Quem é Lilith, perguntam vocês? Lilith foi a primeira mulher de Adão. Não esta parte não vem no livro sagrado cristão tal como muitos outros textos religiosos este não faz parte da Bíblia. Segundo consta Deus criou primeiro Adão a partir da terra e passado uns tempos disse "O Homem não pode estar sozinho" e também a partir da mesma terra criou Lilith, a primeira mulher de Adão. Lilith nunca quis ser submissa exigia a igualdade a Adão e queria ter vontade própria e os mesmo direitos que os homens. Terá sido Lilith a primeira feminista? Sim com toda a certeza que foi. Devido a estas condutas tão pouco "religiosas" Lilith foi expulsa do Paraíso, e para Adão não estar sozinho Deus criou uma segunda mulher, mas desta vez a partir de uma costela de Adão, assim ela seria sempre submissa a ele. A Lilith foi-lhe dado o castigo de uma serpente lhe comer cem filhos por dia - como se ter cem filhos por dia já não fosse um castigo. A esta Figura é-lhe atribuído a doença o infanticídio e a morte, sendo que lhe é atribuído o poder de "matar" as crianças ainda no útero materno. Segundo se diz foi Lilith quem se transformou em serpente e deu a famosa maçã à Eva por motivos de ciúmes e "raiva". Em termos gerais é esta a história de Lilith. Agora em termos concretos o que isto significa?
Por um lado esta história é uma explicação aos abortos espontâneos, ou pelo menos uma tentativa. Antes de haver ciência a explicação para os factos da natureza eram feitos através de crenças divinas. O primeiro ponto está explicado e até se compreende bastante bem a sua utilização. O segundo ponto é mais delicado pois refere-se à submissão da mulher ao homem e no castigo divino que isso acarreta. Isto é, acredita-se que a mulher tem que ser submissa ao homem senão é castigada.
Se formos recuar até aos primórdios da civilização, éramos todos livres, não havia leis, não havia religião, e muito menos havia cidades ou vilas. Podia-se dizer que havia de vez em quando um conjunto de pessoas que faziam umas "palhotas" perto umas das outras onde havia mais alimento e também para maior auto-protecção. Foi assim que tudo começou. De livres e nómadas tornámos-nos sedentários e começámos a edificar as primeiras aldeias e como tal precisaríamos de algumas regras para vivermos em concordância todos juntos. Ora de seres livres passamos a ser controlados pelo grupo ou "sociedade" e a nossa liberdade termina quando a do Outro começa. Assim se começou a criar a cultura os costumes e os aglomerados de palhotas foram aumentando até serem cidades e grandes metrópoles. Com esta evolução cresceu a necessidade de explicar os fenómenos naturais e a forma mais fácil que apareceu foi idealizarem que "lá em cima" haveria homens maiores que nós e com poderes sobrenaturais e muitos até são representados como tendo partes de corpo de diferentes animais. Assim se criaram as primeira crenças religiosas que vieram mais tarde dar origem às crenças do Antigo Egipto à Mitologia Clássica e mais tarde às religiões monoteístas. Isto é os poderes que dantes pertenciam a várias entidades dividas, agora perecem a uma só entidade. O mais interessante disto tudo é que a religião não só nos tenta explicar os fenómenos naturais, como também serve para controlar a sociedade. Ou seja a religião tenta-nos dizer/ditar a forma mais correcta como devemos viver para atingir uma vida eterna no paraíso onde lá teremos a plenitude necessária e desejada, mas para isso é preciso fazer alguns sacrifícios na vida terrena. Ora isto visto assim vemos logo que a sociedade estava a ser controlada/manipulada pelas alta entidades religiosas seja ela de que religião for. A par com a política a religião controlava tudo.
Podemos dizer portanto que passámos de pessoas livres para pessoas controladas pela "protosociedade" e mais tarde pela religião/crenças religiosas/divinas. Aqui podemos ver que ao longo da nossa história há sempre uma necessidade de satisfazer a nossa curiosidade e que tem sido sempre aliada à sede de poder e à autoridade de outras pessoas. Portanto nós só queremos poder e domínio e há quem se aproveite dos nossos medos e da nossa curiosidade para controlar isso. Portanto acho que será oportuno acabar este texto com célebre frase de Thomas Hobbes em que este diz;
"O Homem é o lobo do próprio Homem"
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