sábado, 14 de março de 2015

Desafio 50 Livros - 6

 

Mais um livro acabado para o Desafio dos 50 Livros. Neste livro o autor centra-se mais na imagem de Porto Real, ou que se passa à sua volta excluindo o que se passa na muralha ou o que se passa pelas Cidades Livres.
A guerra em Westeros avança a passos largos, na perspetiva Lannister a guerra está quase ganha. Neste livro Correrrio rende-se e já quase cheira ao término da guerra. Cersei continua rainha regente e ao que parece não está a fazer o melhor dos trabalhos pois junto dela nascem intrigas e desconfianças.
Enquanto Porto Real está nas mãos de Cersei e quase todo Westeros dobrou o joelho a Tommen, do outro lado do Mar Estreito está a última Targaryen, a Mãe dos Dragões, e ao que parece tem alguns aliados no Sul de Westeros.
As Ilhas de Ferro iniciaram também a sua conquista no sul de Westeros e Stannis Baratheon ainda continua com as suas tropas perto da Muralha.. Será que estes dois Reis terão melhor sorte que Robb Stark e Ranly Baratheon? ... É melhor ler e continuar a saga para sabermos a resposta.

quinta-feira, 5 de março de 2015

O Regresso Pelo Bar


Volto cá na mesma situação em que cá vim pela primeira vez.  Diz-se que a história repete-se, mas eu nunca acreditei nisso. Talvez seja verdade até. Entro no bar onde em tempos era um hábito cá vir a diário. Tudo parece diferente mas igual. A decoração é quase a mesma, dá claramente para diferenciar o que é novo e o que já existia. Não venho cá há cerca de ano e meio, que me lembro foi antes de ter entrado na universidade. Deixei de cá vir pois em certa altura surgiram algumas confusões, nenhuma delas comigo, mas que me incomodavam. Por isso fui deixando de cá vir aos poucos até que nunca mais cá apareci. 

Sento-me na mesma mesa que me sentava dantes. Pelo menos ainda está cá o local e a mobília como dantes, o local não me é de todo desconhecido. Olho em volta e não vejo ninguém conhecido. Tudo gente desconhecida e que ninguém sabe quem eu sou. Pode parecer mentira agora, mas em tempos quando entrava neste bar toda a gente me cumprimentava, era conhecido e querido de todos. Agora não vejo ninguém conhecido. Sou mais um entre tantos. Vejo que continua a haver algumas interacções mas tudo muito "sem sal". Perguntaram-me agora o que queria beber, por amor da santa, há ano e meio toda a gente sabia o que eu bebia! Aliás mal me sentava já vinha alguém trazer-me uma garrafa de James Martins à mesa e dois copos. 

Enquanto beberico o ardente elixir escocês os meus olhos fixam-se no fundo do copo. Começo a pensar no nosso grupo. Éramos uns seis ou sete, era eu, o Marco, a Joana, uma enfermeira da qual não me lembro do nome, o Ricardo, uma rapariga ruiva que também não me recordo do nome, o Henrique e mais uns dois ou três que eram menos assíduos. No fundo estes eram os mais assíduos e encontrávamos-no cá quase todas as coisas. Não precisávamos de combinar nada, aliás alguns de nós nem mantinha contacto extra-bar. Mas era certo que a maioria do grupo atrás citado iria aparecer à noite para conversar e beber um copo. Havia todo o tipo de conversa ali, desde discussões acerca de ciências sociais - tínhamos pelo menos duas pessoas que trabalhavam na área no nosso grupo- a questões literárias em que discutimos grandes autores tais como Platão, Shakespeare, Marx, Tolstoi, Tolman, Kawabata, Kafta e outros autores conhecidos de todos nós. Que belos banhos de cultura havia ali. Se bem me lembro o Marco e a Joana eram os que tinha "mais cultura" a níveis literários. O Marco formou-se em uma "ciência social" que não vou aqui revelar. A Joana trabalhava numa editora em trabalhos de tradução. Ao mesmo tempo de que se falava de literatura, musica, cinema, pintura - nunca percebi muito de pintura mas gostava de acompanhar as conversas- havia também muita conversa de cordel principalmente na parte das meninas que facilmente diziam palavras em que lhes imprimia um duplo sentido e outrora aquilo que era uma conversa de cultura passava a uma "batalha" de gracejos e de indirectas um tanto ou quanto freudiano que dava para todos nos rir um pouco e espicaçar o nosso malfadado id. No fundo éramos todos diferentes mas estávamos ali todos com o mesmo propósito, passar um bom bocado falando de tudo um pouco e aprendendo e brincando uns com os outros.

Infelizmente começou a haver alguns conflitos com alguns "clientes" recém-chegados. Indivíduos que não compreenderam que este espaço era simplesmente para passar um "bom bocado" e não para criar confusões e excessos. Como eu vários membros do nosso grupo abandonou o bar. Houve uns tempos em que ficou mesmo quase vazio. Houve sempre alguns amigos que continuaram a ser fieis e não abandonaram os hábitos. Mas pelo que vejo também acabaram por mudar de ideias. 

Enquanto pensava vem alguém ao meu encalço abrindo os braços e cumprimentando-me com grande entusiasmo. Era a tal ruiva de que não me lembrava o nome, finalmente uma cara conhecida! Continuo sem me lembrar do nome, não quis dar parte de fraco e perguntar-lhe. Retribuí o cumprimento e quando me preparava para perguntar o que era feito dos nosso antigos camaradas ela esboçou um sorriso e disse que estava só de passagem e que só me queria cumprimentar e dizer que já tinha saudades. Retribuí o sorriso, agradeci e despedimos-no um do outros. Ainda continua a mesma felizmente alguém conhecido. E o que será feito dos outros? Pelo que fiquei a saber a Joana ainda por cá aparece de tempos a tempos. Os outros deixaram de vir aos poucos e não mais cá apareceram. Infelizmente não lhes tenho o contacto. Minto. Do nosso grupo falo com a Ana quase todas as semanas. Tornámos-no grandes amigos. Com os outros há um ou outro que tenho no facebook mas nunca mais nos falámos. Enfim.

De qualquer modo é bom saber que ainda há alguém que nos conhece e que se lembra de nós. É nessa perspectiva que vou começar a aparece cá mais vezes e pode ser que com algum "jeitinho" o grupo que outrora era assíduo da casa o volte a ser daqui a uns tempos. Quem sabe? 

Dos livros de Banda Desenhada


Mais um livro que li nestes 2 dias paralelamente para descontrair um pouco. 

Desafio 50 Livros - 5


Um livro que me impressionou. Retrata um sujeito que está sentado ao balcão de um bar em Macau a beber uns copos de whisky. Por entre a bebida esta narrativa vai vagueando pelas memórias deste professor universitário. Desde a sua infância, a um casamento falhado a uma relação com um irmão que era um tanto ou quanto enigmático. 
Acima de tudo este livro faz-nos refletir na vida e na forma como os acontecimentos se desenrolam. 

Gostei especialmente da forma em que a história é escrita. O livro está escrito de forma em que somos a própria personagem. Passa de assunto e de acontecimentos de forma um tanto ou quanto interligada mas um pouco "abrupta", estamos a falar de um acontecimento e depois começa a falar d'outros acontecimentos distintos. Agradou-me esta forma de apresentar o texto pois é assim que acontece na nossa cabeça. Quando estamos a pensar também mudamos de assuntos de forma abrupta, os pensamentos vão e vêm de forma abrupta mas interligada. 
Gostei também do ambiente em que o narrador se encontra. Um bar em que todos falam uma língua estranha e em que ele para comunicar é basicamente por gestos pois a empregada não fala inglês. Esta diferença de línguas eu interpreto que há um paralelismo com o nosso interior e os outros. Muitas vezes o que vai no nosso interior aos olhos dos outros é imperceptível e quando tentamos exprimir muitas vezes sintetizamos por receio de sermos mal interpretados ou até mesmo com o medo de estar em contacto connosco mesmo. Há todo um mundo no nosso interior mas é difícil os outros compreenderem esse mundo. Leio também esta barreira como uma "critica" às limitações do ser-se empático, do conseguir metermos-no na pele dos outros, mas com "bilhete de ida e volta".

Para concluir,  aconselho este pequeno livro - cerca de 90 páginas - a quem procure uma leitura ligeira mas que nos deixa a pensar em pequenos pormenores. O livro lê-se muito bem, li-o em cerca de 2/3h e é empolgante. 


quarta-feira, 4 de março de 2015

Parem de me estragar as terras de que gosto!


Não consigo achar uma terra em que consiga sentir que é minha. Um sítio em que possa dizer - eu sou daqui- . Não sei de onde sou, mas adorava experimentar ser de vários sitios. Admiro as pessoas que têm orgulho na terra onde vivem, onde enumeram diversos benefícios e qualidades do tal local. Eu nunca consegui fazer isso. Desde pequeno perguntavam de onde era eu, sempre inventava mil e uma desculpas mas nunca me lembro de dizer de onde era. para mim era uma barreira limite. Agora já mais ou menos passei a barreira mas sempre que dizem que "ele é de..." Eu tenho sempre a necessidade de dizer, - eu não sou daí, eu moro aí há x anos mas não sou daí-. 
De qualquer modo tenho certas terras para onde adorava viver... Fugir,  não digo fugir que é muito forte. Mas mudar-me cortar alguns laços e começar outros. Será que mudar de sítio mudaria a minha vida? Talvez sim. Ou se calhar não. 
De todos os sítios por onde idealizava ir tenho sempre alguém que me faz o favor de estragar o local. Eu gostava de morar ali mas... Mas ali mora a tal e não a quero encontrar na rua. Ah mas ali mora o Sicrano ou Beltrano. Não sei não...
Já me estragaram 2 terras por onde gostava de ir. Por favor parem de me desiludir e estragar as outras terras de que gosto senão não terei sítio para onde Ir sim? Pronto. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Desafio 50 Livros - 4


Acabado de ler ontem. Neste livro de As Crónicas de Gelo e Fogo criam-se mais reis. Westeros torna-se mais dividido. Com a morte de Joffrey o trono de ferro é desdenhado entre Cersei e a família da esposa de Tommen. As filhas de Lord Stark continuam a monte, será que irão encontrar local seguro, quem sabe? 
Confesso que  no inicio achei o livro um pouco confuso, mas com o desenrolar da história as novas personagens vão sendo enquadradas na história dos 7 reinos.