terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Época Natalícia



Confesso! Nunca fui muito apologista do Natal. Na minha casa nunca se fez presépio, não sei o que isso é ou que peças leva, tudo o que sei de presépio foi visto por fotografia. A minha árvore de natal sempre foi uma árvore de plástico coisa de 40/50cm. Os presentes de Natal nunca esperamos pela meia-noite. Lá pelas 21h já estava os presentes a serem abertos, mas nunca foi grande surpresa visto que praticamente já sabia o que eram as prendas, por vezes até era eu a escolhe-las e vi-as a ser embrulhadas. A família que eu me lembre era a mesma que vivia cá em casa, por isso nem a família se reunia. Portanto o espírito natalício é coisa que na minha casa nunca foi muito presente.

Devido a esta minha infância tenho uma forma muito céptica de olhar para esta quadra. Penso que o Natal trás em si uma grande carga de farsa. Muitas das vezes o que cativa o Natal é só a troca de presentes. Para oferecer presentes eu ofereço-os diariamente, basta alguém que dizer numa conversa "Estava a precisar disto ou daquilo" que eu se puder ofereço o mais rápido possível. Isto sim para mim é lembrar-se de alguém, demonstrar que se preocupa ou que se gosta de alguém. Para mim tem mais importância esta troca de presentes "inesperada" do que a troca de presentes na época natalícia.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Politiquices


Não é normal eu comentar política tanto aqui pelo blog como no meu quotidiano pela simples razão que não tenho uma ideologia definida. Sou da opinião que o sistema político deve ser rotativo consoante o estado em que o país se encontra.  Confesso no entanto que sempre tive uma inclinação mais para a Direita.
Defendo a diferença de classes, sim porque não é justo um desportista ganhar tanto como um médico ou vice-versa. O mesmo acontece com as demais profissões. Isto é, acho que cada cidadão deve ganhar consoante a profissão que exerce, o curso que possui e o seu profissionalismo.
Em paralelo penso que os ordenados em empresas publicas não deveria ultrapassar o salário do Presidente da República.
Em paralelo a isto não vejo a razão pela qual administradores públicos ganham prémios de empresas que dão prejuízo.

Outro mal da Nação é as medidas de austeridade e afim. É pena os governantes não entenderem que quando mais "apertam o cinto" mais pára o comércio e indústrias. As cargas de impostos sufocam a economia, e os comerciantes têm de optar por manter os mesmos preços e perder lucros para pagar impostos ou aumentar os preços para compensar no preço a pagar dos impostos, o que significa que com o aumento do preço o número de clientes diminui > os lucros deixam de existir > o negócio deixa de ser rentável > abre falência.
Isto em grande escala para o comércio e indústrias nacionais. Penso que esta é a altura ideal para se começar a cortar nas reformas chorudas e nos ordenados descomunais e aproveitar esse dinheiro para incentivar o desenvolvimento da economia ou pelo menos tentar que ela não se afunde cada vez mais.
Podia-se criar verbas para as PME'S puderem fazer face à crise, ou pelo menos poder ter condições financeiras para procurarem outros mercados para conseguir movimentar dinheiro,  sendo que a médio-longo prazo o dinheiro disponibilizado pelo estado seria devolvido ao mesmo.
Mas não. A realidade é que em vez de meterem os interesses nacionais em 1º lugar, muitas vezes metem os interesses de países estrangeiros à frente.
Assim cada vez mais vemos o país a cair no fundo e ninguém a tomar uma medida em prol do desenvolvimento industrial/comercial/económico nacional.
Só se ouve a falar em FMI, Troika, Austeridade..... FMI, Troika, Austeridade.... e não saímos disto

O infortúnio do amor



Estranho tema este. Na maioria dos casos quando se escreve sobre o amor é de forma a tentar exprimir algum desgosto ou tentar de alguma forma desacreditar tal sentimento. Eu não vou fazer isso neste post ou pelo menos tentar não o fazer.

Sou um coração de manteiga, consigo iludir-me e ver coisas onde elas não existem, não faço nada por saber que é tudo ilusões e quando penso em fazer algo sai sempre tudo errado e acabo por entrar no ciclo de amigos da pessoa em questão. Portanto nunca tive grande jeito para ser um grande conquistador.

Falo-vos de uma recente experiência. Por entre bares lisboetas foi-me apresentada, por um amigo comum, uma rapariga que desde cedo me despertou a atenção. Não só pela beleza exterior mas também pela forma como pensava e olhava para as coisas. Rapidamente me identifiquei com ela. Nunca chegámos a trocar nº's mas encontrávamos-no com alguma frequência na companhia de alguns amigos. Devido a alguma timidez da minha parte nunca aprofundei muito a conversa com ela mas sempre que lhe falava algo sempre notei muita simpatia da parte dela, fora sempre muito simpática. Passado uns tempos não será de esperar que a minha mente começasse a vaguear por mil e uma maneiras de tentar de alguma maneira aproximar-me mais dela, pensando sempre que aquela particular simpatia podia estar acompanhada com algum interesse na minha pessoa.
Quando por fim decidi colocar de lado a timidez e avançar, o amigo que nos tinha apresentado, perguntou-me com alguma satisfação - "Então, já sabes que a "x" e o "y" andam?".
Escusado foi dizer que fiquei desanimado e até tentei evitar a tal rapariga.

Sinceramente agora dou por mim a pensar se fui justo em ter-me afastado. No fundo ela não podia adivinhar o meu interesse, e apenas foi ao encontro da sua felicidade. Eu por meu lado posso ter embelezado as coisas e ver sentimentos onde eles não existissem. Por fim acabei por deixar de a evitar e deixei as coisas voltarem ao "normal". Simplesmente o acto de me afastar foi um acto de egoísmo da minha parte e de algum egocentrismo até, por isso por vezes o melhor mesmo é jogar à defesa e tentar fazer bem as ponderações antes de começar a ver coisas onde não existem

sábado, 3 de novembro de 2012

Agradável Descoberta III


No passado dia 22 de Outubro a artista Taylor Swift lançou o seu novo álbum que tem por nome RED.
Confesso que não conhecia esta cantora, o nome não me dizia nada. Após ler alguns comentários de ansiedade pela saída do novo álbum, no twitter e de ter visto a "publicidade" feita no itunes decidi dar uma vista de olhos às músicas que constituem este disco. 
Não será preciso dizer que me agradou e que acabei por comprar o cd no itunes 
Deixo-vos aqui algumas músicas para que possam apreciar.








segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Copo cheio....Copo Vazio


 No Sábado ao jantar, estava eu sentado à mesa ouvindo as outras pessoas da mesa a pedirem as sobremesas e afins e como é habitual não pedi nenhuma sobremesa. Por outro lado havia um grupo no mesmo restaurante que me prendia a atenção. Era um grupo de cerca de 40 pessoas, ca casa entre os 25-30 anos. Grupo esse que fazia um festim cada vez que alguém levava um copo à boca com a máxima de "se queres ser um dos nossos, tens que beber até ao fim...". Entretanto na minha mesa já se ia pedindo os cafés quando o duas pessoas da mesa pedem um whisky. Fiz o comentário da praxe à pessoa que se sentava à minha frente «Pede duplo à la Churchill». Para quem não sabe, Winston Churchill foi Primeiro Ministro no Reino Unido durante a II Grande Guerra. Este tinha por hábito degustar bons charutos acompanhados por um whisky duplo.
 Para qual não é o meu espanto quando chegam os copos à mesa e à minha frente foi posto um copo quase meio, no qual o meu pai fez o comentário "Parece que ouviram a nossa conversa".
Entre o advogado a beber e a conversar com os restantes da mesa e o grupo ao fundo na sala que fazia um barulho extremo, tal era a diversão, dou por mim a observar o copo. O copo de whisky normal como todos os outros meio cheio mas que me fez pensar e ponderar na situação em que me encontro. Nas relações que estabeleço nas relações que gostava de ter estabelecido, na forma como ajo, no individuo que sou, como penso...
Enfim fiquei lentamente focado naqueles dois parâmetros do; - O que eu sou? E o que eu gostaria de ser?- .
Olhei mais uma vez para o grupo e fiquei com vontade de me juntar a eles de estar ali num grupo onde exista uma certa camaradagem e que fuja a alguns controlos secundários. Fugir àquela sensação "Não estou a ser controlado directamente, mas todos sabem cada passo que dou".  Enfim fiquei com a necessidade de me sentir liberto e de querer mudar muita coisas que infelizmente não é fácil mudar nos tempos de hoje.
Como seria eu se mudasse o que quero mudar? Será que me daria melhor ou pior? Pois estas respostas só podem ser respondidas na nossa imaginação visto que há mil e um factores que influenciam a realidade, sendo que nunca sai exactamente como nós imaginamos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O medo da mudança


Quem nunca teve medo de mudar? Quem nunca fez alguma coisa que no fim parece que estava sozinho e que vez a coisa errada? Quem nunca gostava de ter sempre alguém ao lado para nos apoiar e incentivar?

Momentos em que nos sentimos extremamente confiantes e integrados numa realidade. Sentimos-no alegres e com força para sustentar esses estado de espírito. Olhamos para o lado e sentimos que somos importantes para a nossa rede social, «a pessoa "X" hoje falou-me» « a pessoa "Y" partilha das mesmas ideias que eu»... e pensamentos assim do género. Aí nós pensamos que estamos realizados e que a partir dali podemos olhar para o nosso futuro de outra maneira. Pensamos que "agora sim" a nossa realidade está sólida, encontramos o caminho certo. E todo o nosso quotidiano começa-se a reorganizar em torno dessa realidade construída com base em esperanças e expectativas.

Mas rapidamente nos passa essa efémera alegria. Percebemos que as pessoas que pensávamos que estavam a simpatizar connosco afinal estavam só a fazer uso da sua cortesia. Que afinal as nossas ideias e crenças ficam sem qualquer base e caem por terra. Toda a gente está perto mas aos nossos olhos estão cada vez mais longe. A nossa auto-estima e o nosso auto-conceito traem-nos. O nosso sub-consciente joga com os nossos sentimentos de forma sádica e cruel. Enfim de um momento para o outro tudo se desmorona sem piedade. Ou pelo menos assim os julgamos. Começamos a por em causa as nossas acções e porque as fazemos. Ficamos sem forças para continuar e para saber o que realmente sentimos ou o que realmente queremos. Sem demora entramos num labirinto de sentimentos ora estamos alegres e cheio de forças, ora estamos envolvidos numa névoa que nos aprisiona em nós mesmos.

Até que chegamos a um ponto em que caímos e perguntamos, "Quem sou eu?" "O que faço aqui?" "Para onde vou?" "De onde venho?" "O que é suposto eu fazer?"...
E muitas mais perguntas assim virão mas infelizmente a resposta raramente as acompanha.

sábado, 22 de setembro de 2012

A Redescoberta


Esta tarde, bem como outras tardes de fim de semana,  fico sempre com uma enorme dose de tédio. Esta tarde não haveria de ser excepção. Estava eu sentado ao computador quando tive a ideia de ir ao Amoreiras em Lisboa,  centro comercial que já não vou há uns anos.
Chegado ao meu destino acabo por encontrar pessoas conhecidas e acabo por ficar um pouco na conversa. Por fim convido uma pessoa para jantar a fim de por a conversa em dia. No caminho decidimos ir a um restaurante de um amigo dos nossos pais em Cascais.

Chegados ao destino fomos-no sentando, jantando e conversando calmamente. Pedida a conta e posta alguma admiração pelo preço um pouco - esticado - para 2 pessoas sendo que somos conhecidos da casa. Resolvi então pedir  a minha companhia que no regresso a casa me passasse por alguns locais de Lisboa que eu já não vou há algum tempo.

Foi com uma enorme surpresa que fui assaltado por uma onda de várias emoções pensamentos e recordações antigas à medida que íamos passando por certas zonas. Passei toda a minha vida praticamente em Lisboa,  praticamente percorria Lisboa tanto de dia como de noite com o meu pai, tanto para ir aos escritórios dele como para ir a clientes etc... enfim à 3 anos para cá que agora raramente vou a Lisboa...
Soube-me bem recordar certos locais e certas passagens. Senti-me em casa. Senti-me com uma enorme vontade de ficar e não sair dali. Senti-me de novo livre e o cheiro da noite. A adrenalina e o "sentido" da vida voltou-me a correr nas veias.

Sinceramente acho que fiquei revitalizado para mais uns tempos na minha vida entediante..

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Os Jogos de Cartas


Hoje de manhã quando ia a pegar nos objectos do quotidiano (carteira, isqueiro, etc), reparo ao lado num baralho de cartas que em tempos me acompanhou para todo o lado no bolso das calças ou do casaco.  Devo dizer antes de mais que nunca joguei num casino nem nunca a dinheiro. Apenas das vezes que joguei poker ou Bridge foi na descontracção do momento com alguns amigos ou alguém que me desafiasse no momento. Mas confesso que já se me tornou, em tempos, o vicio de puxar o baralho do bolso e começar a embaralhar as cartas enquanto pensava ou esperava por qualquer coisa.

Estava eu a dizer que o baralho me despertou o interesse. Fez-me então recordar um velho amigo e uma pessoa que estimei muito, visto já não estar entre nós. Foi esse individuo já de alguma idade que me ensinou a jogar bridge. Cedi a uma enorme vontade de pegar as cartas trazendo-as para baixo comigo, para o escritório. Fiz alguns afazeres e sem dar conta lá peguei nas cartas e comecei a embaralhas e a distribui-las sobre a mesa. Senti um súbito desejo de me sentar a uma mesa de jogo e jogar um pouco, sentir a presença de outros jogadores e vaguear pelo jogo secundário do bluff. Lembrei-me mais uma vez os vários comportamentos que era reveladores da possível mão que os restantes jogadores podassem ter e do aviso que o meu "professor" fazia soar que estes comportamentos no bridge não eram tão evidentes como no póker visto que originalmente no primeiro jogo referido não se joga a dinheiro.

Recolhi as cartas e fui à net procurar jogar bridge . Mas infelizmente não fui bem sucedido. Acabei por ir até ao Faceboock jogar no Zynga Poker.E devo dizer que ao fim de hora e meia de jogo estava bastante entretido, mas a falta de contacto com os jogadores aborreceu-me e acabei por abandonar o jogo.
Fiquei no entanto com algum tipo de sentimento empático com os jogadores profissionais que muitas vezes "precisam" de jogar quase diariamente seja a dinheiro ou não. E a pensar no quão difícil poderá ser deixar o vicio das cartas, seja em que jogo de azar for.

sábado, 25 de agosto de 2012

Erotismo Vs. Pornografia


Estava eu no outro dia em casa sossegado, quando me aparece uma amiga perguntando o que estava a fazer. Com alguma surpresa de a ver por cá, respondi-lhe que estava a ver umas coisas na net e que provavelmente iria acabar a tarde a ver uns filmes que vieram com o jornal, ao mesmo tempo que lhe aponto para a secretária onde tenho o pc.
A dita moça afastou uns papeis e vendo os dois dvd's me diz com um sorriso um pouco provocante e pensativo:
 - Pornografia...
 - Erotismo diz antes - Respondi eu, recebendo em resposta
 - É a mesma coisa.

Nisto sento-me no sofá e começo uma tentativa de lhe explicar a diferença entre erotismo e pornografia.
Erotismo é o que reúne algumas características que nos dá a ideia de sexo. Pornografia é sexo propriamente  explicito. Por exemplo um livro erótico ou um filme erótico reúnem vários ambientes e situações que nos levam a pensar em sexo (dá ideia de..), mas este não aparece explicito. Um livro ou filme pornográfico demonstra mesmo o acto em si, explicito.  
Fiquei o resto do serão a pensar sobre a forma como as pessoas utilizam estas duas palavras de forma um pouco leviana atribuindo-lhes o mesmo significado muitas vezes.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

O monte de revistas


 Estava eu ontem em casa à procura de um dicionário algures perdido pelos livros, quando na prateleira ao lado um molho de revistas me prende a atenção. Acabei por parar a minha procura e passar uma vista de olhos às revistas recordando-me dos assuntos que abordavam. Voltei a colocar as ditas revistas no lugar e deitei um olhar ao meu redor e fiquei a pensar no porquê de guardar sempre tudo. Havia ali revistas que não continham nada que me pudesse ser útil mas mesmo assim eu as guardava. Continuei observando os demais livros e papeis que me rodeavam e tome a iniciativa de dar uma volta aos papeis e dossiers com o objectivo de tentar organizar tudo e deitar fora o que não me fizesse falta. Acabei por apenas passar os papeis pelas mãos e re.ler alguns tendo-os posto de novo no lugar onde os tinha pegado chegando à conclusão que não ia mandar nada para o lixo que ainda me poderia fazer falta. 
Acabei por dar por mim a sair daquela divisão da casa a pensar "serei o único a guardar tudo?"

domingo, 19 de agosto de 2012

Dias na Terra


Estava eu ontem à noite entretido na janela a observar o escuro da noite quando foi assaltado por lembranças antigas sobre a duração dos dias na Terra e como a terra começou a girar sobre si mesma.
Mais fascinado fiquei quando recordei que o processo do nosso planeta começar a girar é o mesmo processo que um patinador no gelo usa para girar.
Acontece que no inicio da formação do nosso Sistema Solar, havia um grande amontoado de poeiras e gases que ao logo dos tempos, devido à gravidade, se foram agrupando criando assim estrelas, planetas, etc..
Acontece que quando a matéria se começa a aglomerar começa a puxar a matéria da preferia para o centro. Tal como acontece com um patinador no gelo. Quando o patinador está a girar sobre si mesmo com os braços abertos, o corpo vai puxar os braços para si fazendo com que gire mais depressa. O processo semelhante aconteceu com a formação da terra e dos outros planetas e estrelas.

Consta que a terra já girou 5 vezes mais rápido que hoje em dia. Já imaginaram como era viver com os dias a durarem cerca de 5h? Pois nem eu...
O que nos vale é que temos a lua que ao exercer força sobre o nosso planeta faz com que a terra gire mais devagar, daí termos os dias que nós hoje conhecemos.
Alguns estudos indicam que no futuro um dia no Planeta Azul  pode chegar a ter 26h. Era bom não era?

Já agora, caros leitores, deixo-vos aqui uma tabela com dados sobre o velocidades de rotação dos demais planetas do sistema solar.
 http://espacoastrologico.files.wordpress.com/2012/03/tabela-comparativa-dos-planetas-do-sistema-solar.png?w=432&h=296

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Há 35 anos sem o rei!!



Faz hoje  35 anos que morreu o Rei do Rock, Elvis Presley. Elvis nasceu a 8 de Janeiro de1935 em East Topelo. Foi um musico e também actor norte-americano, sendo que ficou conhecido por ser o Rei do Rock.
Elvis morreu a 16 de Agosto de 1977 na sua casa em Memphis devido a uma elevada ingestão de comprimidos para dormir.
Deixo aqui algumas músicas para os caros leitores poderem apreciar
 
 

 





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Agradável descoberda II

 É com algum entusiasmo que partilho com vocês mais uma descoberta musical minha. Desta vez o que vos trago é um álbum chamado Django Django.
Deixo-vos aqui algumas músicas




terça-feira, 31 de julho de 2012

Onde o "bichinho" literário começa...






Estive eu ontem à tarde em casa dos avós a levar alguns livros para lá, visto já não ter espaço em casa. Para qual não é o meu espanto enquanto estou a ver uma vista de olhos pelas estantes, quando vejo o primeiro livro que li. Tem o titulo de Anatomia de um Regicídio e foi escrito por José Ramos Perfeito.
Li o meu primeiro livro tinha eu 16 anos. Os meus pais nunca me encentivaram para o acto da leitura, ler ou não ler para eles é igual. Num certo dia estando eu a passear lá entrei numa livraria pela 1º vez. Logo na porta comecei a sentir o cheiro dos livros e a entrar no mundo da literatura. Lembro-me que senti algo mágio a olhar para tanto livro e a tentar desvendar o que cada um traz escrito. Fiquei com vontade de trazer todos os livros. Mas na verdade só trouxe o acima descrito. Comecei a lê-lo no mesmo dia. visto eu adorar história, e rápidamente devorei as suas 176 páginas. Quando acabei o livro dei por mim a pensar «gosto disto acho que vou começar a ler» e pronto agora é o que se vê estou sempre rodeado de livros e ainda hoje quando entro numa livraria sinto vontade de levar todos os livros comigo.

Dou por mim a pensar, agora, na quantidade de jovens leitores que temos e no papel dos pais a incutirem a vontede de ler aos filhos e de lhes apresentar o mundo de descobertas, pensamentos alheios e montes de aprendizagens que se absorve com a leitura. Porém fico um pouco assustado a pensar em como os jovens de hoje em dia tratam a cultura em geral. Acho que estamos a precisar de uma re.educação cultural e uma estimulação extra para criar de novo a sede de descobrir e de conhecer, pois como se costuma dizer - O saber não ocupa lugar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma enorme perda!




Foi com uma triste mágoa que esta tarde, estando eu a dar um passeio recebo um telefonema em que me disseram que tinha falecido José Hermano Saraiva.
Rapidamente um manto de melancolia me envolveu e veio-me à memória quando tive a oportunidade de conhecer o senhor e da pequena conversa que tivemos. Veio-me à memória também quando era mais pequeno, no tempo em que ainda andava na primária e eu parava tudo para ir ver o programa A Alma e a Gente que dava na RTP2. Ainda hoje em dia vejo tais episódios quando dá na RTP Memória. Também é com grande estima que guardo uma colectânea de 6 DVD'S em que Hermano Saraiva conta a nossa História.

Penso que é nosso dever enquanto cidadãos portugueses não deixarmos cair no esquecimento este grande senhor e que devemos dar a conhecer toda a sua obra e o grande homem que foi e o contributo que deu para o conhecimento da nossa história. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A arte de bom consumir


Este titulo pode parecer um tanto ou quanto irónico ou até zombeteiro. Mas na realidade rapidamente percebemos que afinal o consumir e a forma como se induz um consumidor a comprar determinado produto é mesmo uma arte.

Quantas vezes vamos ao super-mercado com uma lista específica de compras e quando entramos esbarramos sempre com objectos do nosso interesse e acabamos por compra-lo e acabamos por sair sempre com algumas compras adicionais. Isto acontece devido às estratégias de marketing que apelam ao nosso lado irracional para despachar determinado produto. À parte disso ainda há as famosas promoções. Baixa-se o preço dos produtos num determinado espaço de tempo afim de chamar a clientela. Coisa que nós enquanto consumidores vamos aproveitar a promoção afim de poupar-mos dinheiro. 

O tempo em que os Mercedes eram para os ricos, tempos em que te rum carro já era um luxo. Agora as famílias é uma carro para a mulher outro para o marido e um para cada filho e é quando a mesma pessoa não possui dois carros. No nosso quotidiano é frequente ver jovens a serem idolatrados por terem um telemóvel da marca "X" ou da marca "Y", ou de ter uma boa colectânea de likes no Faceboock ou por terem um carro todo alterado, etc .... E agora pergunto, e os bons alunos, os jovens com bom desempenho no desporto e em demais actividades? Não têm lugar para serem admirados também?...
A realidade é que hoje em dia o consumismo e os bens materiais superaram o que são as pessoas em si e até a socialização entre as mesmas. Temos como exemplo jovens que praticamente em vez de jantarem com a família jantam com os telemóveis. Ou como eu já vi, dois "melhores amigos" sentados lado a lado mas a falarem por sms

É interessante do quanto se fala em crise mas cada vez mais se vê carros novos na rua, telemóveis topos de gama etc...
Sinceramente eu penso que a tão famosa crise de que se fala não é devido à falta de dinheiro, mas sim à falta de bom senso na forma como se emprega o pouco dinheiro que há. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Agradável descoberta

No outro dia resolvei sintonizar o rádio da sala na Antena 2, afim de ouvir alguma música mais calma..
Com este meu vagueio por esta estação de rádio tive a oportunidade de ouvir Habib Koité, um músico nascido no ano 1958 em Senegal e que é conhecido pela sua performance única na viola.
Vou deixar algumas músicas que gostei.. e eu não sou lá muito apreciador deste tipo de musica






quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comédia e humor...Por onde andam?



Ontem andei a vaguear pelo youtube e encontrei uns episódios de uma série portuguesa chamada Nós os Ricos em que tem o Fernando Mendes, Carlos Areia.e outros actores conhecidos no elenco. Após ver alguns episódios dessa série vi mais alguns da série Nico D'0bra. Isto tudo me deixou a pensar neste tipo de séries humorísticas que se produzia em Portugal e que de repente se extinguiu ou se lhe deixou de dar o devido valor artístico.

Recordei-me de algumas Revistas que vi na RTP Memória em tempos e das piadas carregadas com sátira social e humor inteligente e dinâmico. Com tristeza minha relato que hoje em dia já não se dá importância a esse tipo de arte. Os governos deixam de comparticipar nas artes muita das pessoas que tinham "amor" à sua arte já não existem e as que existem são poucas que mesmo investindo com capitais próprios era incomportável. 

Com o aparecimento da Televisão a mentalidade das pessoas tem vindo a mudar imenso, não só em termos de informação ou de instrução, mas também em termos sociais. Hoje um jovem actor segue a carreira muitas das vezes não por amor à arte da representação mas sim pela sede de fama e reconhecimento de ser visto na caixa que revolucionou o mundo. Atenção que não estou a generalizar nem a particularizar o assunto, estou apenas a constatar informações que me chegam e posto que, também acredito que haja actores que se movem por amor à arte. Isto são os efeitos de televisão. Antes de existir ou quando a maioria das pessoas não tinham a televisão o teatro era o meio mais usado para a distracção, por isso foi um dos  melhores veículos pela qual muitas criticas ao governo Salazarista chegavam ao povo, pois os actores camuflavam-nas em piadas e momentos que se desenrolam ao longo das peças. 

É nisto acho que a televisão tem falhado. Criaram telenovelas, dão em directo jogos de futebol e outras demais coisas... Mas então e peças de teatro, onde é que elas aparecem? O humor inteligente que subtilmente carrega critica social e pensamentos? Onde se meteu a criatividade teatral?


Tabaco..vicio biológico ou social?


Passo os dias a ouvir pessoas a fazer queixas acerta do quanto gostariam de deixar o tabaco e o quão difícil se torna fazê-lo. A contrastar com essas pessoas ouço não-fumadores ou ex-fumadores a dizerem que o tabaco é um vício psicológico e que deixaram de fumar de um dia para o outro só com a força de vontade etc etc... Será isto mesmo assim?

Na realidade o fumo do tabaco contém certos componentes químicos que fazem libertar alguns neurotransmissores que geram prazer no fumador. O que acontece em termos biológicos é que o nosso cérebro tem uma das funções de manter o nosso organismo equilibrado. Acontece que ao estarmos a ingerir certas substancias estamos a quebrar o equilíbrio do corpo. Posteriormente, como o nosso cérebro é dotado de uma grande capacidade de adaptação, adapta-se aos novos níveis de dessa substancia e assume esses níveis como sendo o padrão normal. Quando há falta dessa substancias depois dá-se o chamado período de ressaca sendo que o organismos tem que se reajustar ao novo nível mais baixo de um dado composto químico. Biologicamente, seria mais fácil deixarmos de fumar sendo que passávamos um período de tempo a ressacar - como na bebida - e depois passava

Acontece que todos nós sabemos que as coisas não funcionam assim. Acontece que junto com o deixar de fumar vem uma enorme ansiedade... Digamos que para enganar o "vicio" biológico com alguma força de vontade e com alguns hábitos como comer pastilhas quando a vontade aparece é suficiente. O problema reside em nós sermos um "animal de hábitos". Isto é, agarrado á componente biológica vem uma data de componentes comportamentais e sociais, como por exemplo, tirar o cigarro do maço, o acto de o acender os movimentos de o levar à boca, o próprio local / ocasião que se fuma, etc.Tudo isto é uma enorme componente que contribui para a ânsia de pegar num cigarro e degustá-lo e aqui muitas vezes reside o problema para o ultrapassar. Um exemplo representativo disto é por exemplo um fumador em uma esplanada. Senta-se numa cadeira e ao mesmo tempo que bebe um café acende um cigarro e fica a saboreá-lo ao mesmo tempo que beberica o café e observa a rua. Dias mais tarde após ter deixado de fumar senta-se na mesma esplanada e pede um café, mas desta vez não fuma, mas certamente que consciente ou inconscientemente irá pensar "O que irei fazer com a mão que agora está livre sem o cigarro?"
ou "como posso ocupar a mão? o que é suposto fazer?". Estas dúvidas advém do simples facto dos hábitos comportamentais que foram adquiridos ao longo da vida do individuo e que agora estão a ser quebrados .

Outro exemplo são as ocasiões. Imaginemos outro fumador. Este está num restaurante onde é permitido fumar. Após um longo e saboroso almoço, bem acompanhado com uma boa bebida, e já indo nos cafés e com digestivos à mistura, o sujeito acompanhado com amigos à mesa "saca" um cigarro e enquanto o fuma pensa para si "este momento é a cereja em cima do bolo". Tempos mais tarde deixando já de fumar, proporciona-se uma situação semelhante, um almoço entre amigos bem bebido e no café com digestivos à mistura lá vem o pensamento inconsciente ou consciente da recordação de quando era fumador e de vir ao pensamento "agora é que sabia bem um cigarro.. ah.. mas não o posso fazer" e se houver um convite ou comentário de um dos presentes "queres um cigarro? então já não fumas?". E aí volta a angústia de ter de recusar e negar um prazer que lhe era dantes bem apreciado.

Desde já esclareço, caros leitores, que esta separação destes dois exemplos é só uma utopia minha, visto que estas duas situações se entrelaçam fortemente visto que o comportamento é influenciado pelo local e pela componente social na qual estamos envolvidos e vice-versa