Primeiro livro que li desta autora. Sempre tive curiosidade pela corrente existencialista mas devo confessar que este livro me surpreendeu.
Esta obra narra-nos uma ida de um casa a Moscovo nos anos 60 em que vão visitar uma filha. A filha é fruto do primeiro casamento do marido. Deste casamento com a actual mulher resultou um filho que irá casar em breve. O casal e este filho moram em Paris.
Durante esta viagem deparamos-no com a melancolia de ambos os cônjuges. A idade avançada, a perda da juventude, tudo aquilo que ficou para trás, o que eram o que são.. Mas afinal o que são? Parece que já não são suficientes um para o outro. Notamos uma melancolia devido ao avançar da idade e as muitas incertezas e inseguranças que daí advém. A mulher sente-se com ciúmes da filha do marido, Mancha. O marido André sente que o nascimento do seu filho é um "a mais" que está entre nós. Não conseguem estar os dois juntos a sós, mas também não sabem como ocupar o tempo livre. Até que há um mal entendido que faz com que estes pensamentos e emoções venham ao de cima e que faz com que o casal tenha uma zanga de alguns dias. Um pequeno erro desmoronou em toda a vivência, tudo foi posto em causa, até que falaram abertamente um com o outro e tudo se resolveu. Se foram sinceros um com o outro? Talvez não. Mas conseguiram comunicar. Mesmo que não se entendam há sempre mensagens que conseguimos comunicar.
O que se aprende neste livro é que às vezes pequenas coisas podem por a nossa vida toda em causa, mesmo se legitimidade para isso. Por isso o melhor mesmo é sermos sinceros e usar a comunicação para esclarecermos tudo. Não deixar que a vida e os outros nos conduzam, mas sermos nós a conduzir.
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