segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Copo cheio....Copo Vazio


 No Sábado ao jantar, estava eu sentado à mesa ouvindo as outras pessoas da mesa a pedirem as sobremesas e afins e como é habitual não pedi nenhuma sobremesa. Por outro lado havia um grupo no mesmo restaurante que me prendia a atenção. Era um grupo de cerca de 40 pessoas, ca casa entre os 25-30 anos. Grupo esse que fazia um festim cada vez que alguém levava um copo à boca com a máxima de "se queres ser um dos nossos, tens que beber até ao fim...". Entretanto na minha mesa já se ia pedindo os cafés quando o duas pessoas da mesa pedem um whisky. Fiz o comentário da praxe à pessoa que se sentava à minha frente «Pede duplo à la Churchill». Para quem não sabe, Winston Churchill foi Primeiro Ministro no Reino Unido durante a II Grande Guerra. Este tinha por hábito degustar bons charutos acompanhados por um whisky duplo.
 Para qual não é o meu espanto quando chegam os copos à mesa e à minha frente foi posto um copo quase meio, no qual o meu pai fez o comentário "Parece que ouviram a nossa conversa".
Entre o advogado a beber e a conversar com os restantes da mesa e o grupo ao fundo na sala que fazia um barulho extremo, tal era a diversão, dou por mim a observar o copo. O copo de whisky normal como todos os outros meio cheio mas que me fez pensar e ponderar na situação em que me encontro. Nas relações que estabeleço nas relações que gostava de ter estabelecido, na forma como ajo, no individuo que sou, como penso...
Enfim fiquei lentamente focado naqueles dois parâmetros do; - O que eu sou? E o que eu gostaria de ser?- .
Olhei mais uma vez para o grupo e fiquei com vontade de me juntar a eles de estar ali num grupo onde exista uma certa camaradagem e que fuja a alguns controlos secundários. Fugir àquela sensação "Não estou a ser controlado directamente, mas todos sabem cada passo que dou".  Enfim fiquei com a necessidade de me sentir liberto e de querer mudar muita coisas que infelizmente não é fácil mudar nos tempos de hoje.
Como seria eu se mudasse o que quero mudar? Será que me daria melhor ou pior? Pois estas respostas só podem ser respondidas na nossa imaginação visto que há mil e um factores que influenciam a realidade, sendo que nunca sai exactamente como nós imaginamos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O medo da mudança


Quem nunca teve medo de mudar? Quem nunca fez alguma coisa que no fim parece que estava sozinho e que vez a coisa errada? Quem nunca gostava de ter sempre alguém ao lado para nos apoiar e incentivar?

Momentos em que nos sentimos extremamente confiantes e integrados numa realidade. Sentimos-no alegres e com força para sustentar esses estado de espírito. Olhamos para o lado e sentimos que somos importantes para a nossa rede social, «a pessoa "X" hoje falou-me» « a pessoa "Y" partilha das mesmas ideias que eu»... e pensamentos assim do género. Aí nós pensamos que estamos realizados e que a partir dali podemos olhar para o nosso futuro de outra maneira. Pensamos que "agora sim" a nossa realidade está sólida, encontramos o caminho certo. E todo o nosso quotidiano começa-se a reorganizar em torno dessa realidade construída com base em esperanças e expectativas.

Mas rapidamente nos passa essa efémera alegria. Percebemos que as pessoas que pensávamos que estavam a simpatizar connosco afinal estavam só a fazer uso da sua cortesia. Que afinal as nossas ideias e crenças ficam sem qualquer base e caem por terra. Toda a gente está perto mas aos nossos olhos estão cada vez mais longe. A nossa auto-estima e o nosso auto-conceito traem-nos. O nosso sub-consciente joga com os nossos sentimentos de forma sádica e cruel. Enfim de um momento para o outro tudo se desmorona sem piedade. Ou pelo menos assim os julgamos. Começamos a por em causa as nossas acções e porque as fazemos. Ficamos sem forças para continuar e para saber o que realmente sentimos ou o que realmente queremos. Sem demora entramos num labirinto de sentimentos ora estamos alegres e cheio de forças, ora estamos envolvidos numa névoa que nos aprisiona em nós mesmos.

Até que chegamos a um ponto em que caímos e perguntamos, "Quem sou eu?" "O que faço aqui?" "Para onde vou?" "De onde venho?" "O que é suposto eu fazer?"...
E muitas mais perguntas assim virão mas infelizmente a resposta raramente as acompanha.