domingo, 31 de março de 2013

Um devaneio... Um poema

Ontem à noite, chegado a casa e já com alguma abundância de aguardente de medronho no estômago foi até à janela. Recordei-me, nem sei por que razão, de uns tipos de poemas que "dei" na primária. Uns em que a última palavra de um verso era a primeira palavra do verso seguinte, outros em que cada verso começava por um número, etc... Sinceramente não me lembro de como se chamava esses tipos de poemas e também não me dei ao trabalho de procurar pelo nome dos mesmos.

A certa altura dou por mim com uma folha de papel em cima da mesa e uma caneta na mão, a escrever uns versos do segundo tipo de poema que referi anteriormente. Ao mesmo tempo que ia escrevendo ia recordando algumas memórias campestres da minha infância de quando vivia no campo. À parte disso, o poema ao qual quando o escrevi até achei certa piada hoje voltei a lê-lo e achei um pouco sem nexo, mas mesmo assim resolvi pegar na máquina e tirar um foto ao poema para o postar aqui afim de o partilhar com vocês. Não está muito poético, mas foi até onde o meu fugaz estado de alegria e inspiração poética me levaram, naquele momento ébrio do meu dia



sexta-feira, 29 de março de 2013

A Páscoa

Estamos na época da Páscoa. Sinceramente  nunca entendi bem a tradição de associar a Páscoa a ovos e a coelhos. Quando era criança quando ia a quinta dos meus avós maternos, sempre ia à zona onde a minha avó tinha os coelhos para ver se tinham algum ovo, triste fiquei quando me disseram que os coelhos não punham ovos.
Embora os meus avós maternos sejam católicos crentes eu sempre tive uma veia agnóstica. Neste momento considero-me ateu, o que às vezes choca a minha avó quando me pergunta alguma coisa sobre rezas e eu não sei e argumento que não ligo muito a isso visto que sou descrente, embora seja baptizado.
Não me lembro de ter tido almoços em família nesta época ou outro tipo de confraternização familiar.
Talvez isto tenha contribuído para este meu desapego à tradição de não comer carne na sexta feira santa.

Sim, parece que hoje é dia de dizer Não à carne. Agora pergunto-me se hoje, supostamente, não se deve comer carne também não se deverá comer peixe. Porque se formos a ver peixe é carne, só que é carne de um animal aquático. Para ser sincero também nunca percebi muito a distinção entre peixe e carne. Ou seja se forem animais aquáticos é considerado peixe (ou marisco, consoante o ser vivo), se for um animal não-aquático, já se chama carne, quer seja uma ave ou um mamífero. Portanto se hoje é dia de não comer carne devíamos só de comer verduras. Se olharmos por este prisma ninguém respeita a tradição à regra excepto vegetarianos é claro.
Posto isto, daqui a pouco vou ao restaurante do costume saciar-me com uma picanha na pedra para o almoço, que me foi prometido ontem ao jantar pelo dono do mesmo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Regresso de Sócrates


Ontem, Quarta-feira 27 de Março,  José Sócrates, voltou a dar a cara ao fim de dois anos de silêncio.
Sócrates foi convidado pela RTP para ser comentador político. 
O nosso ex-rpimeiro-ministro ontem foi entrevistado afim de fazer um paralelismo entre o governo deste e do governo de Passos Coelho, e a forma como algumas decisões contribuíram para a crise económica que se vive no nosso país. 

Sinceramente eu gostei de ouvir José Sócrates ontem. Sempre fui fã de Sócrates devido a este ser um "animal político". Sempre teve estofo para aguentar qualquer tipo de pressão política e dar a cara por pior que fosse a situação, coisa que o nosso actual PM deixa muito a desejar. 
Achei bastante pertinente também as várias criticas que Sócrates fez a alguns representantes do nosso governo e a alguns meios de comunicação social. Pena os comentadores não saberem "puxar" mais pelo nosso ex-Primeiro-Ministro sendo que foi este que conduziu toda a entrevista e não os comentadores.
Tirando isso, fico com alguma satisfação de voltar a ver o Eng. Sócrates em debates e comentários políticos, porque tenho plena consciência que este veio avivar os actuais debates/comentários que há muito estavam adormecidos e uniformizados.