Mais um livro acabado. Já o tinha há uns anos para ler, comecei mas depois desisti, mas desta vez olhei para ele na estante lá de casa e pensei "desta é que vai ser" e foi mesmo.
Um livro muito interessante narrado na primeira pessoa. Este livro conta-nos a relação que Salazar teve em relação à Família dos Duques de Bragança. Desde enquanto estavam no exílio na Suíça até ao acidente que teve em 1968.
Na realidade Salazar sempre esteve muito próximo dos monárquicos, ou pelo menos, queria-os ter por perto para controlar uma possível restauração. O Presidente do Conselho era amigo pessoal de Dona Filipa, mas tentou sempre manter uma distancia com os restantes membros da Família Real, principalmente com D. Duarte Nuno. Este livro relata a vida do Rei (que não foi) no exílio, de como veio para Portugal após a II Grande Guerra, sempre recorrendo a cartas e a memória do autor do livro que foi um grande defensor da Causa Monárquica. Mais tarde relata-nos como iria ocorrer a "revolução" ou restauração da monarquia em 1959, em que o autor foi interveniente e acompanhou o processo com o Rei e os revoltosos. Essas movimentações valeram-lhe alguns "problemas" com a PIDE que nos relata também no livro.
Estes são os traços gerais que mais retive. Obviamente que há muitos pormenores interessantíssimos que não irei descrever aqui porque fica a cargo do leitor os descobrir.
A leitura é acessível embora um pouco pesada, isto é, o livro é um pouco denso, foi essa a razão de ter demorado bastante tempo a lê-lo. Mas valeu a pena.
Aconselho vivamente este livro, que nos dá uma perspectiva do Estado Novo e da Monarquia que dificilmente alguém nos mostra e muito menos nas escolas. Para mim foi uma descoberta bastante enriquecedora.
Boas Leituras.