quinta-feira, 31 de julho de 2014

Um almoço de domingo


Tinha tudo preparado para o almoço de Domingo passado. Os gadgets carregados, as baterias externas carregadas. Estava tudo pronto. No fundo acabei por não usar nada.  Apenas tive sempre o hotspot da net ligado para poder abstrair-me do mundo quando necessário. Por sorte fiquei num recanto da mesa onde não apanhava muitas conversas. Apanhei algumas, mas o foco de conversa estava nas extremidades. 
Pelo menos o primeiro ponto da questão estava resolvido. Das conversas sem nexo já eu estava livre.
Depois temos o segundo ponto, a comida. A comida estava boa como de costume, enchi a barriga de tudo um pouco desde marisco, ao bitoque que foi o meu prato principal. Os outros comeram caldeirada. Nesse almoço até comi com gosto, coisa que não fazia já a algum tempo. 

O único problema foi mesmo o "calor".. Estar uma tarde inteira ao sol fez com que qualquer um perca o "equilíbrio", sendo que por momentos pensei que ia mesmo perder os sentidos de tão quente que estava. Felizmente nada como uns copos de água não resolvessem..
Para o próximo domingo dizem que há mais.. espero que não esteja tanto calor como no último. O resto pode ser igual.

sábado, 26 de julho de 2014

Dos almoços


"Domingo vamos almoçar à praia" É assim que me avisaram à dias dos planos para amanhã. Almoçar na praia. Por um lado é bom porque já vou ao tal restaurante quase à quase 17 anos. Conheço as pessoas conheço a praia conheço bem o local e já la passei bons momentos. A parte pior são as pessoas. Vou estar com 3 tipos de pessoas. Primeiro as pessoas com quem se pode ter uma conversa decente. Segundo as pessoas com quem tenho de explicar tudo e que não entendem nada. E terceiro tenho a probabilidade de apanhar os curiosos que vão andar o almoço todo a ver o que ando a fazer nos gadgets e a fazerem perguntas sobre tal.
Espero não apanhar o 3º tipo de pessoas. Gosto da minha privacidade e de não ter de explicar tudo a toda a gente, o que faço o que vou fazer o porquê de o fazer. É irritante ter sempre uma alma atrás de mim enquanto estou a responder a uma sms ou a ver um e-mail ou até mesmo a passear-me por alguma rede social. Há coisas que não entendo, uma delas é esta necessidade das pessoas observarem o que as outras estão a fazer. Haja privacidade!. Portanto, até amanha de manha vou rezar para que algumas pessoas "desistam" do almoço para ir mais descansado. Em relação aos dois primeiros tipos de pessoas, bem, é entreter-me à conversa com os primeiros e tentar não me envolver muito com os segundos. Pode ser que venha a ter um almoço descansado enquanto destilo ao sol. Ou talvez não.

Dos extremos


Por vezes nós passamos a extremos com uma facilidade tremenda. Não sabemos como arranjar um equilíbrio ou como ver as coisas de outra perspectiva menos intensa. No meu caso, a cidade que mais gostava em Portugal e onde melhor me sentia, de um momento para o outro deixou de ser a minha cidade de "sonho" e apenas passou a ser um polo de angústia para a minha pessoa. E porque, perguntam vocês? Por uma mera associação respondo eu. Ou terá sido por ter encontrado sítios melhores? Ou terá sido por me começar a sentir bem noutros locais que nunca imaginara? Há perguntas que não têm resposta. Ou pelo menos nós não a encontramos. A única coisa que eu sei é que as coisas mudam constantemente e que o tempo é um fanfarrão que poderia fazer marcha-atrás de vez em quando. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

A "desculpa" do curso


Esta madrugada enquanto conversava com uma amiga apercebi-me das inúmeras utilidades de tirar Psicologia. Temos desculpa para tudo e mais alguma coisa além de termos sempre as palavras certas para tudo ou para quase tudo. 
A conversa surgiu à volta de livros e de eu ter partilhado uma lista de livros que havia lido e outros tantos para adquirir sendo que no meio da conversa a minha interlocutora sai-se com um "Muito erotismo e muito salazar". Eu sem saber o que dizer retorqui que lia um pouco de tudo, ao que ela afirmou com um sorriso um tanto ou quanto zombeteiro "Deixa lá um psicólogo tem de perceber um pouco de tudo" - É isso! eu até nem aprecio isso mas leio com algum interesse "profissional"!-. Ou talvez não.. Descobri a desculpa perfeita para quando me "apanham". A culpa é do curso.

Fazendo uma análise pós-conversa a minha interlocutora tinha alguma razão. Os psicólogos têm de perceber um pouco de tudo porque durante a sua vida profissional vão apanhar um pouco de tudo. Alem disso quanto mais soubermos melhor para nós enquanto pessoa independentemente da área que sigamos. Portanto fazendo um breve resumo, arranjei uma boa desculpa para tudo, até já a apontei no bloco de notas do telemóvel para não me esquecer. Quando algeme me perguntar... "Isto é para ser analisado pela perspectiva do curso", é estupendo! 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vamos para o segundo

Desde que entrei no Twitter que tenho ouvido falar do famoso Tumblr. Ora seja por partilhas de fotos ora seja porque algum conhecido esteja nessa rede social. A verdade é que de tanta vez que o cântaro vai à fonte que alguma vez se parte. Pois bem, hoje foi a minha fez de me render ao Tumblr. Resolvi criar por lá um blog com um tem diferente deste e que por isso mesmo constitui um desafio para mim, agora tenho de "alimentar" dois blogs completamente diferentes. 
A partir daqui é ver quanto tempo não me irei fartar do "novo" blog. 
Embora eu não vá partilhar com vocês o endereço, mas quem quiser que comento ou mande mail para o e-mail deste blog que eu o mais célere possível lhes re-encaminharei o endereço do outro blog.

Permuta


Às vezes devia ser possível permutarmos de alma. Assim como mudamos de roupa ou de penteado ou de óculos ou de casa ou de cidade havia de ser possível de mudarmos de alma. Porque haverá a alma ser fixa? Porque temos nós de estarmos sempre com nós mesmos? Porque não podemos vaguear de corpo em corpo? Ou pelo menos poderíamos ficar sempre no mesmo corpo e podíamos era mudar de alma em alma Isso sim. Uma nova alma sempre que nos aprouvesse, um novo Eu sempre que fosse necessário. Assim sim conseguiríamos adaptarmos-no a todas as situações e à vida. Mas ter de levar com nós mesmo durante uma vida inteira? Isso parece-me demasiado e é por essas e por outras que não tenciono chegar a velho, por mim poderia "acabar" quando fizesse os 45 ou 50 anos, ou talvez mesmo os 40. 
Por vezes acabar com tudo seria a solução mais eficaz, tudo acabaria, fosse bom ou mau jamais nada nos atormentava e quem ficasse por cá que fechasse a porta. Realmente era tudo muito mais eficaz e simples. A vida é madrasta e nós somos apenas meros lobos a atacar uns aos outros. Somos apenas peças equivalentes aos peões no xadrez. Não valemos nada. 
Às vezes a permuta seria a solução mais eficaz

quinta-feira, 17 de julho de 2014

As malas

As malas estão feitas. Gostava de dizer que vou partir para um sítio melhor, para um sítio sem destino mas onde irei ser feliz. Mas rapidamente as ideias caem por terra. Sei para onde provavelmente irei, não sei se poderei ficar. Sei também que a felicidade não vai mudar tão depressa. Só mudará quando conseguir sair e conseguir desamarrar-me de mim mesmo. Sei onde provavelmente seria feliz. Provavelmente ao pé de ti seria feliz, ou pelo menos estaria melhor do que neste desterro emocional. 
Olho para o mapa e começo a desenhar percursos mentais. O que seria diferente se eu morasse ali? E ali? E ali? Será que mudava tudo? Será que era igual?
Nunca o saberemos. A única coisa que sei é que só pé de ti seria diferente. Não contigo, mas sim ao pé de ti. O resto logo se via. 

domingo, 13 de julho de 2014

Mudanças


Há alturas em que temos de arrumar tudo dentro de caixas. Nada é definitivo, e tudo está em constante mudança. Nem o tempo é estático nem o universo o é. Tudo está em constante movimento e mudança, é apenas uma questão de tempo. Os dias passam, será que é bom ou mau? Quão brusca será a mudança? O melhor é deixar tudo alinhavado. Habituar à ideia que nada é definitivo e eterno, nem mesmo nós somos eternos. É preciso fechar tudo dentro de caixas, enumerar fazer um inventário e encaixotar. O mesmo acontece na nossa mente, à excepção de que as nossas "caixas mentais" não se fecham como nós queríamos. A parte comum, é que os objectos mais valiosos não os primeiros a serem arrumados e aos que damos mais atenção. Pode ser só um simples momento, um simples livro, uma simples caixa ou uma jóia. É importante para nós, merece o nosso constante cuidado e maior delicadeza. 
Pior irá ser a altura de desempacotar tudo. Será que precisamos de tudo? Será que isto não pode ser dispensado? Talvez possa sim. Mas tem significado para nós por isso vai parar a uma prateleira qualquer e ficar para lá enquanto tudo muda á sua volta e a dada peça fica ali imóvel sem fazer nada enquanto tudo está em constante mudança à sua volta e ela ali sempre igual sempre a mesma, sempre genuína.

O mundial está a chegar ao fim


Confesso que nunca fui apreciador de futebol, embora seja sócio de um clube da futebol. Nunca foi desporto que me puxasse o interesse, mas ainda assim não podia deixar de mencionar o Mundial 2014 no Brasil. 
Ao contrario dos outros, esta competição neste ano surpreendeu-me, selecções fortíssimas a ficarem pelo caminho logos no inicio do campeonato, outras não tão fortes "na teoria" a chegarem mais à frente. No meu caso fiquei surpreendido com a eliminação da Espanha, Italia e França. Sempre vi estas selecções como sendo umas das mais fortes e consistentes. Por outro lado fiquei admirado com a prestação da Suíça e até mesmo da Argentina. Da Argentina nunca pensei que chegasse à final, porque pura e simplesmente não são 2 ou 3 jogadores que fazem uma equipa. Sempre pensei que a final fosse Holanda - Alemanha. Coma  lesão do Neymar perdi a fé no Brasil. 
Falando já de Portugal, sinceramente nunca tive esperança que chegássemos muito longe. Já não temos uma equipa sólida e convenhamos que nos falta alguém que saiba orientar e direcionar a equipa, resumindo precisamos de sangue novo e de um novo treinador/selecionador. 
Assim sendo e visto que não tenho afinidade com nenhum dos países que estão na final só desejo boa sorte a ambas as seleções e que ganhe o melhor! 

sábado, 12 de julho de 2014

Há que ter fé

Às vezes o nosso medo de estragar tudo é maior que a nossa força de querer inovar.. Isto impede-nos de ser felizes e de querer ter objectivos. Às vezes precisamos de quem nos lembre e nos dê razões para continuar a lutar no dia-a-dia.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dos medos


"Se não correu bem das outras vezes porque haveria de correr bem agora?". Esta é a pergunta que me ecoa dentro da cabeça desde ontem à noite. Quem me garante que para a próxima corra tudo bem? Quem me garante que para a próxima não sairá outra respostas que me magoe. Há duas visões de ver isto. Os optimista diriam que está tudo correcto e que correu bem. É verdade, só o facto de acontecer é um bom presságio, mas e o fim, não conta? Pois, o fim nunca ninguém conta com ele e o quanto nos pode magoar. Um pessimista diria que as coisas não poderiam ter corrido da pior forma, mas aqui eu sublinho, mas e o tempo que durou, não conta para nada? Pois... Sendo assim resta apoiar-me no realismo. Foi assim que aconteceu e não correu bem, mas de quem é a culpa? De ninguém, ou do destino talvez. Será que o destino existe? Se calhar existe e nós não passaremos de umas marionetas manobradas por ele a seu belo prazer. 
Há coisas que nos magoam sem razão. Se nos distanciarmos-no da situação e observarmos com olhos de gente veremos que nada de mal ocorreu, o problema é quando metemos as emoções ao barulho. Sim naquele contexto as coisas magoaram-nos e cada vez que as voltamos a ver magoam à mesma. Para pessoas externas foi algo de natural nada de mal, mas para quem está dentro, naquele contexto, sofreu e ficou magoado. Existem palavras mal ditas que nos magoam sem nós termos razão para ficarmos magoados. 
Sinceramente? Às vezes não avançamos por termos-no magoado. Apenas não avançamos porque tememos que para a próxima vez seja pior e depois temos suporte para nos aguentar. É aí que reside o problema. Talvez não sejamos realmente nós o problema, mas talvez o problema resida em nós.

Tal como há plásticas para o corpo, assim haveria de haver plásticas para alma, ou talvez um transplante alma talvez fosse útil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A primeira vez nunca se esquece

Por acidente deparei-me agora com o primeiro poema modernista que li. Trata-se do "Manifesto Anti-Dantas" escrito por Almada Negreiros. 
Aqui fica a leitura do Manifesto no Youtube e o poema escrito. Espero que o apreciem tanto como eu o apreciei. 


Para ler o "Manifesto Anti-Dantas" clique aqui

E se eu não quiser o que quero?



Ontem estive numa das minhas cidades portuguesas preferidas. Plantado à beira Sado dei por mim a pensar de como seria a minha vida diferente se morasse ali. Pensei nos amigos que tenho ali, pensei no movimento que tem a cidade, nas praias, nas pessoas, nos cafés, no clima, no sol, em tudo... Ao pé de isto tudo qualquer tipo de bairro hostil passa-me ao lado, parece que é tudo fantástico naquilo em que nós gostamos. 
Ao mesmo tempo dei por mim a pensar no que me fazia querer sair de onde estou. Porquê sair? Será que me sinto preso de mais aqui ou será que não há nada que me prenda aqui? Estas perguntas entrelaçaram-se na minha cabeça. Tentei da-lhes respostas mas só encontrei mais perguntas. Na verdade a única explicação que encontro é que só quero sair daqui porque não há nada que me prenda aqui. Não há nada que eu goste aqui. Não tenho cá ninguém, não tenho para onde ir, não tenho cá nada.
Talvez este seja o grande motivo de detestar o meu habitat e de "ambicionar" algumas cidades do país, principalmente onde estão aquelas pessoas a quem nós chamamos de amigos. Pessoas essas que nos "arrancam" de nós mesmos e nos suscitam a vontade de viver e de continuar. 
Com isto tudo regressei a perguntar, "Quem sou eu?" "O que faço aqui?" "Para onde devo de ir?" "O que vai ser de mim?". Não encontro respostas mas uma coisa é certa,  nunca me identifiquei tanto com a primeira estrofe da "Tabacaria" de Álvaro de Campos..
Com isto tudo... Será que sou o que penso?

Onde estás?


Só te queria perguntar "onde estás?" só queria te dizer "sinto a tua falta"... Sei que espero por ti em vão, sei que sonho contigo por puro devaneio, mas a realidade é que me fazes falta e quando me sinto em baixo é em ti que eu penso. É uma patetice minha eu sei, como é que podemos sentir falta de alguém que não conhecemos, alguém que nunca vimos? Não sei quem tu és, não sei como tu és. Nunca te vi, nunca te cheirei, nunca te ouvi, nunca te toquei. Não sei nada sobre ti nem tu sobre mim. Somos dois desconhecidos a andar pelo mundo. Pergunto para os meus botões se algum dia nos iremos cruzar, se algum dia podemos trocar umas palavras, quem sabe ser amigos? O meu super-ego diz que não, mas eu não quero acreditar nele, ele é um desmancha prazeres. Prefiro acreditar qua o destino existe e que se nós acreditarmos com muita força as coisas podem acontecer. Quem sabe não te encontre num dia de nevoeiro em que venhas a caminhar na minha direcção como a figura de O Desejado. Serás tu uma versão feminina de D.Sebastião na minha vida?. Não sei, mas se algum dia te vir que não me faltem as forças para ir ter contigo só para te dizer;
"Não sei quem tu és nem como apareceste na minha vida, mas tu fazes-me falta e eu preciso de ti"