sábado, 12 de outubro de 2013

Uma gota de assunto num mar de ideias


É isso mesmo. Porquê que nos fogem as ideias? Porquê que ficamos sem assunto quando mais precisamos? Porquê que os pensamentos se baralham? Porquê?
São tantos os "porquês" que parece que regressámos à infância em que questionávamos tudo o que víamos. Há coisas que não se explicam, simplesmente entendem-se.
Muitas vezes estruturamos uma conversa, com calma, conseguimos prever e dar a volta a qualquer coisa que falhe ao nosso planeamento mas tudo isto mentalmente.
Quando chegamos a vias de facto os nossos planos fogem, as ideias voam com o vento e as palavras ficam presas nas cordas vocais, em suma, não sabemos o que dizer. Não sabemos o porquê, apenas sabemos que acontece.
Talvez será pela pessoa nos mexer com o nível de nervosismo de tal modo que nos conseguem embriagar a lucidez do nosso pensamento. A presença da pessoa conta muito.

Há também uma certa culpa do nosso modo de olhar as coisas. Quanto mais pensamos em que não podemos ficar sem assunto e que temos de arranjar assunto para não deixar a outra pessoa indiferente à conversa, BAM! É mesmo aí que ficamos sem assunto. O nosso cérebro é um malandro que nos atraiçoa quando mais precisamos dele, já viram? Estruturamos tudo com a ajuda dele, mas quando mais precisamos ele dá-nos uma nega. Parece que faz de propósito o molho de neuróneos que temos dentro da caixa craniana, muito gosta ele de nos fazer passar por tolos ao pé de certas pessoas... Cérebros, não há quem os entenda!