domingo, 16 de novembro de 2014

Reviver o Tempo Perdido


Esta última semana e meia tem-me feito pensar muito. Apoderaram-se de mim vários impulsos de ler compulsivamente de devorar livros atrás de livros e a desejar que o tempo parasse por instantes para mais livros devorar, ao mesmo tempo tenho tido vontade de jogar jogos da playstation 3 de forma seguida também. Dei por mim a fazer pesquisas sobre outras consolas mais antigas e a fazer planos para as comprar uma por uma para poder jogar jogos mais antigos e para poder "completar" algumas séries de jogos. No meio destes impulsos todos parei para pensar na passada noite após acabar mais um livro. Quem eu era? Quem eu sou? O que quero com esta impulsividade toda?

Mais uma vez relembrei da minha infância, das coisas que nunca tive, será isto uma forma de compensar o tempo perdido? Penso que sim. Lembro-em que nunca tive a lembrança de ir para casa jogar numa playstation ou ter alguma coisas em comum em termos de actividades com as outras crianças. Não posso dizer que não tive infancia porque a tive apensas foi diferente do habitual.
Em termos de videojogos nunca acompanhei muito esse mercado e em termos de livros pior ainda.
Para mal dos meus pecados só li o meu primeiro livro aos 16 anos. Depois disso ganhei-lhe o gosto e agora sou um leitor assíduo. Em termos de informática e videojogos, estou a trabalhar nesse aspecto para me evoluir um pouco em relação aos meus conhecidos. 
Infelizmente o tempo não volta para trás, se voltasse teria feito coisas diferentes, ou talvez não, não me arrependo de nada que tenha feito o que é uma coisa de que me orgulho bastante.

Por isso resta-me aproveitar o máximo que posso deste presente para que no futuro não me possa queixar. O que vinha mesmo a calhar era agora umas férias e uma vontade de gastar algum dinheiro, sendo que a minha whislist posso dizer que já esteve pior. Agora a próxima aquisição será um Ipod e alguns livros. Depois o resto logo se vê.

Sempre ouvi dizer que tristezas não pagam dividas por isso há que reagir. O que passou passou, o que importa é o que queremos ser no futuro e onde queremos chegar é nesse aspecto que temos de trabalhar e não tentar remexer no passado. O passado só serve como bagagem para nos servir de suporte porque o que realmente importa é o que fazemos no presente para atingir o futuro que querermos. 

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