Há alturas em que temos de arrumar tudo dentro de caixas. Nada é definitivo, e tudo está em constante mudança. Nem o tempo é estático nem o universo o é. Tudo está em constante movimento e mudança, é apenas uma questão de tempo. Os dias passam, será que é bom ou mau? Quão brusca será a mudança? O melhor é deixar tudo alinhavado. Habituar à ideia que nada é definitivo e eterno, nem mesmo nós somos eternos. É preciso fechar tudo dentro de caixas, enumerar fazer um inventário e encaixotar. O mesmo acontece na nossa mente, à excepção de que as nossas "caixas mentais" não se fecham como nós queríamos. A parte comum, é que os objectos mais valiosos não os primeiros a serem arrumados e aos que damos mais atenção. Pode ser só um simples momento, um simples livro, uma simples caixa ou uma jóia. É importante para nós, merece o nosso constante cuidado e maior delicadeza.
Pior irá ser a altura de desempacotar tudo. Será que precisamos de tudo? Será que isto não pode ser dispensado? Talvez possa sim. Mas tem significado para nós por isso vai parar a uma prateleira qualquer e ficar para lá enquanto tudo muda á sua volta e a dada peça fica ali imóvel sem fazer nada enquanto tudo está em constante mudança à sua volta e ela ali sempre igual sempre a mesma, sempre genuína.

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