quarta-feira, 17 de abril de 2013

Agradável Descoberta IV

Trago-vos hoje uma banda que eu nem fazia a ideia que existia, mas parece que já existe há 10 anos.
A banda chama-se Dead Combo e é uma banda portuguesa. É uma banda que tem por género musica fado e rock. 
Conheci-a ontem através do twitter quando alguém comentava que na antena 3 estava a ser transmitido um concerto deles. Decidi sintonizar o rádio e ouvir a banda de que tanto se comentava na minha TimeLine. 
Deixo-vos aqui umas músicas desta bela banda portuguesa. 




terça-feira, 16 de abril de 2013

O Passado, O Presente e a História


O titulo deste post faz-me lembrar o titulo do filme "O bom, o mau e o vilão". Mas não, não tem nada a ver com o filme, nem tem haver com analogias que no passado é que era bom e que no presente é tudo negativo e coisas do género. 

Há dias numa rede social vi uma pessoa a escrever um comentário com uma certa critica às pessoas que ainda chamam Ponte Oliveira Salazar à ponte sobre.Tejo que hoje vulgarmente chamamos por Ponte 25 de Abril.
Eu por minha vez respondi ao tal comentário dizendo que o primeiro nome era o nome original da dita ponte e que não via mal nenhum ao chamarem esse nome à ponte.  Surpreendentemente segundos depois recebo uma resposta onde a tal pessoa me perguntava se eu achava bem homenagear um ditador dando o nome dele à Ponte. Voltei-lhe a responder e tivemos um debate aceso de alguns minutos.

Eu de qualquer modo fiquei a ponderar e a pensar nos argumentos utilizados pelo meu interlocutor virtual. 
Eu não acho bem nem mal homenagear seja qual pessoa for. Se foi Salazar que mandou erguer a infra-estrutura porquê não lhe dar o nome dele? Foi ele que a mandou construir, não foi o 25 de Abril. Por isso parece-me mais lógico chamar Ponte Oliveira Salazar. Por outro lado, temos que ter uma certa dose de bom senso e respeitar a nossa história. A história é do nosso país, contribuiu para a nossa identidade, não podemos apagar 50 anos de história só porque alguém não gostou do tipo de governo instalado na época. Aproveito agora e demonstro o meu agrado de quando há alguma revolução há sempre a tendência de destruir -tentar apagar- os resquícios anteriores à revolução. Pois bem, acho isso mal! Não se deve apagar o passado. Para que haja história é preciso que haja imparcialidade e que se conte os factos como eles aconteceram e não como melhor convier às pessoas. 
A história é objectiva e não subjectiva. O passado já está relatado. Aconteceu. Para isso serve a história, para relatar o passado. Foi assim que aconteceu é assim que tem de ser descrito. O passado não muda aos olhos de quem o vê, por isso a história não deve ser manipulada aos olhos de quem a vê. 

"Os factos são estes. Foi assim que aconteceu. Agora cada um tire as suas conclusões" É assim que a história deve ser olhada e é assim que deve ser contada. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os silêncios da noite

É na noite que tudo acontece. É na noite que nada se passa- É na noite que há um frenesim para o convívio. É na noite que tudo pára no tempo até à aurora seguinte.
A noite é um enigma. É nos silêncios nocturnos que tudo acontece mas que aos nossos olhos há uma tranquilidade que de dia jamais será alcançada. À noite nasce outro mundo diferente.

Na noite enquanto um casal pode estar no seu leito embrenhado nos laços do amor, outro casal pode estar a ter a última discussão antes do divórcio. Na noite enquanto um empresário de sucesso chega ao aconchego do seu lar afim de repousar de um dia de negócios outro mesmo empresário de sucesso poderá estar a perder o contado sonante fruto do seu trabalho, numa mesa de casino que o poderá levar à ruína financeira. Na noite enquanto uns colegas de copos estão num bar bebendo e a desanuviar do quotidiano poderá estar a rebentar uma guerra do outro lado do mundo.

À noite, provavelmente, é quando se proporcionam as condições necessárias para estarmos connosco mesmos. Fazermos a nossa introspecção de como está a nossa vida de como correu o dia e com uma mistura de sonho e fantasia podemos imaginar algumas decisões futuras ou o que faríamos no futuro caso acontecesse aquele "impossível" que por um rasgo de sorte acontece a alguém.

É nesta altura em que a maioria das pessoas vão dormir ou outras vão dando lugar à vida social nocturna que nós ficamos sozinhos. Vemos as pessoas a irem embora a despedirem-se com uma "até manhã" e um sorriso estampado nos lábios e ali ficamos nós cada vez mais sozinhos sem sitio para se onde virar, entregues à panóplia de emoções que vão tomando contra de nós e cada vez mias desejosos que o João Pestana chegue para nos levar para um sono profundo até ao romper do dia seguinte.

Na noite todos se conhecem. De dia podem duas pessoas cruzar-se na rua e nem sequer haver uma troca de olhares, mas essas duas pessoas na noite passada podem ter estado na mesma mesa à conversa ou até mesmo a tratar de negócios megalómanos que nem nos passa pela cabeça que se estão a desenrolar, pois o melhor sitio para se falar de negócios é numa mesa de restaurante ou bar.
Enfim, na noite tudo se aproxima, mas ao mesmo tempo tudo se afasta. O crepúsculo é um desenrolar de antíteses que causa uma orla mágica em torno do mundo nocturno.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Poder da música


A música, esta actividade humana de criar um ritmo e batida com sons produzidos tanto por cordas vocais (canto) ou por ajuda de utensílios que são chamados de instrumentos musicais.
É difícil dizer-se onde tudo começou pois pensa-se que a música -ou combinação entre sons e silêncios - já acompanha o Homem desde os seus primórdios.

É interessante observar como esta forma de arte interage connosco quase como um complemento do nosso quotidiano. Se perguntarmos a alguém qual é o seu pintor ou quadro favorito provavelmente esse alguém ficará "engasgado" e lhe dirá o primeiro nome de pintor que se lembre para não parecer ignorante ou provavelmente lhe dirá que pura e simplesmente não liga muito a pintura. Claro que há muita gente que entende de pintura e que gosta, mas a maioria das pessoas sente-se pouco à vontade para falar de tal tema. Pensemos agora na música, se fizermos a mesma pergunta a alguém, provavelmente esse alguém seja um pré-adolescente seja uma pessoa da terceira idade, lhe dirá com alguma certeza um nome de um artista ou o nome de uma música que lhes seja do seu agrado, seja pelos sentimentos que despertam seja pelas memórias que lhe trazem. Mas todos nós temos conhecimento musicais e temos sempre um estilo com qual, claramente nos identificamos.

A música tem este poder sobre nós. Na nossa playlist temos sempre aquele single que nos acorda a euforia e os "donos do mundo" que há em nós. Outras nos fazem lembrar aquele momento passado com aquela pessoa que por mais esquecida e longínqua que esteja na nossa mente, ao som daquela música as memórias e os sentimentos voltam ao nosso pensamento, muitas vezes acompanhado com a saudade de não poder retroceder no tempo e voltar a reviver tudo de novo. Outras músicas conseguem nos fazer chorar seja pela melodia em si ou seja mesmo pela letra que lhe foi adicionada. E depois temos sempre aquele leque de músicas que nos servem de ponto de abrigo quando estamos com a auto-estima mais em baixo.
Enfim a música consegue nos marcar, acompanhar e complementar de uma forma tão especifica que nenhuma das outras formas de arte consegue fazê-lo. Já para não falar que cada sociedade, cada cultura tem o seu próprio estilo musical e que este varia consoante as épocas. A música acompanha movimentos/revoluções sociais e culturais e é sempre uma força de expressão em qualquer altura. Temos o exemplo do nosso Zeca Afonso que com as suas músicas de intervenção ia expressando o sentimento do povo contra o Estado Novo.
Portanto a música está presente em tudo e de uma forma particular tornou-se parte de nós de uma forma tão vincada que nenhuma outra arte conseguira até aos dias de hoje.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Depois logo vemos isso.."


No hall de entrada lá da empresa tenho um armário com variados tipos de charutos para venda. Numas das suas visita prolongadas, António - a mesma personagem do último post -, comentou uma caixa de MonteCristo nrº 4 que lá tenho no intuito que eu lhe desse um desses charutos. Como já sei que a seguir ao primeiro pedido vem sempre outros mais descartei-me do pedido dizendo "Sim, depois logo vemos isso", com um certo tom de o "logo" não se concretizar.

Há dois dias que António voltou e uma das primeiras observações que me fez foi "Da última vez esqueci-me de lhe pedir o charuto que me disse que dava". Eu  por minha vez já nem me lembrava de tal episódio e esquivei-me dizendo que também me tinha esquecido, mas rapidamente mudei de tema de conversa para não alimentar mais a história. António por sua vez, uma cavalheiro na casa dos 70's, habituado a fumar charutos e cigarrilhas disse em tom de brincadeira "Vou apontar aqui na agenda do telemovel a dizer -Cha- para não me esquecer de o lembrar" ...

António segundo ouvi dizer, viveu uma temporada em Londres, mas penso que não aprendeu muito com a cultura inglesa. Os britânicos têm um velho hábito de quando estão num grupo à mesa e que nessa mesa se encontra alguém que acabaram de conhecer, os britânicos têm a cortesia de o convidar para jantar lá a casa (há uma frase idiomática mas eu agora não me recordo). Mas surpreendentemente o convite nunca mais avança e o jantar nunca se realiza. Pois bem, eles só falam no tal convite para serem simpáticos, é uma espécie de "protocolo de simpatia" que eles lá têm para se demonstrarem amáveis. Ora bem eu quando disse da primeira vez a António que logo se via a questão dos charutos foi na mesma linha deste hábito britânico atrás descrito. Fui cortês mas não iria dar charuto nenhum. Mas parece que ele não percebeu isso.
Agora cada vez que se cruza comigo aqui no escritório me fala em "chá".
Moral da história, lá vou ter que lhe um charuto para ele se calar e para a próxima arranjo uma desculpa para não dar.
A velha desculpa de "Não sei onde anda a chave, tenho de procurar" deve ainda de funcionar, penso eu de quê.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os Quatro mais Um


Venho-vos relatar um episódio que me aconteceu agora ao jantar e que me deixou um pouco pensativo.
Ao todo éramos seis pessoas ao jantar. Os meus progenitores, eu, e mais 3 pessoas - João, António e o José-, estas últimas três personagens provavelmente dei-lhes nomes fictícios neste texto. 
O jantar decorreu na normalidade conversas paralelas e afins. Ao final do jantar João levantou-se na mesa com a desculpa de ter di ir até ao escritório porque tinha trabalho para acabar, assim se ausentou na mesa e seguiu os seus afazeres. 

Segundos mais tarde iniciou-se uma intensa conversa entre o meu progenitor e o José, que estava sentado à sua direita. Por sua vez, a minha progenitora iniciou-se num diálogo com o António, acerca dos negócios dela e do fluxo de clientes que foi diminuindo nos últimos tempos.
Eu por minha vez, senti-me deslocado naquele panorama de confraternização, preferi deixar-me a observar as conversas enquanto me entretinha no Twitter no telemóvel. 

Entre as duas conversas a que me despertou mais interesse foi sem dúvida a do meu pai com o José. Conheceram-se há meia dúzia de meses através de João, nunca tiveram negócios em comum outrora, mas conhecem as mesma pessoas sabem dos mesmos negócios feitos e afins. Têm vários amigos em comum, como se descobriu neste jantar, mas nunca ouviram falar um do outro seja num circuito de amigos ou num circuito profissional. Mas quando algum falava de algum negócio ou pessoa ou outro respondia avidamente acrescentando pormenores sobre o tema discutido demonstrando ter conhecimento do mesmo

A impressão que fiquei foi só esta --> O mundo é muito pequeno e toda a gente conhece toda a gente, embora podendo nunca se terem encontrado na vida. Há sempre alguém que conhece alguém que por sua vez conhece outro alguém... e tudo se sabe! 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A felicidade da ignorância

Escrevo este post porque à pouco me lembrei da minha infância e da felicidade que outrora tive quando na inocência da idade ia brincando e tagarelando e ia sonhando. 
A ignorância nem sempre é uma coisa má. O conhecimento é uma sede. Quanto mais sabemos mias sede temos para querer saber mais e mais e mais e mais... Alem desta fome de conhecimento vem as preocupações e os pensamentos. Desconfianças atrozes tristezas inconsoláveis desilusões dolorosas. 
Na infância vivemos iludidos com contos de grandes feitos de cavalaria que salvam os maus fracos e lutam para combater os maus. Sempre super-heróis. Confiamos em todos os sorrisos que nos são dados e queremos quem nos dê atenção e nos faça sentir "como os grandes".

À medida que vamos entrando na cruel realidade terrestre essa ingenuidade vai sendo substituída por alguma experiência que vamos ganhando e pelo algum saber. Vamos começando a preocupar-nos com as coisas e a por-mos a racionalidade e as etiquetas impostas pela sociedade à frente de quem somos na realidade. Enfim. Com o crescimento deixamos de ser nós próprios e tornamos-no um actor em que o papel a representar é o nosso quotidiano e rege-se pela educação que recebemos, pelas regras sociais e pelo conhecimento que vamos adquirir, deixando assim a nossa liberdade tão mais limitada do que nos primeiros anos de existência.