segunda-feira, 22 de julho de 2013

O valor do silêncio


Existem pessoas que não compreendem o real valor do silêncio e que por vezes precisamos dele para nossa companhia. Há pessoas que realmente não conseguem ficar caladas e que só sabem falar e quando aguentam nem cinco minutos em silêncio já começam os tiques as manias e a sensação que essa pessoa irá explodir nos próximos segundos.
Há situação que prefiro o silêncio para minha companhia, quando por exemplo estou a comer ou estou embebido em algum pensamento ou simplesmente quando alguém se lembra de fazer uma pergunta que só um acéfalo se lembraria de fazer.
Observando eu uma pessoa que apresenta estes sintomas dou por mim a um almoço em que essa pessoa começou a meter conversa com todos os indivíduos sentados à mesa. Visto que não obteve conversa decidiu estar menos de 20 segundos calada e após dar uma olhadela ao telemóvel virou-se para a mãe e começou a contar as mensagens que tinha tido com o namorado na noite passada. Sim como se numa mesa de 8 pessoas nós estivéssemos interessados em ouvir o que ela disse ao namorado. Mas sim a senhora mãe dela pareceu toda entusiasmada em saber que a filha tinha escrito um "pois" em resposta a um "hum" do namorado. Sim uma conversa muito instrutiva. Mas o pondo culminante foi quando a mãe desviou a atenção para um grupo de clientes que se sentou numa mesa perto, aí a miúda de vinte anos entrou numa tentativa de diálogo com a mãe dizendo "Estás com atenção ao que eu te estou a dizer?" "Estou a falar contigo" "O mãe toma atenção ao que estou a dizer" e por momentos pensei que a rapariga fosse ter uma apoplexia porque queria falar e não tinha interlocutor.

Sendo assim mais uma vez constatei que há pessoas que ganhavam mais em estar caladas, pelo menos não faziam certas figuras em frente de estranhos.
Mais uma vez digo O Silêncio vence tudo.

Já não é o que era


Tenho estado a ler alguns textos antigos para ocupar este meu tempo de férias. Com a leitura dos contos passando por variadas histórias veio-me ao pensamento a forma como se comunicava à tempos atrás.
Hoje em dia para comunicarmos com alguém nem precisamos de sair de casa. Temos a internet o telefone fixo, o telemóvel ou até mesmo o fax.
O mesmo acontece na informação. Se queremos saber o que se passa no mundo basta ligar a televisão ou ir ao computador e sabe-se logo tudo o que se passa ao redor.

Antigamente não era bem assim. Para sabermos as noticias tínhamos que comprar os jornais ou então com alguma sorte de já se ter alguma telefonia em casa para poder ouvir um leque escasso de rádios, na década de 40, não deve ter havido mais de meia dúzia de rádios em Portugal a nível nacional.
Ou seja tínhamos poucos meios para obter informação e muitas vezes chegavam-nos as notícias já bastante tarde.
Mas será que a informação era pior do que a que temos hoje?

Pois bem, aqui está uma pergunta difícil de responder. Havia menos fontes de difusão de informação, mas certamente que o padrão de qualidade era muito maior que hoje. Pelo menos não havia erros ortográficos ou até mesmo erros de informação como já detectei em alguns jornais diários portugueses.
As pessoas antigamente gostavam de ler o jornal, saíam de casa para comprar o jornal -as pessoas que sabiam ler e que tinham posses para adquirir um jornal como é obvio-. Hoje em dia já a informação chega-nos de tanto lado que tenho a impressão de que se perdeu o interesse em ir à procura da informação. Os jornais baixaram a sua qualidade de reportagens, as rádios idem e na televisão é melhor nem falar.
Meios que podiam difundir não só noticias mas também cultura curiosidades e afins, faz tudo menos isso, e quando o faz muitas vezes é com uma padrão de qualidade duvidoso.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Era Uma Vez...


Era uma vez uma criança. Ambiciosa inteligente que gostava de aprender. 
Uma vez esse miúdo na casa dos 10/11 anos, num restaurante à beira-mar passou o almoço todo a falar de vários assuntos escolares, até que o casal ao lado quando se dirigiu à dona do restaurante para pagar a conta lhe comentou "Aquele rapaz é sobredotado não é?"... Perguntas que se fazem. 
Este rapaz ouvi fazerem esta pergunta mais algumas vezes durante o percurso escolar, mas nunca foi grande aluno. Seja por falta de apoio extra-escolar, seja por ter apanhado alguns professores menos bons, ou porque simplesmente se sentia inútil. 
Envelheceu rapidamente, corpo jovem mente idosa. Ainda na idade pré-adulta os sonhos de jovem desapareceram todos. O optimismo deu lugar à cautela e à prudência. E os gostos foram envelhecendo e os estudos foram-se deteriorando. Tem vontade de mudar, mas a vontade por si só não chega. 
Ele muda, mas nada à volta muda por isso volta a ficar igual a si mesmo. 
Há mudanças que têm de ser radicais mas mesmo assim com algumas bases de apoio senão volta tudo a cair e volta tudo ao inicio. 


sábado, 13 de julho de 2013

A barreira dos mil

Hoje este blog passou das mil visualizações. Sei que para muitos mil visualizações não é nada, mas para mim era uma barreira a ultrapassar uma barreira que todos os meu leitores ajudaram a ultrapassar.
A todos que seguem este blog eu desde já agradeço a vossa paciência para os meus devaneios.
A todos um muito obrigado!
Faço votos para que continuem por cá acompanhando o que escrevo, e que vão deixando os vossos comentários.

Um muito obrigado a todos!

O primeiro do ano


Esta semana dei o primeiro mergulho dos últimos 2 anos. É verdade, tenho piscina e o ano passado nem a utilizei. Este fim de semana lá resolvi ir até a um dos terraços cá de casa apanhar sol (1ª vez em 4 anos), e lá olhei para a piscina e pensei "Esta semana venho cá dar um mergulho". E foi o que fiz tratei dos cuidados da piscina e lá me dirigi ao terraço esta semana duas vezes para dar um mergulho e apanhar sol.
E sim, a minha piscina é num dos terraços da casa, chamem-me excêntrico se quiserem mas lá em cima sinto-me seguro longe dos olhares da multidão que se fazem sentir lá em baixo no jardim.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Rádio

Sempre fui um apaixonado pela rádio. Desde muito cedo me questionava como é que uma pessoa conseguia falar e a sua voz sair em milhares de caixas para todo o mundo. Ainda me lembro da frustração que era quando não sabia "ler" estes painéis clássicos de sintonizar uma estação de rádio. Fartava-me de andar com o botão para um lado e para o outro e nunca apanhava nada!. Isto era a minha desilusão. Chegava o meu avó e num ápice, como que num gesto mágico naquele botão a rádio começava a tocar. Não sabia que números eram aqueles que apareciam nas extremidades e o que mais me indignava era que nunca ninguém se dignou a explicar-me o que era aquilo.
Depois tive a minha primeira aparelhagem a sério. Dava para por logo 6 cd's lá para dentro e ia mudando de cd quando o que estava a ser lido acabava, e imaginem, tinha 2 portas para por cassetes! Sim eu ainda tenho muitas cassetes e acho uma piada àquilo. Já dava para ligar à TV e por no modo "AUX" e ouvir o som que saía da TV nas colunas. Para mim o ecrã digital foi o melhor que me podiam ter dado, assim já via as frequências de rádio e sabia que números tinha que pôr para encontrar a rádio que queria.

Na altura sabia lá eu o que era uma frequência, ou uma onda, ou modelação em amplitude ou frequência. Os AM'S e FM's para mim eram coisas indecifráveis e olhava para os números da frequência como se fosse os números de uma porta, "Na porta 93.5 é a Rádio Voz de Alenquer".
Mais tarde descobri a maravilha de ouvir rádios estrangeiras no carro em AM, e isso ainda hoje para mim é uma brincadeira. Sim, gosto de ouvir rádios espanholas e francesas no carro! E já cheguei apanhar uma rádio árabe. Nostalgia para mim.
Agora rendido às novas tecnologias ouço rádio no computador ou no telemóvel, como já é através da internet aquele ruído característico de má recepção já não existe. O som é de grande qualidade e podemos ver na hora que música está a tocar naquele momento.

Hoje peguei no meu querido e amigo Albrecht e liguei-o após alguns meses de descanso e lá me tenho estado a deliciar durante a tarde a mudar de estações de rádio e sim, a matar saudades do ruído de má recepção. Só é pensa que este meu rádio não apanhe AM. Mas pronto, não se pode ter tudo.

Ah e só para que conste, eu já sei ler o painel analógico de sintonizar o rádio.

Ahh saudades!


Eu era um dos maiores apreciadores de água do Vimeiro. Ainda andava na escola primária e a única água que bebia (engarrafada) era água do Vimeiro a que eu vulgarmente chamava "Água com picos". Vulgarmente chegava ao pé do balcão de algum café e pedia "Queria uma água com picos sff". Era giro, eu gostava e era capaz de beber mais de 2 ou 3 garrafas de água do vimeiro numa tarde. Atenção, as garrafas que eu pedia era sempre daquela bojudas que havia que penso que deviam ter 50cl. Não me lembro bem, mas sei que eram umas garrafas gordas.
Cheguei a ouvir o senhor de um café onde costumava ir, comentar com o meu progenitor "Nunca vi ninguém a beber tanta água do Vimeiro do que este rapaz". Isto para mim foi um épico e senti-me único.
Mais tarde com o passar do tempo a Vimeiro decidiu trocar as garrafas bojudas por estas garrafinhas de 33cl pequeninas que parecem para meninos. Eu também, ganhando uma vida mais agitada, deixei de beber tanta água do Vimeiro.

Hoje senhoras e senhores, passados anos a fio sem beber uma garrafa de água do Vimeiro, decidi ir comprar uma garrafa destas de propósito. Foi um momento nostálgico para mim voltar a ter nas mãos a garrafa verde da "água com picos", e também foi com grande emoção que recordei as garrafas gordas que tanto gostava. Abri a pequena garrafa e vejo logo o som do gás a invadir-me os ouvidos, as bolhas a saírem como numa corrida dos 100m, e eis que meto a garrafa à boca e foi com um alivio que constatei que....(suspense)... O sabor da água continua o mesmo! Embora numa garrafa minúscula o sabor é o mesmo!.
Quem bem me soube aquelas gotas de água!

Aposto que as pessoas que dizem que a água Carvalhelhos, a água das Pedras ou até a Frise são as melhores águas com gás que existem.. Isso é porque nunca beberam água do Vimeiro!
Até agora a única água com gás que bebi que consegue ser parecida é a água Castelo! O resto para mim são imitações.

E pronto, posto isto, vai uma garrafinha de água com picos fresquinha? Vamos nessa!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mais um almoço.. Mais uma tortura!


Conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que fui comer a casa de outrem. Sinceramente penso que com o almoço de hoje só fui 3 ou 4 vezes comer a casa de alguém. Pelo menos que me lembro. A minha casa pelo menos nunca ninguém foi convidado a comer.

Começando pela cortesia de se estar em casa de outra pessoa, maneiras de estar à mesa, desconforto por sair da minha rotina e as conversas de circunstância.
Hoje a comida estada do meu agrado. Só desapreciei foi no fim do almoço. Começando as pessoas bebendo o seu café o dono da casa, um dos que falei no post anterior, veio-me com a conversa de "Tenho ali uma coisa para tu provares". Eu como ainda não recuperei do estômago e como decidi parar de beber álcool disse-lhe logo de imediato - hoje não, hoje não me apetece beber nada- ao qual ele respondeu "Mas isto é aguardente de mel é uma maravilha". E sem que eu desse conta já tinha um copo à frente e ele a abrir a garrafa... Bebi o pouco que tinha no copo e disse-lhe por cortesia - É boa sim senhor!- , mas na realidade achei aquilo doce de mais para mim. Ele de seguida respondeu " É muito doce não é? isto é mais para as mulheres"...
E de repente levantou-se na mesa, eu não liguei, simplesmente puxei do tablet e entreti-me pelo twitter e a pensar que já me tinha livrado de um inconveniente a querer obrigar-me a beber.
Passado uns minutos vejo-o a abrir uma garrafa de aguardente minha desconhecida, e por instinto afastei o copo de mim e disse logo - Não não, hoje já não vai mas nada, não quero mais nada- , após várias insistências dele lá me voltou a por bebida no copo. Provei a dita aguardente, esta não era má, até era bastante boa mas eu não estava com disposição. Felizmente passei o copo para o progenitor com a desculpa *deixa estar que isto dá para os dois+
E assim me obrigaram a quebrar a minha dieta, mas portei-me bem e só bebi o indispensável para a boa educação.
O resto da tarde foi a assistir a sucessivos jogos de sueca e a rezar para poder sair dali o mais rápido possível, já com internet no tablet estava a ser um tempo custoso de passar, agora imaginem lá aquela hora que passei quando a bateria se foi?...

Bom pelo menos ao jantar não bebi nada. Estou a portar-me bem!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A caminho das dietas


Não. Não vou fazer dieta de comida.
À dois dias o mandriam do meu aparelho digestivo decidiu entrar é revolta por alguma coisa que comi no dia anterior. De bebida não foi porque não tinha bebido álcool.
Aproveitando isso como desculpa comecei a reflectir, nos excessos de coca-cola às refeições e nos digestivos a seguir ao jantar, nas aguardentes e whiskys que me souberam pela vida ou nas mesmas bebidas que porventura me sabiam mal de quando em vez.
De repente notei em duas pessoas que fazem deste meu hábito uma religião para mim. Isto é, sempre que acabo de jantar vem a pergunta da praxe "Então e agora? Vai um digestivozinho?" "Então e agora vai um bagaceira?" "Então e agora...?"
Senhores lá por eu gostar de degustar algumas bebidas a seguir à refeição, é mesmo por gosto, não por obrigação ou porque sim simplesmente.
Mas parece que estes dois decidem tornar este hábito igual ao deles que passam tardes na taberna de volta das mines e depois chegam a casa com a barriga de cerveja e caso o Benfica perca já se sabe o que acontece...
Não, não sou nenhum bêbado de taberna nem pretendo ser. Apenas tenho os meus hábitos os meus gostos e não gosto que interfiram nisso.

Ponto assente. Deixei de beber coca-cola às refeições e de beber álcool a seguir ao jantar. Agora só águinnha que é bom para a saúde.
À parte disso, vou começar também a fazer exercício físico.