terça-feira, 31 de julho de 2012

Onde o "bichinho" literário começa...






Estive eu ontem à tarde em casa dos avós a levar alguns livros para lá, visto já não ter espaço em casa. Para qual não é o meu espanto enquanto estou a ver uma vista de olhos pelas estantes, quando vejo o primeiro livro que li. Tem o titulo de Anatomia de um Regicídio e foi escrito por José Ramos Perfeito.
Li o meu primeiro livro tinha eu 16 anos. Os meus pais nunca me encentivaram para o acto da leitura, ler ou não ler para eles é igual. Num certo dia estando eu a passear lá entrei numa livraria pela 1º vez. Logo na porta comecei a sentir o cheiro dos livros e a entrar no mundo da literatura. Lembro-me que senti algo mágio a olhar para tanto livro e a tentar desvendar o que cada um traz escrito. Fiquei com vontade de trazer todos os livros. Mas na verdade só trouxe o acima descrito. Comecei a lê-lo no mesmo dia. visto eu adorar história, e rápidamente devorei as suas 176 páginas. Quando acabei o livro dei por mim a pensar «gosto disto acho que vou começar a ler» e pronto agora é o que se vê estou sempre rodeado de livros e ainda hoje quando entro numa livraria sinto vontade de levar todos os livros comigo.

Dou por mim a pensar, agora, na quantidade de jovens leitores que temos e no papel dos pais a incutirem a vontede de ler aos filhos e de lhes apresentar o mundo de descobertas, pensamentos alheios e montes de aprendizagens que se absorve com a leitura. Porém fico um pouco assustado a pensar em como os jovens de hoje em dia tratam a cultura em geral. Acho que estamos a precisar de uma re.educação cultural e uma estimulação extra para criar de novo a sede de descobrir e de conhecer, pois como se costuma dizer - O saber não ocupa lugar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma enorme perda!




Foi com uma triste mágoa que esta tarde, estando eu a dar um passeio recebo um telefonema em que me disseram que tinha falecido José Hermano Saraiva.
Rapidamente um manto de melancolia me envolveu e veio-me à memória quando tive a oportunidade de conhecer o senhor e da pequena conversa que tivemos. Veio-me à memória também quando era mais pequeno, no tempo em que ainda andava na primária e eu parava tudo para ir ver o programa A Alma e a Gente que dava na RTP2. Ainda hoje em dia vejo tais episódios quando dá na RTP Memória. Também é com grande estima que guardo uma colectânea de 6 DVD'S em que Hermano Saraiva conta a nossa História.

Penso que é nosso dever enquanto cidadãos portugueses não deixarmos cair no esquecimento este grande senhor e que devemos dar a conhecer toda a sua obra e o grande homem que foi e o contributo que deu para o conhecimento da nossa história. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A arte de bom consumir


Este titulo pode parecer um tanto ou quanto irónico ou até zombeteiro. Mas na realidade rapidamente percebemos que afinal o consumir e a forma como se induz um consumidor a comprar determinado produto é mesmo uma arte.

Quantas vezes vamos ao super-mercado com uma lista específica de compras e quando entramos esbarramos sempre com objectos do nosso interesse e acabamos por compra-lo e acabamos por sair sempre com algumas compras adicionais. Isto acontece devido às estratégias de marketing que apelam ao nosso lado irracional para despachar determinado produto. À parte disso ainda há as famosas promoções. Baixa-se o preço dos produtos num determinado espaço de tempo afim de chamar a clientela. Coisa que nós enquanto consumidores vamos aproveitar a promoção afim de poupar-mos dinheiro. 

O tempo em que os Mercedes eram para os ricos, tempos em que te rum carro já era um luxo. Agora as famílias é uma carro para a mulher outro para o marido e um para cada filho e é quando a mesma pessoa não possui dois carros. No nosso quotidiano é frequente ver jovens a serem idolatrados por terem um telemóvel da marca "X" ou da marca "Y", ou de ter uma boa colectânea de likes no Faceboock ou por terem um carro todo alterado, etc .... E agora pergunto, e os bons alunos, os jovens com bom desempenho no desporto e em demais actividades? Não têm lugar para serem admirados também?...
A realidade é que hoje em dia o consumismo e os bens materiais superaram o que são as pessoas em si e até a socialização entre as mesmas. Temos como exemplo jovens que praticamente em vez de jantarem com a família jantam com os telemóveis. Ou como eu já vi, dois "melhores amigos" sentados lado a lado mas a falarem por sms

É interessante do quanto se fala em crise mas cada vez mais se vê carros novos na rua, telemóveis topos de gama etc...
Sinceramente eu penso que a tão famosa crise de que se fala não é devido à falta de dinheiro, mas sim à falta de bom senso na forma como se emprega o pouco dinheiro que há. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Agradável descoberta

No outro dia resolvei sintonizar o rádio da sala na Antena 2, afim de ouvir alguma música mais calma..
Com este meu vagueio por esta estação de rádio tive a oportunidade de ouvir Habib Koité, um músico nascido no ano 1958 em Senegal e que é conhecido pela sua performance única na viola.
Vou deixar algumas músicas que gostei.. e eu não sou lá muito apreciador deste tipo de musica






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comédia e humor...Por onde andam?



Ontem andei a vaguear pelo youtube e encontrei uns episódios de uma série portuguesa chamada Nós os Ricos em que tem o Fernando Mendes, Carlos Areia.e outros actores conhecidos no elenco. Após ver alguns episódios dessa série vi mais alguns da série Nico D'0bra. Isto tudo me deixou a pensar neste tipo de séries humorísticas que se produzia em Portugal e que de repente se extinguiu ou se lhe deixou de dar o devido valor artístico.

Recordei-me de algumas Revistas que vi na RTP Memória em tempos e das piadas carregadas com sátira social e humor inteligente e dinâmico. Com tristeza minha relato que hoje em dia já não se dá importância a esse tipo de arte. Os governos deixam de comparticipar nas artes muita das pessoas que tinham "amor" à sua arte já não existem e as que existem são poucas que mesmo investindo com capitais próprios era incomportável. 

Com o aparecimento da Televisão a mentalidade das pessoas tem vindo a mudar imenso, não só em termos de informação ou de instrução, mas também em termos sociais. Hoje um jovem actor segue a carreira muitas das vezes não por amor à arte da representação mas sim pela sede de fama e reconhecimento de ser visto na caixa que revolucionou o mundo. Atenção que não estou a generalizar nem a particularizar o assunto, estou apenas a constatar informações que me chegam e posto que, também acredito que haja actores que se movem por amor à arte. Isto são os efeitos de televisão. Antes de existir ou quando a maioria das pessoas não tinham a televisão o teatro era o meio mais usado para a distracção, por isso foi um dos  melhores veículos pela qual muitas criticas ao governo Salazarista chegavam ao povo, pois os actores camuflavam-nas em piadas e momentos que se desenrolam ao longo das peças. 

É nisto acho que a televisão tem falhado. Criaram telenovelas, dão em directo jogos de futebol e outras demais coisas... Mas então e peças de teatro, onde é que elas aparecem? O humor inteligente que subtilmente carrega critica social e pensamentos? Onde se meteu a criatividade teatral?


Tabaco..vicio biológico ou social?


Passo os dias a ouvir pessoas a fazer queixas acerta do quanto gostariam de deixar o tabaco e o quão difícil se torna fazê-lo. A contrastar com essas pessoas ouço não-fumadores ou ex-fumadores a dizerem que o tabaco é um vício psicológico e que deixaram de fumar de um dia para o outro só com a força de vontade etc etc... Será isto mesmo assim?

Na realidade o fumo do tabaco contém certos componentes químicos que fazem libertar alguns neurotransmissores que geram prazer no fumador. O que acontece em termos biológicos é que o nosso cérebro tem uma das funções de manter o nosso organismo equilibrado. Acontece que ao estarmos a ingerir certas substancias estamos a quebrar o equilíbrio do corpo. Posteriormente, como o nosso cérebro é dotado de uma grande capacidade de adaptação, adapta-se aos novos níveis de dessa substancia e assume esses níveis como sendo o padrão normal. Quando há falta dessa substancias depois dá-se o chamado período de ressaca sendo que o organismos tem que se reajustar ao novo nível mais baixo de um dado composto químico. Biologicamente, seria mais fácil deixarmos de fumar sendo que passávamos um período de tempo a ressacar - como na bebida - e depois passava

Acontece que todos nós sabemos que as coisas não funcionam assim. Acontece que junto com o deixar de fumar vem uma enorme ansiedade... Digamos que para enganar o "vicio" biológico com alguma força de vontade e com alguns hábitos como comer pastilhas quando a vontade aparece é suficiente. O problema reside em nós sermos um "animal de hábitos". Isto é, agarrado á componente biológica vem uma data de componentes comportamentais e sociais, como por exemplo, tirar o cigarro do maço, o acto de o acender os movimentos de o levar à boca, o próprio local / ocasião que se fuma, etc.Tudo isto é uma enorme componente que contribui para a ânsia de pegar num cigarro e degustá-lo e aqui muitas vezes reside o problema para o ultrapassar. Um exemplo representativo disto é por exemplo um fumador em uma esplanada. Senta-se numa cadeira e ao mesmo tempo que bebe um café acende um cigarro e fica a saboreá-lo ao mesmo tempo que beberica o café e observa a rua. Dias mais tarde após ter deixado de fumar senta-se na mesma esplanada e pede um café, mas desta vez não fuma, mas certamente que consciente ou inconscientemente irá pensar "O que irei fazer com a mão que agora está livre sem o cigarro?"
ou "como posso ocupar a mão? o que é suposto fazer?". Estas dúvidas advém do simples facto dos hábitos comportamentais que foram adquiridos ao longo da vida do individuo e que agora estão a ser quebrados .

Outro exemplo são as ocasiões. Imaginemos outro fumador. Este está num restaurante onde é permitido fumar. Após um longo e saboroso almoço, bem acompanhado com uma boa bebida, e já indo nos cafés e com digestivos à mistura, o sujeito acompanhado com amigos à mesa "saca" um cigarro e enquanto o fuma pensa para si "este momento é a cereja em cima do bolo". Tempos mais tarde deixando já de fumar, proporciona-se uma situação semelhante, um almoço entre amigos bem bebido e no café com digestivos à mistura lá vem o pensamento inconsciente ou consciente da recordação de quando era fumador e de vir ao pensamento "agora é que sabia bem um cigarro.. ah.. mas não o posso fazer" e se houver um convite ou comentário de um dos presentes "queres um cigarro? então já não fumas?". E aí volta a angústia de ter de recusar e negar um prazer que lhe era dantes bem apreciado.

Desde já esclareço, caros leitores, que esta separação destes dois exemplos é só uma utopia minha, visto que estas duas situações se entrelaçam fortemente visto que o comportamento é influenciado pelo local e pela componente social na qual estamos envolvidos e vice-versa