terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais Um!


Hoje foi o Exame Nacional de Matemática. Correu-me bem. Agora só espero que as expectativas se cumprem. Não o achei muito difícil, mas também não era fácil. Isto é, é o nível de dificuldade normal.
Agora só me falta o exame de inglês para a semana.

Posto isto, let's have a drink!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Oportunidade


Até que ponto sabemos dar oportunidade a um livro? E a um autor?. Até que ponde o título ou a capa de um livro nos influencia? Coisa estranha...

Venho-vos falar de Saramago, este autor português dispensa apresentações, já todos sabemos quem é.
Faz parte do Plano Nacional de Leitura darmos o Memorial do Convento no 12º ano. Para ser sincero? Não consegui passar das 15 primeiras páginas. Não gostei do modo de escrita. Não me adaptei às constantes ironias. Não gostei do realismo mágico. O mesmo não posso dizer de Eça de Queirós, adorei Os Maias e sou apaixonado pelo realismo de Eça. Pela mesma corrente de pensamentos também gosto muito de Júlio Dinis. Mas de Saramago não gostei. Eu sei que são estilos de escrita diferentes e que não é possível comparar... Mas eu comparo.

Hoje no exame nacional de português li um texto de António Lobo Antunes pela primeira vez. Achei interessante a escrita. Ao principio pensei que fosse um texto de Saramago e não nego que fiquei surpreendido quando vi o nome do autor. Acontece. Fiquei surpreendido.
Estou a pensar seriamente em dar uma nova oportunidade ao autor do Memorial do Convento e por arrasto de ideias a Gabriel Garcia Márquez e a Lobo Antunes também.
Acho que quando acabar a actual leitura vou resgatar o Memorial a alguma estante esquecida lá por casa.
Pode ser que seja desta que fique surpreendido pelas correntes literárias actuais.... ou não.

Afinal Habemus "examus"

São uns malandros. Passei a noite em claro na incerteza de haver ou não exame de português hoje.
De manhã alimentaram-me a ideia de não haver exame. Mas eu sempre desconfiei porque os professores da minha escola nunca foram muito de greves. São muito certinhos (aposto que sofriam de bulling quando eram estudantes).
E foi o que aconteceu. Cheguei à escola e cruzei-me logo com o presidente do concelho executivo que me disse logo "Bom dia! Tu é na sala 6 como nos outros anos, é tudo igual" Obrigado sr. Muito porreiro. Sim o meu exame é em condições especiais por isso vou sozinho para uma sala com dois examinadores a olhar para mim enquanto vejo o enunciado do exame no computador.
Houve exame na minha escola, marafados dos professores da minha escola decidiram não fazer greve como de costume.
E pronto lá fiz o exame e correu-me bem. Mas pronto, Ricardo Reis logo de inicio? Até fiquei almareado, eu gosto de Reis mas já não tenho português à 1ano por isso já estou desabituado a poemas muito elaborados, mas fez-se.
Agora só falta o de inglês e de matemática A.


E eu ainda acordado!


Estou a poucas horas do exame nacional de português. É amanhã às 9:30h. Já devia estar a dormir, mas o sono não vem. Deitei-me por volta das 00h, passados 15 min decidi ir ao encontro de Hipnos mas fui mal sucedido. Passado 1h ainda estava às voltas na cama até que decidi parar de tentar adormecer. Foi então que resolvi deixar a mão ao portátil e ir-me entreter para o twitter e agora a escrever este post.
Nunca me tinha acontecido ficar com insónias por causa de um exame ou de um momento de avaliação. Mas como se costuma dizer << Há sempre uma primeira vez para tudo>> e hoje foi a minha primeira vez de ficar "nervoso" antes de um exame. 
Sorte ou não, o que me sustenta a moral é que tenho isto vai ser só uma melhoria pois já passei à disciplina e respectivo exame o ano passado.
Agora só espero é que os professores não decidam fazer greve. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Almoço... ou tortura?


Maldita ideia que tal vil pessoa teve ontem quanto estava a jantar no restaurante do costume. Uma pessoa que deixou o seu grupo e se dirigiu à nossa mesa com um convite se se podia fazer uma sardinhada no jardim do restaurante no dia seguinte (hoje). Convites aceites. 
Sinceramente pensei que a tal sardinhada nunca se fosse realizar, como a maioria dos convites à moda portuguesa. 

Hoje à hora de almoço lá me telefonaram a avisar do tal almoço. E logo começou a minha tortura. Primeiro ponto, não gosto de sardinhas. Fácil de resolver, a cozinheira fez uma febra para mim. 
Segundo ponto, vou ter que comer ao ar livre, perto de um gralhador a carvão que só cheira a sardinha. Sim realmente o cheiro incomoda-me mas pronto.  Terceiro ponto, ia almoçar com gente que não tenho lá muita ligação, ou seja, ia ser uma tortura. 

Saio do restaurante desço as escadas até ao jardim. Num lado à sombra vejo uma mesa redonda de madeira e uns metros ao lado, o famoso grelhador com as famosas sardinhas. Primeira coisa a correr mal, a net 3G do telemovel por algum motivo deixou de funcionar. logo já não me pude entreter no twitter durante o almoço.  Aguardei em pé até vir a minha febra com batatas fritas. Ora como já se estava a sentar tudo à volta da mesa com sardinhas, eu sentei-me um pouco atrás -aí um meio metro da mesa- com o prato da carne no colo e a começar a comer. Lá começou a simpatia das pessoas que me irritou um pouco. Arranjaram logo um espaço na mesa para mim. Uns com a desculpa que eu estava a apanhar sol e que faz mal, outros com a desculpa que há muito espaço na mesa. O que é certo é que não pude apanhar sol - que eu gosto bastante de sol - e ainda por cima tive de ir para o meio de pessoas que comiam sardinhas. 
E o twiiter que nunca mais funciona...

À mesa ouvi conversas bastantes interessantes, desde periquitos que falam, à teoria que o sal de cozinha faz mal porque contem cloreto de sódio. Mas será que esta gente não sabe que o sal de cozinha é Cloreto de sódio? ... Bom isso também não interessa. 
Assim que pude esgueirei-me dali para fora fi-lo. 
Quando cheguei cá a cima deparo-me com as senhoras que me acusaram de não ter ido oferecer-lhes sardinhas. Ora a culpa é minha? Estive lá contrariado e ainda por cima comi carne e ainda me caem em cima por não ter ido oferecer? Ora os maridos delas que lhes fossem oferecer, não tenho nada a ver com isso.

E pronto assim se passou um almoço. Espero que não se lembrem de repetir. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

O conto abaixo

Foi com base num pequeno desafio com a Ângela, uma amiga minha, que construir o conto do último post.
Ela há tempos atrás desafiou-me a escrever um conto, com a argumentação de que gosta muito da minhas escrita. Bem, na sexta feira à noite decidi aceitar o desafio já esquecido e comecei a rabiscar o primeiro rascunho do conto. Fui escrevendo ao longo destes 3/4 dias. E hoje o publiquei. 
O conto é totalmente fictício apenas falei na primeira pessoa por uma questão de jeito de escrita. 
Espero que seja do vosso agrado e se quiserem estejam à vontade para deixarem o vosso comentário.
Pode ser que no futuro apareça mais contos aqui no blog. 

A todos os leitores que lêem o meu blog, um muito obrigado! 

Ass; Marcel Goulot. 

O conto prometido


Não. Ela não é uma diva. Nem tão pouco uma princesa. Ela remexe tudo onde passa. Ela não deixa nada nem ninguém indiferente à sua passagem. Tão depressa está embrenhada numa ternura característica e nos demostra a suavidade do seu ser, como no momento seguinte age como um chicote ziguezagueando pelo ar trocando as voltas ao que quer que se aproxime, mostra as garras e mostra a sua essência selvagem. Ela é como um furacão. Ela é uma mulher. Tem fibra, aço, doçura ternura e fragilidade, tudo dentro de um só corpo. Tudo dentro de um só coração. Tudo dentro de uma só alma. É uma mulher de armas, que não hesita em mostrar as garras e lutar pelo que quer, perseguir os seus sonhos, ou num devaneio, fazer o que lhe apetece. 

O seu cabelo castanho envolve-nos numa sensação de maturidade, confiança, entrelaça-nos a alma como se viesse de uma união entre a natureza e o Homem. O azul-esverdeado dos seus olhos oferecem-nos a sensação de conforto e ternura que alguma vez um ser-humano teve. O resto das características deixo ao critério dos leitores. 

Ao descer uma certa rua de Lisboa deparei-me com o prédio onde ela trabalha. Olhei para as janelas espelhadas e comecei a divagar sobre em qual janela estaria ela por detrás, senti um impulso que lhe poderia lançar uma pedrinha à janela num gesto de a chamar para abrir a janela, dizer que eu ali estava, a pensar nela. Ao mesmo tempo passava um vendedor de flores ambulante, indiano? marroquino? talvez. Senti-me tentado em comprar-lhe as flores todas, atravessar a rua, subir as escadas correndo até ela. Oferecer-lhe as flores num encontro improvisado, talvez sentido o mesmo que muitos sentiram ao entrarem à noite pela janela do quarto da sua amada na escuridão e silencio da noite para que se entregassem nas asas do amor, mas sempre com receio que alguém aparecesse e estragasse aquele segredo que só a eles lhe pertencia.
Foi assim que me senti. Queria dizer-lhe tudo. Ao invés disso, deixei ir o homem das flores sem lhe dizer nada. Caí em mim. Afinal não passo de mais um comum mortal embebido neste sentimento que é o amor. 
Continuei a descer a rua. 

Os movimentos começaram a deixar de ser tão fluídos. As pernas começava-me a doer. O telemóvel que ocupara a mão direita deu lugar a uma coisa de madeira, uma bengala reparei instantes depois. Custava-me andar direito. Tentei, mas desequilibrava-me, rendi-me à bengala. Não percebi o que me estava a acontecer. Seria um sonho? Estava no Rossio. parei. Fui até a uma montra ver-me ao espelho. No meu lugar estava um idoso magro e com as minhas feições. As costas um pouco curvas. Não sei explicar mas já me estava a encaminhar a custo até à casa havanesa no chiado. Não conseguia controlar os pensamentos e muito menos os meus movimentos tudo se descontrolara. Deixara de ter vontade própria para assumir um papel de uma marioneta. Ia em direcção ao chiado. Tudo se apagou. Fiquei amnésico. 
Senti uma mão a tocar-me no ombro e alguém a palrar umas palavras indecifráveis. O telemóvel voltou a estar na minha mão. Conseguia andar numa posição erecta, e já não tinha dores no corpo. A vista deixou de ficar turva e vi onde estava, perto dos armazéns do chiado. Como é que eu fui ali parar? Teletransporte? Não faço ideia. De novo volto a ouvir umas palavras vindas de alguém que me agarrava o ombro. As palavras clarearam, olhei para o lado esquerdo e ali se encontrava um amigo meu de longa data "Então pah? O que é que andas a fazer?" dizia-me ele. O que ando aqui a fazer? nem eu sabia como é que poderia responder? De repente uma cronologia passou-me diante dos olhos. Sei o que se passou. 
Atravesso a rua apressadamente. Ouço-o a gritar-me "Onde é que vais?" Do outro lado da rua já num passo apressado voltei-me para trás e disse-lhe Tomar decisões, meu amigo, tomar decisões! 

E foi o que fui fazer..... tomar decisões. 



Autoria; Marcel Goulot 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cuidado com os radares


Esta manhã ao entrar no carro e ligar o rádio, numa estação aleatória, dou por mim a ouvir uma das locutoras a dizer "Tenham cuidado, moderem a velocidade porque os radares andam por aí escondidos, bem escondidinhos e depois podem aparecer surpresas desagradáveis". A outra locutora respondeu-lhe algo que não me lembro, mas tudo num ambiente cheio de sorrisos, alegria e boa disposição.

O que mais me intriga, já há muito tempo, é a necessidade de as pessoas controlarem a velocidade não por uma questão de segurança, mas sim por uma questão de terem medo da multa.
Na minha opinião, sempre achei os limites de velocidade, não uma barreira para a caça à multa, mas sim um número que informa os condutores das velocidades que se deve manter para nossa segurança.
Concordo com os limites fora das Autos.estradas, tendo em conta que há muitas estradas com condições para se andar a mais velocidade mas que o sinal indica o contrário. Tirando a má sinalização concordo com limites de velocidade para a nossa segurança.
Já nas AE's, bem, aí já sou da opinião que não devia haver limite de velocidade. As auto-estradas são vias sem cruzamentos, em que os carros vão todos no mesmo sentido e são sempre a direito. Penso que aí não devia haver limite de velocidade. Mas pronto. quem sou eu para opinar.

Por isso não se esqueçam, mesmo que estejam no meio de um furacão, podem continuar com o cruise-control nos 120km/h na AE que não apanham multa, já a vossa segurança não posso opinar.