. Assim sim conseguiríamos adaptarmos-no a todas as situações e à vida. Mas ter de levar com nós mesmo durante uma vida inteira? Isso parece-me demasiado e é por essas e por outras que não tenciono chegar a velho, por mim poderia "acabar" quando fizesse os 45 ou 50 anos, ou talvez mesmo os 40. 
Por vezes acabar com tudo seria a solução mais eficaz, tudo acabaria, fosse bom ou mau jamais nada nos atormentava e quem ficasse por cá que fechasse a porta. Realmente era tudo muito mais eficaz e simples. A vida é madrasta e nós somos apenas meros lobos a atacar uns aos outros. Somos apenas peças equivalentes aos peões no xadrez. Não valemos nada. 
Às vezes a permuta seria a solução mais eficaz

quinta-feira, 17 de julho de 2014

As malas

As malas estão feitas. Gostava de dizer que vou partir para um sítio melhor, para um sítio sem destino mas onde irei ser feliz. Mas rapidamente as ideias caem por terra. Sei para onde provavelmente irei, não sei se poderei ficar. Sei também que a felicidade não vai mudar tão depressa. Só mudará quando conseguir sair e conseguir desamarrar-me de mim mesmo. Sei onde provavelmente seria feliz. Provavelmente ao pé de ti seria feliz, ou pelo menos estaria melhor do que neste desterro emocional. 
Olho para o mapa e começo a desenhar percursos mentais. O que seria diferente se eu morasse ali? E ali? E ali? Será que mudava tudo? Será que era igual?
Nunca o saberemos. A única coisa que sei é que só pé de ti seria diferente. Não contigo, mas sim ao pé de ti. O resto logo se via. 

domingo, 13 de julho de 2014

Mudanças


Há alturas em que temos de arrumar tudo dentro de caixas. Nada é definitivo, e tudo está em constante mudança. Nem o tempo é estático nem o universo o é. Tudo está em constante movimento e mudança, é apenas uma questão de tempo. Os dias passam, será que é bom ou mau? Quão brusca será a mudança? O melhor é deixar tudo alinhavado. Habituar à ideia que nada é definitivo e eterno, nem mesmo nós somos eternos. É preciso fechar tudo dentro de caixas, enumerar fazer um inventário e encaixotar. O mesmo acontece na nossa mente, à excepção de que as nossas "caixas mentais" não se fecham como nós queríamos. A parte comum, é que os objectos mais valiosos não os primeiros a serem arrumados e aos que damos mais atenção. Pode ser só um simples momento, um simples livro, uma simples caixa ou uma jóia. É importante para nós, merece o nosso constante cuidado e maior delicadeza. 
Pior irá ser a altura de desempacotar tudo. Será que precisamos de tudo? Será que isto não pode ser dispensado? Talvez possa sim. Mas tem significado para nós por isso vai parar a uma prateleira qualquer e ficar para lá enquanto tudo muda á sua volta e a dada peça fica ali imóvel sem fazer nada enquanto tudo está em constante mudança à sua volta e ela ali sempre igual sempre a mesma, sempre genuína.

O mundial está a chegar ao fim


Confesso que nunca fui apreciador de futebol, embora seja sócio de um clube da futebol. Nunca foi desporto que me puxasse o interesse, mas ainda assim não podia deixar de mencionar o Mundial 2014 no Brasil. 
Ao contrario dos outros, esta competição neste ano surpreendeu-me, selecções fortíssimas a ficarem pelo caminho logos no inicio do campeonato, outras não tão fortes "na teoria" a chegarem mais à frente. No meu caso fiquei surpreendido com a eliminação da Espanha, Italia e França. Sempre vi estas selecções como sendo umas das mais fortes e consistentes. Por outro lado fiquei admirado com a prestação da Suíça e até mesmo da Argentina. Da Argentina nunca pensei que chegasse à final, porque pura e simplesmente não são 2 ou 3 jogadores que fazem uma equipa. Sempre pensei que a final fosse Holanda - Alemanha. Coma  lesão do Neymar perdi a fé no Brasil. 
Falando já de Portugal, sinceramente nunca tive esperança que chegássemos muito longe. Já não temos uma equipa sólida e convenhamos que nos falta alguém que saiba orientar e direcionar a equipa, resumindo precisamos de sangue novo e de um novo treinador/selecionador. 
Assim sendo e visto que não tenho afinidade com nenhum dos países que estão na final só desejo boa sorte a ambas as seleções e que ganhe o melhor! 

sábado, 12 de julho de 2014

Há que ter fé

Às vezes o nosso medo de estragar tudo é maior que a nossa força de querer inovar.. Isto impede-nos de ser felizes e de querer ter objectivos. Às vezes precisamos de quem nos lembre e nos dê razões para continuar a lutar no dia-a-dia.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dos medos


"Se não correu bem das outras vezes porque haveria de correr bem agora?". Esta é a pergunta que me ecoa dentro da cabeça desde ontem à noite. Quem me garante que para a próxima corra tudo bem? Quem me garante que para a próxima não sairá outra respostas que me magoe. Há duas visões de ver isto. Os optimista diriam que está tudo correcto e que correu bem. É verdade, só o facto de acontecer é um bom presságio, mas e o fim, não conta? Pois, o fim nunca ninguém conta com ele e o quanto nos pode magoar. Um pessimista diria que as coisas não poderiam ter corrido da pior forma, mas aqui eu sublinho, mas e o tempo que durou, não conta para nada? Pois... Sendo assim resta apoiar-me no realismo. Foi assim que aconteceu e não correu bem, mas de quem é a culpa? De ninguém, ou do destino talvez. Será que o destino existe? Se calhar existe e nós não passaremos de umas marionetas manobradas por ele a seu belo prazer. 
Há coisas que nos magoam sem razão. Se nos distanciarmos-no da situação e observarmos com olhos de gente veremos que nada de mal ocorreu, o problema é quando metemos as emoções ao barulho. Sim naquele contexto as coisas magoaram-nos e cada vez que as voltamos a ver magoam à mesma. Para pessoas externas foi algo de natural nada de mal, mas para quem está dentro, naquele contexto, sofreu e ficou magoado. Existem palavras mal ditas que nos magoam sem nós termos razão para ficarmos magoados. 
Sinceramente? Às vezes não avançamos por termos-no magoado. Apenas não avançamos porque tememos que para a próxima vez seja pior e depois temos suporte para nos aguentar. É aí que reside o problema. Talvez não sejamos realmente nós o problema, mas talvez o problema resida em nós.

Tal como há plásticas para o corpo, assim haveria de haver plásticas para alma, ou talvez um transplante alma talvez fosse útil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A primeira vez nunca se esquece

Por acidente deparei-me agora com o primeiro poema modernista que li. Trata-se do "Manifesto Anti-Dantas" escrito por Almada Negreiros. 
Aqui fica a leitura do Manifesto no Youtube e o poema escrito. Espero que o apreciem tanto como eu o apreciei. 


Para ler o "Manifesto Anti-Dantas" clique aqui

E se eu não quiser o que quero?



Ontem estive numa das minhas cidades portuguesas preferidas. Plantado à beira Sado dei por mim a pensar de como seria a minha vida diferente se morasse ali. Pensei nos amigos que tenho ali, pensei no movimento que tem a cidade, nas praias, nas pessoas, nos cafés, no clima, no sol, em tudo... Ao pé de isto tudo qualquer tipo de bairro hostil passa-me ao lado, parece que é tudo fantástico naquilo em que nós gostamos. 
Ao mesmo tempo dei por mim a pensar no que me fazia querer sair de onde estou. Porquê sair? Será que me sinto preso de mais aqui ou será que não há nada que me prenda aqui? Estas perguntas entrelaçaram-se na minha cabeça. Tentei da-lhes respostas mas só encontrei mais perguntas. Na verdade a única explicação que encontro é que só quero sair daqui porque não há nada que me prenda aqui. Não há nada que eu goste aqui. Não tenho cá ninguém, não tenho para onde ir, não tenho cá nada.
Talvez este seja o grande motivo de detestar o meu habitat e de "ambicionar" algumas cidades do país, principalmente onde estão aquelas pessoas a quem nós chamamos de amigos. Pessoas essas que nos "arrancam" de nós mesmos e nos suscitam a vontade de viver e de continuar. 
Com isto tudo regressei a perguntar, "Quem sou eu?" "O que faço aqui?" "Para onde devo de ir?" "O que vai ser de mim?". Não encontro respostas mas uma coisa é certa,  nunca me identifiquei tanto com a primeira estrofe da "Tabacaria" de Álvaro de Campos..
Com isto tudo... Será que sou o que penso?

Onde estás?


Só te queria perguntar "onde estás?" só queria te dizer "sinto a tua falta"... Sei que espero por ti em vão, sei que sonho contigo por puro devaneio, mas a realidade é que me fazes falta e quando me sinto em baixo é em ti que eu penso. É uma patetice minha eu sei, como é que podemos sentir falta de alguém que não conhecemos, alguém que nunca vimos? Não sei quem tu és, não sei como tu és. Nunca te vi, nunca te cheirei, nunca te ouvi, nunca te toquei. Não sei nada sobre ti nem tu sobre mim. Somos dois desconhecidos a andar pelo mundo. Pergunto para os meus botões se algum dia nos iremos cruzar, se algum dia podemos trocar umas palavras, quem sabe ser amigos? O meu super-ego diz que não, mas eu não quero acreditar nele, ele é um desmancha prazeres. Prefiro acreditar qua o destino existe e que se nós acreditarmos com muita força as coisas podem acontecer. Quem sabe não te encontre num dia de nevoeiro em que venhas a caminhar na minha direcção como a figura de O Desejado. Serás tu uma versão feminina de D.Sebastião na minha vida?. Não sei, mas se algum dia te vir que não me faltem as forças para ir ter contigo só para te dizer;
"Não sei quem tu és nem como apareceste na minha vida, mas tu fazes-me falta e eu preciso de ti"

sábado, 28 de junho de 2014

Há loucura na criatividade


Dizem que é quando estamos mais em baixo que a criatividade nos aumenta e é quando temos mais propensão em dizer/escrever coisas mais acertadas e revolucionarias.
Não sei se é verdade ou não, mas eu há dias disse uma frase e discuti umas ideias com uma amiga em que agora olho e penso que se tivesse numa fase normal a pensar e pensar nunca lá teria chegado.
Talvez seja quando estamos mais em baixo que a "normalidade" quebra e que as ideias fluem de forma mais desordenada e depois conectam-se aleatoriamente e quando vamos a ver saiu dali uma ideia proveitosa e com futuro. Na realidade as grandes descobertas da humanidade foram feitas por acaso não é verdade?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A hipocrisia de São Valentim



Estamos familiarizados com a tradição de atribuirmos certas festividades a dias do ano quer seja festividades religiosas quer sejam festividades políticas ou históricas. O dia de São Valentim não é excepção. São Valentim é um nome que se refere a um santo que foi martirizado na Roma Antiga quando Cláudio II decidiu proibir casamentos no intuito de criar um grande exercito. Depois dois jovens acabaram por se apaixonar e até mesmo casar sendo que a jovem que estava cega recuperou a visão.. Sim verdadeiramente esta é uma das demais histórias que estamos habituados ler da era clássica. 
O dia de São Valentim é festejado por vários países, é um dia dedicado aos namorados. Neste dia é habitual o "casal" demonstrar o afecto que sentem um pelo outro seja com presentes ou jantares românticos e tudo o que daí advém, resumindo, é suposto ser um dia/noite diferente do quotidiano.

Este tipo de ideia ou de iniciativa não me parece descabida sendo que em termos comerciais é uma forma de fazer "rolar" dinheiro e de irem escoando material. Sim neste ponto de vista até parece ser uma ideia interessante pois além de fomentar o comercio ainda nos quebra a rotina do quotidiano. 
O que me intriga profundamente é o modo mecanizado em que vivemos o calendário Gregoriano. Dar uma prenda a uma pessoa num dia "normal" pode ser estranho ou até mesmo pode dar aso a alguma desconfiança, excepto na altura do Natal ou do Aniversário da pessoa em questão. Nestas quadras festivas parece que há uma ideia de "obrigação" de dar presentes, podemos esquecer a pessoa durante o ano inteiro, mas naquelas épocas tudo se resolve com uma simples troca de presentes e um sorriso forçado e tudo fica como dantes. 
O mesmo mecanismo irritante acontece no dia dos namorados, quando damos uma prenda espontaneamente num dia fora de uma quadra festiva parece uma situação "estranha" e vem logo associada, pela parte da parceira, com ideias de possíveis esquemas de traição que um simples presente pode esconder, mas quando chega ao dia de São Valentim parece que lá vem a obrigação das prendas e de fazer as coisas diferentes naquele dia... hum... Quer-me parecer que fomos tão formatados pelo calendário ao longo da história tal como somos formatados pelos computadores na actualidade. 

Não quero com isto parece que sou contra as datas festivas, antes pelo contrário, sou contra sim, é pela falta de bom senso que ocorre durante o resto do ano que depois se traduz em excessos, em hipocrisia e cinismo nas épocas festivas. Haja bom senso!

Já agora, feliz São Valentim para todos!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O correrio das passagens de ano



Um dia ainda vou perceber porque as passagens de ano geram sempre confusão. Ainda hei-de perceber porque é que as pessoas em de se juntarem para se divertirem juntam-se para se embebedarem como se não houvesse amanhã e na fase seguinte armarem confusão com qualquer coisa. Por mais que as coisas sejam bem feitas há sempre defeitos. O que é bom é reclamar seja do que for, há pessoas que pensam que reclamar de qualquer maneira lhes dá estatuto... Desculpem vos desiludir mas não vos dá estatuto nenhum.
Bom arrumando esta parte das minhas más experiências de passagens de ano vamos passar aos tópicos clichês  que toda a gente gosta e promete.. Também tenho o meu direito de ser básico não tenho? Pois também acho.

Bom, o ano de 2013 foi mais do mesmo, consegui atingir todas as minhas metas excepto o fazer exercício físico, juro que tentei começar a fazer exercido mas a preguiça fala mais alto. Sendo assim vamos aos desejos para 2014. Sinceramente espero que em 2014 eu consiga estabilizar mais a minha vida e tentar organizar-me melhor. À parte disso só tenho outra revelação que é mais arrojada, decidi criar o meu próprio computador durante o ano de 2014. Ir comprando as peças e ser eu a montar tudo. Esta ultima parte se for para a frente eu vou postando aqui pelo blog.

Sendo assim desejo um bom 2014 a todos os meus leitores! E espero poder escrever mais no blog daqui para a frente.