sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dos medos


"Se não correu bem das outras vezes porque haveria de correr bem agora?". Esta é a pergunta que me ecoa dentro da cabeça desde ontem à noite. Quem me garante que para a próxima corra tudo bem? Quem me garante que para a próxima não sairá outra respostas que me magoe. Há duas visões de ver isto. Os optimista diriam que está tudo correcto e que correu bem. É verdade, só o facto de acontecer é um bom presságio, mas e o fim, não conta? Pois, o fim nunca ninguém conta com ele e o quanto nos pode magoar. Um pessimista diria que as coisas não poderiam ter corrido da pior forma, mas aqui eu sublinho, mas e o tempo que durou, não conta para nada? Pois... Sendo assim resta apoiar-me no realismo. Foi assim que aconteceu e não correu bem, mas de quem é a culpa? De ninguém, ou do destino talvez. Será que o destino existe? Se calhar existe e nós não passaremos de umas marionetas manobradas por ele a seu belo prazer. 
Há coisas que nos magoam sem razão. Se nos distanciarmos-no da situação e observarmos com olhos de gente veremos que nada de mal ocorreu, o problema é quando metemos as emoções ao barulho. Sim naquele contexto as coisas magoaram-nos e cada vez que as voltamos a ver magoam à mesma. Para pessoas externas foi algo de natural nada de mal, mas para quem está dentro, naquele contexto, sofreu e ficou magoado. Existem palavras mal ditas que nos magoam sem nós termos razão para ficarmos magoados. 
Sinceramente? Às vezes não avançamos por termos-no magoado. Apenas não avançamos porque tememos que para a próxima vez seja pior e depois temos suporte para nos aguentar. É aí que reside o problema. Talvez não sejamos realmente nós o problema, mas talvez o problema resida em nós.

Tal como há plásticas para o corpo, assim haveria de haver plásticas para alma, ou talvez um transplante alma talvez fosse útil

Sem comentários:

Enviar um comentário